Por onde anda Wellington Monteiro, ex-volante de Internacional e Fluminense?
O incansável cão de guarda que parou o Barcelona em 2006 pendurou as chuteiras.

Na engrenagem tática de qualquer equipe campeã, a presença de um volante marcador incansável é um requisito inegociável. Wellington de Oliveira Monteiro compreendeu essa necessidade perfeitamente ao longo de sua trajetória profissional no futebol. Diferente dos meias que desfilam habilidade e saem nas capas dos jornais pelos gols marcados, a sua especialidade era a destruição das jogadas adversárias, o preenchimento de espaços vazios e o suor deixado no gramado durante os noventa minutos. O Lance! conta por onde anda Wellington Monteiro.
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Sua carreira foi construída na base da persistência. Revelado nas categorias de base do Bangu, no Rio de Janeiro, o volante precisou rodar por diversos clubes do futebol brasileiro e disputar competições de menor visibilidade antes de receber a grande oportunidade de sua vida na região Sul do país. Quando a chance finalmente apareceu, ele não apenas agarrou a titularidade, mas se transformou em uma lenda viva para uma das maiores torcidas do Brasil.
Foi com a imposição de seu preparo físico e a leitura apurada de jogo que Wellington Monteiro chegou ao topo do mundo. A aplicação tática e a obediência aos comandos de seus treinadores fizeram dele um homem de confiança para partidas de alta tensão, onde o erro não era uma opção tolerada. Essa característica o transformou no "cão de guarda" perfeito para anular alguns dos jogadores mais talentosos do planeta.
Mesmo após alcançar o auge, ele continuou desempenhando sua função com a mesma seriedade em outras grandes instituições do eixo Rio-São Paulo, ajudando a compor elencos vitoriosos e times que precisavam da sua experiência para superar momentos de crise. Ao longo de mais de vinte anos calçando chuteiras, o volante construiu um currículo invejável, recheado de taças continentais e mundiais.
Hoje, aos 47 anos, a intensidade física que o consagrou deu lugar ao planejamento e à prancheta. Longe dos grandes holofotes que iluminavam o gramado do Estádio de Yokohama, Wellington Monteiro segue respirando a rotina do futebol profissional, mas agora assumindo a responsabilidade de repassar sua visão tática e experiência comandando jogadores à beira do campo.
O Mundial de Clubes e a final épica no Rio
Após um excelente Campeonato Gaúcho pelo Caxias, Wellington Monteiro foi contratado pelo Internacional em 2006. No Beira-Rio, ele atingiu o ápice absoluto de sua vida esportiva. O volante assumiu a titularidade, ajudou o Colorado a conquistar a Copa Libertadores da América e foi peça-chave na histórica final do Mundial de Clubes da FIFA daquele ano. Na decisão contra o temido Barcelona, o técnico Abel Braga incumbiu Wellington da missão ingrata de auxiliar na forte marcação sobre Ronaldinho Gaúcho, no auge de sua forma; o volante cumpriu o papel com maestria, anulando as investidas do craque e garantindo a taça mundial para Porto Alegre.
Com o status de campeão do mundo e após faturar também a Recopa Sul-Americana, ele se transferiu para o Fluminense em 2008. Nas Laranjeiras, sua experiência internacional foi fundamental. Ele foi titular em boa parte da campanha épica que levou o Tricolor à final da Copa Libertadores de 2008 (perdida nos pênaltis para a LDU) e, no ano seguinte, esteve no elenco que protagonizou a histórica e quase impossível arrancada que salvou a equipe carioca do rebaixamento no Campeonato Brasileiro de 2009.
Lista de clubes na carreira de Wellington Monteiro
A rodagem do campeão mundial pelo futebol brasileiro inclui passagens por equipes de grande e médio porte. Abaixo, a lista de clubes que Wellington Monteiro defendeu:
- Bangu
- Paulista de Jundiaí
- Cruzeiro
- Vasco da Gama
- Juventude
- Caxias
- Internacional
- Fluminense
- Goiás
- Linense
- Guarani
- Audax-SP
- Lajeadense
Por onde anda Wellington Monteiro?
A longa carreira de jogador do ex-volante se encerrou oficialmente em 2018, quando ele completou 40 anos de idade e defendia o Lajeadense, no interior do Rio Grande do Sul. Contudo, a aposentadoria não o afastou dos gramados. Wellington Monteiro estudou, concluiu cursos de capacitação e iniciou uma nova trajetória profissional: a de treinador de futebol.
Ele vem ganhando espaço no mercado buscando oportunidades em divisões de acesso, especialmente no sul do país. Após integrar comissões técnicas como auxiliar, inclusive trabalhando no Esportivo-RS em 2024 ao lado de antigos companheiros de bola, seu trabalho mais recente ocorreu a partir do segundo semestre de 2025. Wellington assumiu o cargo de técnico principal do União Francisco Beltrão, com a missão de comandar a equipe na Terceira Divisão do Campeonato Paranaense, provando que sua leitura tática segue afiada e atualizada para os novos desafios na beira do campo.

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