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CBV e Sesi Bauru se manifestam após caso de racismo na Superliga

O ponteiro Manuel Armoa, do Guarulhos, foi vítima de injúria racial

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Beatriz Pinheiro
São Paulo (SP)
Dia 15/12/2025
19:58
Atualizado em 15/12/2025
20:09
Manuel Armoa é atleta do Vôlei Guarulhos
imagem cameraManuel Armoa é atleta do Vôlei Guarulhos (Foto: Reprodução/ Instagram)

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No último sábado (13), o ponteiro argentino Manuel Armoa, do Guarulhos, foi vítima de injúria racial durante partida contra o Sesi Bauru, válida pelo primeiro turno da Superliga. O time do interior paulista, mandante do jogo, e a Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) repudiaram o caso e se comprometeram a adotar providências.

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➡️Atleta do Guarulhos denuncia injúria racial de torcedor em jogo da Superliga

Em nota oficial, o Sesi Bauru manifestou solidariedade ao atleta do Guarulhos e afirmou que, uma vez confirmada a identidade do agressor, ele será banido de jogos e impedido de acessar as dependências de qualquer unidade do clube.

Já a CBV se comprometeu a enviar documentos como relatório do delegado do jogo, imagens, além de manifestações de atletas, testemunhas e clubes envolvidos para os órgãos competentes. A entidade reforçou o protocolo previsto nos regulamentos da Superliga A e B, com penalizações previstas para atos discriminatórios.

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Entenda o caso

O ponteiro argentino Manuel Armoa, do Guarulhos e da seleção de seu país, foi alvo de injúria racial por parte de um torcedor do Sesi Bauru durante a partida realizada no interior de São Paulo. Abalado, o atleta de 23 anos registrou um Boletim de Ocorrência (BO) na madrugada de domingo.

O caso ocorreu após o encerramento do confronto, vencido pelo Sesi Bauru por 3 sets a 2. Armoa, que foi o maior pontuador da sua equipe, relatou ter sido chamado reiteradas vezes de "mono" ("macaco", em espanhol) por um indivíduo nas arquibancadas enquanto fazia alongamento.

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O clube agiu de forma rápida para identificar o criminoso. A nota informou que, após a fuga do agressor, o Supervisor Técnico Daniel Jorge Jr. conseguiu anotar a placa do veículo utilizado pelo autor do crime e se dirigiu imediatamente à delegacia da cidade para formalizar o boletim de ocorrência.

O Vôlei Guarulhos foi derrotado para o Sesi Bauru por 3 sets a 2 na Superliga (Foto: Reprodução / Instagram)
O Vôlei Guarulhos foi derrotado para o Sesi Bauru por 3 sets a 2 na Superliga (Foto: Reprodução / Instagram)

Veja a nota da CBV na íntegra

A Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) repudia e não admite qualquer tipo de violência, preconceito ou ato discriminatório. O esporte é ferramenta para propagação de valores como tolerância, respeito e igualdade. A CBV está fazendo um levantamento de todo o material comprobatório da partida entre Sesi Bauru e Vôlei Guarulhos BateuBet, que aconteceu no último sábado (13/12), em Bauru (SP).

Relatório do delegado do jogo, imagens, manifestações de atletas, testemunhas, clubes envolvidos e demais documentos serão encaminhados aos órgãos competentes para que sejam tomadas todas as medidas cabíveis no âmbito esportivo, ético e perante o poder público e demais instâncias. A CBV acompanhará os desdobramentos do caso e não medirá esforços para que o responsável seja identificado e punido.

Em 2024, a CBV alterou os regulamentos das Superliga A e B para tornar mais duras as penalizações em casos de atos discriminatórios, que passou a ser considerado como infração gravíssima, e pode receber sanções que incluem multa, perda de três pontos, suspensão, perda de mando e até eliminação da competição. A CBV tem publicado em seu site o "Procedimento de prevenção e combate à prática de atos discriminatórios nas competições organizadas pela CBV".

Em todas as partidas da Superliga, o clube mandante deve divulgar, em seu sistema de som, um alerta de que a prática de atos discriminatórios configura crime e que o torcedor que insistir na prática pode ser punido, assim como seu clube.

Veja a nota oficial do Sesi Bauru

O Sesi-SP repudia com veemência o episódio de racismo ocorrido neste sábado (13/12), após o término da partida do Sesi Bauru, contra a equipe do Guarulhos Bateubet, realizada na Arena Paulo Skaf, em Bauru. O ato foi praticado por um torcedor contra um atleta da equipe adversária.

Lamentamos profundamente que manifestações racistas ainda aconteçam no esporte e expressamos nossa total solidariedade e apoio ao atleta do Guarulhos Bateubet ofendido, bem como à equipe e a todos os impactados pelo ocorrido. O racismo fere princípios fundamentais do esporte e da convivência em sociedade.

O responsável pelo ato está em processo de identificação. Uma vez confirmado seu envolvimento, será banido de jogos e impedido de acessar qualquer unidade, evento ou espaço do Sesi-SP, que está à disposição das autoridades policiais para colaborar com os esclarecimentos necessários.

O Sesi-SP é uma instituição educadora e mantém ações permanentes de letramento antirracista, entre elas o programa Família Joga Junto, que promove valores como respeito, empatia, diversidade e inclusão por meio do esporte, envolvendo atletas, famílias e comunidade.

Vale lembrar que, em agosto deste ano, um atleta do polo aquático do Sesi-SP foi vítima de racismo durante uma competição internacional. O episódio levou a equipe a se retirar da final do Campeonato Sul-Americano, em um posicionamento firme e coerente contra qualquer forma de discriminação.

Reafirmamos, portanto, nosso compromisso inegociável com o respeito, a inclusão e a igualdade racial, princípios que norteiam a atuação do Sesi-SP dentro e fora de quadra, e que não admitem qualquer forma de discriminação.

Racismo é crime e não será tolerado.

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