Guarulhos lança selo contra o racismo após ataque a atleta

Episódio contra Manuel ocorreu no último sábado (13)

PorMariana QuélhasRio de Janeiro (RJ)
19/12/2025 13:27

Supervisionado porThiago Fernandes,
Manuel Armoa Morel no Guarulhos x Campinas (Foto: Reprodução/Instagram)
Manuel Armoa Morel no Guarulhos x Campinas (Foto: Reprodução/Instagram)

O Vôlei Guarulhos lança neste sábado (20) o selo "Vôlei Antirracista - Aqui racismo não marca ponto". A iniciativa, que estabelece uma política de tolerância zero contra a discriminação racial, acontece no Ginásio da Ponte Grande, antes do confronto contra o Joinville, agendado para as 18h30.

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A ação é uma resposta imediata ao lamentável episódio de racismo sofrido pelo ponteiro argentino Armoa Morel durante a partida contra o Sesi Bauru, no último sábado (13). O atleta foi injuriado com as palavras "mono", "macaco" em espanhol, por um torcedor do clube adversário, que fugiu ao ser confrontado.

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No dia seguinte ao ocorrido, Manuel Armoa esteve em uma delegacia de Bauru, interior de São Paulo, para registrar um boletim de ocorrência por injúria racial.

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Selo antirracista do Guarulhos (Foto: VGBateuBet)
Selo antirracista do Guarulhos (Foto: VGBateuBet)

Manifesto e compromisso inegociável

O lançamento do selo incluirá a leitura de um manifesto, reforçando o posicionamento firme do clube a favor da diversidade e do respeito no esporte, e contra qualquer forma de preconceito.

Com o selo e o manifesto, o Guarulhos Vôlei pretende consolidar a quadra como um ambiente de convivência harmônica e respeito às diferenças, deixando claro que condutas discriminatórias não serão toleradas, dentro ou fora de suas instalações.

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Para o presidente esportivo do VGBateuBet, Anderson Marsili, a medida representa um compromisso inegociável com a justiça social. "O esporte não deve dar espaço para o ódio, a discriminação, o preconceito e a violência. O racismo fere atletas, familiares, torcedores e compromete os valores que sustentam o esporte como ferramenta de transformação social", afirmou.

Marsili enfatizou a pluralidade do elenco atual, destacando que 50% dos atletas são negros, o que, segundo ele, aumenta a responsabilidade do clube. O presidente reitera que racismo é crime no país e que a atitude criminosa passa de uma mera provocação.

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CBV apura e promete punição

Em nota, a Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) repudiou o ocorrido e se disse compromissada com o levantamento de material comprobatório para auxiliar na investigação policial. A entidade informou que acompanhará todos os desdobramentos para que o responsável seja identificado e punido.

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