menu hamburguer
imagem topo menu
logo Lance!X
Logo Lance!

De campeões olímpicos a crianças: cortes no Flamengo abalam atletas

Vôlei vai na contramão e ganha investimento; basquete segue sem problemas

a3bda1b9-e8d6-4378-9b69-bca974870691_IMG_20250321_104542_767-aspect-ratio-1024-1024
Rio de Janeiro (RJ)
Supervisionado porThiago Fernandes,
Dia 19/01/2026
15:09
Luiz Eduardo Baptista, o Bap, em eleição em que se tornou presidente do Flamengo (Foto: Delmiro Junior / Photo Premium / Gazeta Press)
imagem cameraLuiz Eduardo Baptista, o Bap, em eleição em que se tornou presidente do Flamengo (Foto: Delmiro Junior / Photo Premium / Gazeta Press)

  • Matéria
  • Mais Notícias

A saída do campeão olímpico Isaquias Queiroz pegou o esporte brasileiro de surpresa, mas foi apenas a ponta do iceberg da reestruturação que o Flamengo vem fazendo na área olímpica. As dispensas atingem de atletas profissionais a jovens das categorias de base. A ordem é cortar custos. Mesmo os que não parecem tão altos assim.

continua após a publicidade

➡️ Tudo sobre Lutas agora no WhatsApp. Siga o nosso novo canal Lance! Lutas
➡️ Tudo sobre os esportes Olímpicos agora no WhatsApp. Siga o nosso novo canal Lance! Olímpico

O primeiro sinal de mudanças veio ainda antes do início da gestão de Luiz Eduardo Baptista (Bap), quando a primeira baixa de peso foi anunciada: Guilherme Caribé. O atleta baiano é o principal nome da nova geração da natação brasileira. O motivo da saída do nadador não foi divulgado, embora a distância da Gávea seja apontada como um ponto em comum em relação à situação de Isaquias Queiroz.

continua após a publicidade
Isaquias Queiroz sendo homenageado pelo Flamengo (Foto: Gilvan De Souza / Flamengo)
Isaquias Queiroz em homenagem recebida pelo Flamengo após Olimpíadas de Paris; atleta foi dispensado recentemente (Foto: Gilvan De Souza / Flamengo)

Foi essa a justificativa dada pelo clube para dispensar todo o time de canoagem. Além de Isaquias, Gabriel Assunção, Mateus dos Santos e Valdenice do Nascimento também ficaram sem clube. O Flamengo justificou as dispensas dos atletas alegando que eles não residem e nem treinam no Rio de Janeiro. Dessa maneira, a distância geográfica impossibilitaria a consolidação de um trabalho estruturado e a integração com as categorias de base na capital carioca.

A questão presencial, porém, não foi levada em conta para outros casos. O Flamengo, por exemplo, decidiu encerrar o pararemo, que era a única atividade paralímpica do clube. Michel Pessanha, Gessyca Guerra, Diana Barcelos e Valdenir Junior foram dispensados.

continua após a publicidade

O encerramento da categoria chamou atenção pelo baixo impacto financeiro. A estimativa é que o custo mensal para manter a modalidade fosse de aproximadamente R$ 10 mil, valor irrisório frente ao faturamento bilionário do Rubro-Negro.

Natação e judô passam por mudanças

Os cortes no clube chegaram até as crianças. Natação e judô não correm risco iminente, mas as duas modalidades atravessam um processo de reestruturação interna. Na luta, a diretoria informou aos pais e responsáveis que as categorias sub-13 e sub-15 foram retiradas do quadro de alto rendimento. 

A natação vive um cenário semelhante. A modalidade passa por uma reorganização interna com o objetivo de tornar o projeto financeiramente autossustentável. Nos bastidores, a avaliação é de que os atuais centros de custos da natação são considerados deficitários – ou seja, as despesas para manter a estrutura, comissões técnicas, viagens e treinamentos superam as receitas e investimentos destinados ao setor.

Em meio a mudanças, outro grande nome do esporte brasileiro está com os dias contados na Gávea: a judoca Rafaela Silva. Embora o clube ainda não tenha oficializado a informação, a saída da campeã olímpica dos Jogos do Rio-2016 é tratada como confirmada nos bastidores. Rafaela tem contrato com o Flamengo até o fim de janeiro deste ano.

➡️ Flamengo acaba com categorias de base do judô; Rafaela Silva em risco

Vôlei ganha espaço; basquete segue

Na contramão dos cortes, o vôlei é o esporte que ganhou projeção no clube. Depois de anos com um relacionamento quase protocolar, Flamengo e Sesc RJ se aproximaram no fim de 2025. O clube deixará de ser um mero "doador de camisa" para investir de fato no time. Inclusive, o técnico Bernardinho passou a cuidar de toda a categoria de base do clube.

Flamengo vence mais uma no NBB. (Foto: PaulaReis/Flamengo)
Time de basquete do Flamengo em jogo no NBB (Foto: Paula Reis / Flamengo)

O basquete, que tantos títulos deu ao clube nos últimos anos, também será poupado. A visão é de que, assim como o vôlei, é um esporte que se sustenta com patrocinadores próprios e que também agrega trazendo alunos para as escolinhas.

Procurada pela reportagem, a diretoria rubro-negra preferiu não se manifestar.

  • Matéria
  • Mais Notícias