Técnicos com mais títulos de Libertadores
Conheça os treinadores que dominaram o principal torneio da América do Sul.

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A Copa Libertadores é, por essência, um torneio de sobrevivência. Pressão, viagens longas, ambientes hostis, decisões dramáticas e jogos que mudam carreiras. Não surpreende que alguns dos maiores treinadores da história do continente tenham construído suas lendas justamente nesse palco. Desde os anos 60, quando o torneio ainda engatinhava, até a era moderna, marcada por análises táticas e supertimes milionários, certos nomes se destacaram por repetir a dose do sucesso. O Lance! apresenta os técnicos com mais títulos de Libertadores.
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Entre eles, Carlos Bianchi segue intocado no topo. Mas a lista também reúne brasileiros históricos, como Lula, Telê Santana, Felipão, Paulo Autuori, além da nova geração representada por Abel Ferreira — símbolo da era mais vitoriosa da história recente do Palmeiras.
A seguir, relembramos quem são os maiores campeões da Libertadores dentro da área técnica.
Técnicos com mais títulos de Libertadores
Carlos Bianchi: o soberano da América
Nenhum treinador venceu mais Libertadores que Carlos Bianchi. O argentino é tetracampeão, com campanhas que moldaram a identidade continental de Vélez Sarsfield e Boca Juniors. Em 1994, conduziu o Vélez ao título em uma campanha épica, derrotando o Milan no Intercontinental. No Boca, criou uma das maiores dinastias do futebol sul-americano: títulos em 2000, 2001 e 2003.
Seu estilo combinava disciplina tática, força mental e domínio do vestiário. Bianchi não apenas venceu: marcou época. Bianchi lidera a lista de técnicos com mais títulos de Libertadores.
Osvaldo Zubeldía: o mentor do Estudiantes tríplice campeão
Nos anos 60, o Estudiantes transformou-se no grande "bicho-papão" da América, muito graças a Osvaldo Zubeldía. Ele conquistou três Libertadores consecutivas (1968, 1969 e 1970) com um time que unia técnica, força física e estratégia. Zubeldía introduziu conceitos inovadores para a época, como jogadas ensaiadas, linha de impedimento e uma preparação física diferenciada.
Seu Estudiantes foi tão influente quanto polêmico, mas inegavelmente histórico.
Lula: o comandante das conquistas de Pelé
O Brasil debutou entre os campeões da América pelas mãos de Lula, treinador das campanhas de 1962 e 1963 do Santos de Pelé. Sob seu comando, o clube viveu o auge absoluto da "Era de Ouro", enfrentando e vencendo grandes rivais como Benfica, Boca Juniors e Peñarol.
Lula tinha estrela, mas também sabia administrar um elenco repleto de talentos: Coutinho, Pepe, Zito, Dorval e, claro, Pelé.
Foi o primeiro técnico bicampeão brasileiro da Libertadores.
Telê Santana: futebol-arte elevado ao topo da Libertadores da América
Os anos 90 foram marcados pelo São Paulo de Telê Santana, um dos maiores times da história do futebol brasileiro. Em 1992 e 1993, o Tricolor conquistou a América com um estilo de jogo ofensivo, organizado e esteticamente encantador.
Telê valorizava posse de bola, triangulações e intensidade. Sob sua liderança, o São Paulo tornou-se referência mundial, empilhando títulos continentais e intercontinentais. Para muitos, Telê é não apenas um vencedor — mas um símbolo de excelência.
Luiz Felipe Scolari: o estrategista de decisões da Libertadores
Felipão é sinônimo de mata-mata. E na Libertadores não foi diferente. Conquistou o torneio duas vezes: em 1995, pelo Grêmio, e em 1999, pelo Palmeiras. Suas equipes eram competitivas, intensas e extremamente preparadas emocionalmente para jogos grandes.
Felipão dominava a leitura de momentos do jogo e potencializava jogadores decisivos. Seus títulos o colocam como um dos maiores treinadores brasileiros do século.
Paulo Autuori: de Cruzeiro ao São Paulo, dois títulos incontestáveis
Outro bicampeão brasileiro, Paulo Autuori levantou duas Libertadores com clubes diferentes: Cruzeiro (1997) e São Paulo (2005). No Cruzeiro, comandou uma equipe poderosa, técnica e veloz. No São Paulo, assumiu o time no meio da temporada e o levou ao tri continental em um trabalho de correções rápidas e eficiência máxima.
Autuori é lembrado por sua postura serena, método e capacidade de conduzir grupos de forma equilibrada.
Edgardo Bauza: o técnico das campanhas improváveis
O argentino Edgardo Bauza venceu a Libertadores com dois clubes que nunca haviam sido campeões: LDU Quito, em 2008, e San Lorenzo, em 2014. Seus times eram sólidos defensivamente e extremamente competitivos.
Bauza se especializou em campanhas de superação, derrubando gigantes e construindo times capazes de performar em ambientes adversos — algo vital na Libertadores.
Abel Ferreira: a lenda recente da América
A década de 2020 é marcada pela ascensão de Abel Ferreira, que conduziu o Palmeiras aos títulos de 2020 e 2021, além de outras finais continentais. Suas campanhas foram emblemáticas: mentalidade forte, intensidade tática, variação de esquemas e eficiência em decisões.
Abel se consolidou como o técnico mais influente da nova geração sul-americana, símbolo de uma era alviverde dominante. Em 2025, volta novamente a uma final — com chance real de entrar no top 2 do ranking histórico.
Todos os técnicos campeões da Libertadores
- 1960: Roberto Scarone/URU (Peñarol)
- 1961: Roberto Scarone/URU (Peñarol)
- 1962: Lula (Santos)
- 1963: Lula (Santos) - Primeiro bicampeão da Libertadores por um time brasileiro.
- 1964: Manuel Giudice/ARG (Independiente)
- 1965: Manuel Giudice/ARG (Independiente)
- 1966: Roque Máspoli/URU (Peñarol)
- 1967: Juan José Pizzuti/ARG (Racing Club)
- 1968: Osvaldo Zubeldía/ARG (Estudiantes)
- 1969: Osvaldo Zubeldía/ARG (Estudiantes)
- 1970: Osvaldo Zubeldía/ARG (Estudiantes)
- 1971: Washington Etchemandi/URU (Nacional)
- 1972: Pedro Dellacha/ARG (Independiente)
- 1973: Humberto Maschio/ARG (Independiente)
- 1974: Roberto Ferreiro/ARG (Independiente)
- 1975: Pedro Dellacha/ARG (Independiente)
- 1976: Zezé Moreira (Cruzeiro)
- 1977: Juan Carlos Lorenzo/ARG (Boca Juniors)
- 1978: Juan Carlos Lorenzo/ARG (Boca Juniors)
- 1979: Luis Cubilla/URU (Olimpia)
- 1980: Juan Martín Mujica/URU (Nacional)
- 1981: Paulo César Carpeggiani (Flamengo)
- 1982: Hugo Bagnulo/URU (Peñarol)
- 1983: Valdir Espinosa (Grêmio)
- 1984: José Omar Pastoriza/ARG (Independiente)
- 1985: José Yudica/ARG (Argentinos Juniors)
- 1986: Héctor Veira/ARG (River Plate)
- 1987: Oscar Tabárez/URU (Peñarol)
- 1988: Roberto Fleitas/URU (Nacional)
- 1989: Francisco Maturana/COL (Atlético Nacional)
- 1990: Luis Cubilla/URU (Olimpia)
- 1991: Mirko Jozić/IUG (Colo-Colo)
- 1992: Telê Santana (São Paulo)
- 1993: Telê Santana (São Paulo)
- 1994: Carlos Bianchi/ARG (Vélez Sársfield)
- 1995: Luiz Felipe Scolari (Grêmio)
- 1996: Ramón Díaz/ARG (River Plate)
- 1997: Paulo Autuori (Cruzeiro)
- 1998: Antônio Lopes (Vasco da Gama)
- 1999: Luiz Felipe Scolari (Palmeiras)
- 2000: Carlos Bianchi/ARG (Boca Juniors)
- 2001: Carlos Bianchi/ARG (Boca Juniors)
- 2002: Nery Pumpido/ARG (Olimpia)
- 2003: Carlos Bianchi/ARG (Boca Juniors)
- 2004: Luis Fernando Montoya/COL (Once Caldas)
- 2005: Paulo Autuori (São Paulo)
- 2006: Abel Braga (Internacional)
- 2007: Miguel Ángel Russo/ARG (Boca Juniors)
- 2008: Edgardo Bauza/ARG (LDU)
- 2009: Alejandro Sabella/ARG (Estudiantes)
- 2010: Celso Roth (Internacional)
- 2011: Muricy Ramalho (Santos)
- 2012: Tite (Corinthians)
- 2013: Cuca (Atlético Mineiro)
- 2014: Edgardo Bauza/ARG (San Lorenzo)
- 2015: Marcelo Gallardo/ARG (River Plate)
- 2016: Reinaldo Rueda/COL (Atlético Nacional)
- 2017: Renato Gaúcho (Grêmio)
- 2018: Marcelo Gallardo/ARG (River Plate)
- 2019: Jorge Jesus/POR (Flamengo)
- 2020: Abel Ferreira/POR (Palmeiras)
- 2021: Abel Ferreira/POR (Palmeiras)
- 2022: Dorival Júnior (Flamengo)
- 2023: Fernando Diniz (Fluminense)
- 2024: Artur Jorge (Botafogo)
- 2025: Filipe Luís (Flamengo) ou Abel Ferreira (Palmeiras) - Abel pode se tornar o primeiro tricampeão de Libertadores por um clube brasileiro.
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