Como Michael Jackson mudou a história da NFL e do Show do Intervalo
"Rei do Pop" se apresentou no Super Bowl em 1993

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O "Halftime Show" do Super Bowl é reconhecido atualmente como uma das janelas de exposição mais valiosas da indústria do entretenimento global. Em 2026, a expectativa pela performance musical é equiparável ao interesse pela partida em si. Entretanto, esse status de superprodução não fazia parte da cultura da NFL até o início da década de 1990. A transformação do intervalo em um evento de cultura pop tem como marco histórico o dia 31 de janeiro de 1993, quando a apresentação de Michael Jackson alterou permanentemente a estratégia comercial da liga.
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Antes dessa data, o intervalo da final do campeonato servia majoritariamente como uma pausa funcional para os telespectadores e para as equipes. As atrações eram compostas, tradicionalmente, por bandas marciais universitárias (Marching Bands), equipes de dança e apresentações temáticas patrocinadas, como o grupo performático "Up with People" ou desfiles da Disney. O segmento não possuía apelo para o público de massa e frequentemente registrava queda nos índices de audiência televisiva.
A Crise de Audiência de 1992
A necessidade de mudança foi precipitada por um evento ocorrido no ano anterior, durante o Super Bowl XXVI (1992). Enquanto a rede CBS exibia um espetáculo temático sobre o inverno ("Winter Magic") no intervalo, a emissora concorrente Fox transmitiu um episódio ao vivo do programa de comédia In Living Color. A estratégia de contra programação resultou na migração de aproximadamente 22 milhões de telespectadores, que trocaram de canal durante o descanso do jogo. O episódio acendeu um alerta na NFL sobre a vulnerabilidade de seu produto principal.
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A Performance Estratégica de 1993
Buscando recuperar a audiência e impedir a troca de canais, a NFL negociou a participação de Michael Jackson para o Super Bowl XXVII. A apresentação no Rose Bowl, em Pasadena, rompeu com os padrões anteriores. O artista iniciou o show permanecendo imóvel e em silêncio no centro do palco por cerca de 90 segundos, criando expectativa visual. O repertório incluiu sucessos como "Billie Jean" e "Black or White", encerrando com uma mensagem humanitária em "Heal the World".
O impacto nos números foi imediato e inédito: pela primeira vez na história do evento, a audiência televisiva aumentou durante o intervalo em comparação com o primeiro tempo do jogo. A performance reteve o público do futebol americano e atraiu novos segmentos demográficos, validando a aposta em grandes estrelas da música.
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A Consolidação do Novo Modelo
A apresentação de 1993 estabeleceu o padrão que vigora até hoje. A NFL compreendeu que o intervalo era uma propriedade intelectual com alto potencial de receita e engajamento. A partir de então, as bandas marciais foram substituídas exclusivamente por artistas de renome global, transformando os 15 minutos de pausa em um show de grande porte.
Nomes como Diana Ross, U2, Prince, Madonna e Beyoncé sucederam Jackson, consolidando o formato de "medley" de grandes sucessos com alta produção visual. O "Efeito Michael Jackson" garantiu que o valor dos anúncios comerciais durante o intervalo se valorizasse exponencialmente, transformando o Super Bowl em um fenômeno híbrido de esporte e entretenimento. Neste ano, o cantor porto-riquenho Bad Bunny será a atração do show.
Todos os shows de intervalo do Super Bowl
- Super Bowl I - Bandas da Universidade do Arizona e Grambling State (1967)
- Super Bowl II - Banda da Grambling State University (1968)
- Super Bowl III - Banda da Universidade Florida A&M (1969)
- Super Bowl IV - Carol Channing e Banda da Southern University (1970)
- Super Bowl V - Banda da Universidade do Sudeste do Missouri (1971)
- Super Bowl VI - Ella Fitzgerald, Carol Channing e Al Hirt (1972)
- Super Bowl VII - Banda da Universidade de Michigan e Woody Herman (1973)
- Super Bowl VIII - Banda da Universidade do Texas (1974)
- Super Bowl IX - Mercer Ellington e Grambling State University Band (1975)
- Super Bowl X - Up with People (1976)
- Super Bowl XI - Disney e o público (1977)
- Super Bowl XII - Tyler Apache Belles e Pete Fountain (1978)
- Super Bowl XIII - Ken Hamilton e bandas do Caribe (1979)
- Super Bowl XIV - Up with People (1980)
- Super Bowl XV - Southern University Marching Band (1981)
- Super Bowl XVI - Up with People (1982)
- Super Bowl XVII - Los Angeles Super Drill Team (1983)
- Super Bowl XVIII - Bandas da Universidade da Flórida e Florida State (1984)
- Super Bowl XIX - Tops in Blue (1985)
- Super Bowl XX - Up with People (1986)
- Super Bowl XXI - George Burns e Mickey Rooney (1987)
- Super Bowl XXII - Chubby Checker e The Rockettes (1988)
- Super Bowl XXIII - Elvis Presto (1989)
- Super Bowl XXIV - Pete Fountain e Doug Kershaw (1990)
- Super Bowl XXV - New Kids on the Block (1991)
- Super Bowl XXVI - Gloria Estefan (1992)
- Super Bowl XXVII - Michael Jackson (1993)
- Super Bowl XXVIII - The Judds, Travis Tritt, Tanya Tucker e Clint Black (1994)
- Super Bowl XXIX - Patti LaBelle, Tony Bennett e Miami Sound Machine (1995)
- Super Bowl XXX - Diana Ross (1996)
- Super Bowl XXXI - The Blues Brothers, ZZ Top e James Brown (1997)
- Super Bowl XXXII - Boyz II Men, Smokey Robinson e The Temptations (1998)
- Super Bowl XXXIII - Gloria Estefan e Stevie Wonder (1999)
- Super Bowl XXXIV - Phil Collins, Christina Aguilera, Enrique Iglesias e Toni Braxton (2000)
- Super Bowl XXXV - Aerosmith, NSYNC, Britney Spears e Mary J. Blige (2001)
- Super Bowl XXXVI - U2 (2002)
- Super Bowl XXXVII - Shania Twain, No Doubt e Sting (2003)
- Super Bowl XXXVIII - Janet Jackson, Justin Timberlake, P. Diddy e Kid Rock (2004)
- Super Bowl XXXIX - Paul McCartney (2005)
- Super Bowl XL - The Rolling Stones (2006)
- Super Bowl XLI - Prince (2007)
- Super Bowl XLII - Tom Petty & the Heartbreakers (2008)
- Super Bowl XLIII - Bruce Springsteen e a E Street Band (2009)
- Super Bowl XLIV - The Who (2010)
- Super Bowl XLV - The Black Eyed Peas, Usher e Slash (2011)
- Super Bowl XLVI - Madonna (2012)
- Super Bowl XLVII - Beyoncé (2013)
- Super Bowl XLVIII - Bruno Mars e Red Hot Chili Peppers (2014)
- Super Bowl XLIX - Katy Perry, Lenny Kravitz e Missy Elliott (2015)
- Super Bowl 50 - Coldplay, Beyoncé e Bruno Mars (2016)
- Super Bowl LI - Lady Gaga (2017)
- Super Bowl LII - Justin Timberlake (2018)
- Super Bowl LIII - Maroon 5, Travis Scott e Big Boi (2019)
- Super Bowl LIV - Shakira e Jennifer Lopez (2020)
- Super Bowl LV - The Weeknd (2021)
- Super Bowl LVI - Dr. Dre, Snoop Dogg, Eminem, Mary J. Blige e Kendrick Lamar (2022)
- Super Bowl LVII - Rihanna (2023)
- Super Bowl LVIII - Usher (2024)
- Super Bowl LIX - Kendrick Lamar (2025)
- Super Bowl LX - Bad Bunny (2026)

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