De campeões olímpicos a crianças: cortes no Flamengo abalam atletas
Vôlei vai na contramão e ganha investimento; basquete segue sem problemas

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A saída do campeão olímpico Isaquias Queiroz pegou o esporte brasileiro de surpresa, mas foi apenas a ponta do iceberg da reestruturação que o Flamengo vem fazendo na área olímpica. As dispensas atingem de atletas profissionais a jovens das categorias de base. A ordem é cortar custos. Mesmo os que não parecem tão altos assim.
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O primeiro sinal de mudanças veio ainda antes do início da gestão de Luiz Eduardo Baptista (Bap), quando a primeira baixa de peso foi anunciada: Guilherme Caribé. O atleta baiano é o principal nome da nova geração da natação brasileira. O motivo da saída do nadador não foi divulgado, embora a distância da Gávea seja apontada como um ponto em comum em relação à situação de Isaquias Queiroz.

Foi essa a justificativa dada pelo clube para dispensar todo o time de canoagem. Além de Isaquias, Gabriel Assunção, Mateus dos Santos e Valdenice do Nascimento também ficaram sem clube. O Flamengo justificou as dispensas dos atletas alegando que eles não residem e nem treinam no Rio de Janeiro. Dessa maneira, a distância geográfica impossibilitaria a consolidação de um trabalho estruturado e a integração com as categorias de base na capital carioca.
A questão presencial, porém, não foi levada em conta para outros casos. O Flamengo, por exemplo, decidiu encerrar o pararemo, que era a única atividade paralímpica do clube. Michel Pessanha, Gessyca Guerra, Diana Barcelos e Valdenir Junior foram dispensados.
O encerramento da categoria chamou atenção pelo baixo impacto financeiro. A estimativa é que o custo mensal para manter a modalidade fosse de aproximadamente R$ 10 mil, valor irrisório frente ao faturamento bilionário do Rubro-Negro.
Natação e judô passam por mudanças
Os cortes no clube chegaram até as crianças. Natação e judô não correm risco iminente, mas as duas modalidades atravessam um processo de reestruturação interna. Na luta, a diretoria informou aos pais e responsáveis que as categorias sub-13 e sub-15 foram retiradas do quadro de alto rendimento.
A natação vive um cenário semelhante. A modalidade passa por uma reorganização interna com o objetivo de tornar o projeto financeiramente autossustentável. Nos bastidores, a avaliação é de que os atuais centros de custos da natação são considerados deficitários – ou seja, as despesas para manter a estrutura, comissões técnicas, viagens e treinamentos superam as receitas e investimentos destinados ao setor.
Em meio a mudanças, outro grande nome do esporte brasileiro está com os dias contados na Gávea: a judoca Rafaela Silva. Embora o clube ainda não tenha oficializado a informação, a saída da campeã olímpica dos Jogos do Rio-2016 é tratada como confirmada nos bastidores. Rafaela tem contrato com o Flamengo até o fim de janeiro deste ano.
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Vôlei ganha espaço; basquete segue
Na contramão dos cortes, o vôlei é o esporte que ganhou projeção no clube. Depois de anos com um relacionamento quase protocolar, Flamengo e Sesc RJ se aproximaram no fim de 2025. O clube deixará de ser um mero "doador de camisa" para investir de fato no time. Inclusive, o técnico Bernardinho passou a cuidar de toda a categoria de base do clube.

O basquete, que tantos títulos deu ao clube nos últimos anos, também será poupado. A visão é de que, assim como o vôlei, é um esporte que se sustenta com patrocinadores próprios e que também agrega trazendo alunos para as escolinhas.
Procurada pela reportagem, a diretoria rubro-negra preferiu não se manifestar.
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