Mamute analisa evolução na 'rivalidade' de duplas brasileiras no vôlei de praia

Alison realizou treino com adversários antes de etapa no Rio nesta quarta (1º)

PorAnna Carolina RamosRio de Janeiro (RJ)
01/10/2025 13:13
Atualizado em 01/10/2025 14:34

Supervisionado porPedro Werneck,
Alison Mamute e Bruno Schmidt, medalha de ouro no Rio 2016 (foto: Divulgação FIVB)
Alison Mamute e Bruno Schmidt, medalhistas de ouro na Rio-2016 (Foto: Divulgação FIVB)

Amigos, amigos, negócios à parte? Os circuitos mundiais e nacionais contam com algumas duplas brasileiras de destaque em disputa. Apesar de a rivalidade existir, os atletas do Brasil convivem em grande harmonia fora das quadras de areia, como destacou Alison "Mamute" Cerutti em conversa exclusiva com o Lance! nesta quarta-feira (1º).

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— Rivalidade sempre existe, mas assim, a gente é muito amigo, a gente conversa bastante. Hoje, no posto que eu estou, de um atleta mais experiente, mais velho, né? Acabo passando um pouco de experiência — revelou Mamute.

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Prestes a realizar sua última competição da carreira, na etapa do Rio de Janeiro do Circuito Brasileiro, Alison e Renato participaram de uma sessão de treinamento com duas outras duplas brasileiras: Evandro e Arthur, e Mateus e Adelmo. Os atletas se reuniram, na manhã desta quarta-feira (1º), na praia do Leme.

Esse encontro entre duplas do Brasil, no entanto, não é algo que Mamute vivencia desde o início de sua carreira. Em atividade de 2001, Alison destacou que, na época, a rivalidade era maior, o que dificultava essa parceria entre adversários.

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Alisson Mamute em uma das etapas de 2025 (Arquivo)
Alisson Mamute em uma das etapas de 2025 (Foto: Arquivo)

Influência dos Estados Unidos em Mamute

Durante o treino, o intercâmbio entre duplas foi abordado por Alison Mamute, que apresentou as vantagens de novas sessões para o desenvolvimento dos participantes. Ao Lance!, o atleta explicou a origem dessa nova ideia para somar ao vôlei de praia brasileiro.

— Antigamente, a gente tinha menos esse intercâmbio, a rivalidade era maior, as pessoas não se juntavam. Mas, hoje em dia, a gente está tendo que se unir para jogar contra o mundo, né? Então, assim, eu estava até conversando isso com eles agora. Eu voltei dos Estados Unidos, as pessoas lá treinam, os times treinam junto. Eu acho que a gente tem que abrir um pouco mais a cabeça para fazer esses Camps, para melhorar ainda mais o voleibol brasileiro — afirmou.

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O capixaba buscava uma nova experiência em sua carreira após a conquista da medalha olímpica, único título que faltava em seu currículo. Com isso, Mamute resolveu se aventurar em territórios norte-americanos, no berço do vôlei de praia, e disputou três temporada na AVP (Associação Profissional de Voleibol), principal circuito dos Estados Unidos na categoria.

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