Após o vice em Miami, quais os próximos torneios de Djokovic
Com uma semifinal e uma derrota em final no ano, sérvio segue em busca do 100º título

Passada a frustração pela derrota na final do Masters 1000 de Miami, Novak Djokovic se prepara, nos próximos dias, para estrear no saibro na temporada. A partir do dia 6 de abril, o sérvio vai em busca do terceiro título no Masters 1000 de Monte Carlo, torneio que ele conquistou em 2013 e 2015. Se repetir o feito, o número 5 do mundo, enfim, vai erguer o 100º troféu como profissional, que acabou escapando na Flórida.
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Em 2025, o ex-líder do ranking mundial, aos 37 anos, soma 12 vitórias em 17 partidas. Além do tcheco Jakub Mensik, campeão em Miami, os outros algozes de Djokovic na temporada foram o holandês Botic van de Zandschulp (85º, na estreia no Masters 1000 de Indian Wells), o italiano Matteo Berrettini (35º, na primeira rodada em Doha), o alemão Alexander Zverev (2º, na semifinal do Aberto da Austrália) e o americano Reilly Opelka (295º, nas quartas de final do ATP 250 de Brisbane, no início do ano).
Depois de Monte Carlo, Djokovic está inscrito nos Masters 1000 de Madri, que começa no dia 23 de abril, e de Roma, que tem início em 7 de maio. No primeiro, o sérvio soma três títulos (2011, 2016 e 2019), e, no segundo, seis: 2008, 2011, 2014, 2015, 2020 e 2022).
Saque foi arma do algoz de Djokovic em Miami
No domingo, Djokovic teve muita dificuldade com o potente saque de Mensik, que encaixou 14 aces.
Em toda a campanha na Flórida, o campeão tcheco fez nada menos que 111 aces. Foram 23 na estreia, contra o espanhol Roberto Bautista-Agut, 21 diante do britânico Jack Draper e mais 15 contra o russo Roman Safiullin. Nas quartas, Mensik encaixou 13 no duelo com o francês Arthur Fils e, nas semifinais, contra o anfitrião Taylor Fritz, outros 25, seu recorde na campanha. Mesmo quando não fez aces, o campeão dificultou, em várias situações, bastante as devoluções. Como no match-point da partida no domingo (vídeo abaixo).
Após a derrota em sua 142ª final, Djokovic elogiou a performance do adversário (54º), apenas o segundo fora do top 50 a superá-lo numa decisão (o outro foi o suíço Stan Wawrinka, em 2006, em Umag) :
- Nunca é legal perder, mas devo dizer que Jakub é um dos poucos jogadores para quem fico mais feliz em perder em uma final, para ser honesto. Eu o conheci quando ele tinha 15 ou 16 anos e o convidei para treinar conosco em Belgrado. Ver seu desenvolvimento é fantástico. Três ou quatro anos atrás, eu já previ que ele se tornaria um dos melhores do mundo, então estou muito feliz que ele esteja conseguindo explorar seu potencial.
Outro dado curioso na performance do tenista da República Tcheca é que ele foi o primeiro a vencer nada menos que sete tiebreaks rumo a um título de Masters 1000, desde o início desse formato, em 1990. Dois deles foram na final contra Djokovic, derrotado por duplo 7/6.
Não por acaso, o segundo mais jovem campeão em Miami, aos 19 anos, é o líder de aces na temporada, contando apenas torneios ATP (excluindo os Challengers). Já são 302 em 20 partidas (14 vitórias e seis derrotas). Em segundo lugar aparece o americano Reilly Opelka, com 20 aces a menos, em 18 jogos.
O revés, no domingo, para o tenista tcheco, adiou o sonho de Djokovic erguer o 100º troféu como profissional. O ex-líder do ranking e atual quinto também tentava se tornar o maior vencedor de Miami. Até hoje, ele está empatado com o americano André Agassi, com seis conquistas (em 2007, 2011, 2012, 2014, 2015 e 2016). Quando chegou à semifinal, aos 37 anos e 295 dias, o sérvio se tornou o mais velho a alcançar as semifinais de um Masters 1000.
Vale lembrar que Djokovic não vence um torneio desde agosto, nos Jogos Olímpicos de Paris, quando bateu o espanhol Carlos Alcaraz na decisão. Era a conquista que faltava à coleção do maior vencedor de Grand Slams (24) da história.
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