Federação Internacional de Atletismo vai exigir teste genético para mulheres
Há dois anos, a entidade proibiu a participação de mulheres transgênero em provas internacionais

A Federação Internacional de Atletismo (World Athletics) aprovou, nesta semana, a introdução de um teste genético para que as atletas comprovem que são "biologicamente do sexo feminino". A coleta do material para análise será feita por meio de um swab bucal (amostra de saliva da bochecha).
Sebastian Coe, presidente da entidade máxima do atletismo e candidato à presidência do Comitê Olímpico Internacional, afirmou que a medida visa proteger obstinadamente a categoria feminina.
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— É importante não apenas falar sobre a integridade do esporte feminino, mas realmente garanti-la. Sentimos que esta é uma maneira essencial de fornecer confiança e manter o foco absoluto na integridade da competição. A esmagadora maioria do Conselho da World Athletics avaliou que este é, sem dúvida, o caminho a seguir, respeitando as ressalvas levantadas sobre os testes não serem excessivamente invasivos — disse Sebastian Coe.
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O grupo de trabalho da World Athletics sobre atletas de gênero diverso afirmou, em fevereiro, que o teste genético é necessário. Esse exame avalia a presença do gene SRY, localizado no cromossomo Y e fundamental para o desenvolvimento de características masculinas.

Há quase uma década, a World Athletics elabora regulamentos sobre a elegibilidade de atletas com DDS (diferenças no desenvolvimento sexual). Um exemplo é a sul-africana Caster Semenya, bicampeã olímpica dos 800m. Ela possui hiperandrogenismo, condição caracterizada pela produção excessiva de andrógenos, como a testosterona, o hormônio masculino. Por essa razão, foi proibida de competir na categoria feminina.
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World Athletics proíbe participação de mulheres trans em provas internacionais
Desde 2023, a World Athletics proibiu a participação de mulheres transgênero em competições internacionais de atletismo. Na época, não havia atletas trans competindo em alto rendimento.
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