Às vésperas do Mundial de Clubes de Vôlei, sede é cercada de incertezas
Vendas de ingressos ainda não foram iniciadas

O anúncio da cidade de São Paulo como sede do Mundial de Clubes de Vôlei feminino, no dia 28 de outubro, animou os torcedores. Porém, desde então, poucas informações foram confirmadas pela organização. O ginásio da Mercado Livre Arena Pacaembu, confirmado como palco dos jogos no regulamento da competição divulgado pela Federação Internacional de Voleibol (FIVB), é o principal alvo das polêmicas, especialmente por sua capacidade reduzida.
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Os problemas do Mundial, previsto para acontecer entre os dias 9 e 14 de dezembro, começaram em agosto, quando a China desistiu de sediar a competição, forçando a FIVB a agir às pressas. A prefeitura de São Paulo, representada pelo secretário de esportes Rogério Lins, assumiu a negociação para receber o torneio.
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Após a definição da cidade sede, restava à organização lidar com a questão do ginásio para receber os jogos. O Ginásio do Ibirapuera, que em 2025 voltou a receber as finais da Superliga de Vôlei feminino e masculino, não era uma opção, já que recebe o SLS Super Crown, final da temporada da liga mundial de skate street, nos dias 6 e 7 de dezembro, data conflitante com o Mundial de Vôlei.
Assim, o recém-reformado ginásio da Mercado Livre Arena Pacaembu foi confirmado como sede na divulgação do regulamento da competição pela FIVB, apenas na última quinta-feira (13). A escolha tem sido alvo de questionamentos dos torcedores desde então, principalmente pela capacidade do local, que pode receber até 2500 pessoas.
Com dois clubes brasileiros, Osasco e Praia Clube, além do italiano Conegliano, time da principal estrela do vôlei brasileiro, Gabi Guimarães, os jogos do Mundial de Clubes teriam apelo para grandes públicos. Em comparação, o Ginásio Mangueirinho, em Belém, que receberá o Mundial masculino, tem capacidade para 11.970 pessoas.
Até o momento, a Allegra Pacaembu, concessionária que administra o ginásio da Mercado Livre Arena, não divulgou informações oficiais sobre a estrutura que será disponibilizada para a competição, incluindo a quantidade de lugares disponíveis para os torcedores ou organização de setores para público e imprensa, por exemplo.
Uma fonte consultada pela reportagem do Lance! confirmou a realização de reunião com a organização do evento na última terça-feira (18) para a definição de detalhes relacionados à infraestrutura. Porém, até o momento da publicação desta matéria, a assessoria de imprensa da Allegra Pacaembu ainda não respondeu os questionamentos feitos.
A venda de ingressos para a competição, portanto, segue indefinida, frustrando os "vôleifãs". Não há informação oficial de datas, plataforma de vendas ou valores de ingressos, a apenas 18 dias para o início do torneio. Para efeito de comparação, os ingressos para o Mundial masculino estão à venda desde o dia 16 de outubro.
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Escolha às pressas e desistência
O anúncio de que o Brasil seria sede do Mundial de Clubes foi feito em primeira mão no Ginásio José Liberatti, por Luizomar de Moura, após vitória do Osasco sobre o Sorocaba na Superliga, no dia 25 de outubro. Na ocasião, Rogério Lins, ex-prefeito da cidade, foi chamado à quadra e agradecido pelo treinador como responsável por trazer a competição para a capital paulista.
O Osasco figura como organizador do evento e, portanto, garantiu a vaga de convidado para o Mundial. Perguntado pela reportagem do Lance! sobre o envolvimento na negociação com a FIVB, até o momento da publicação desta matéria, o clube se limitou a dizer, via assessoria de imprensa, que as questões relacionadas à organização ficaram a cargo da Prefeitura de São Paulo.
Além da escolha da sede, outra mudança de última hora que movimentou os bastidores da competição foi a desistência do Dien Long, do Vietnã. Vice-campeão asiático, o time alegou conflito de datas e foi substituído posteriormente pelo Orlando Valkyries, dos Estados Unidos, que aceitou o convite da organização.
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