O que foi a Máquina Tricolor do Fluminense
O esquadrão dos anos 1970 que transformou o Fluminense em uma "seleção".

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A história do Fluminense é marcada por times técnicos, elegantes e identificados com o chamado "futebol bem jogado". Nenhum deles, porém, alcançou tamanho consenso histórico quanto a Máquina Tricolor, o lendário esquadrão montado em meados da década de 1970. Entre 1975 e 1976, o clube reuniu um elenco tão qualificado que passou a ser tratado pela imprensa e pelos torcedores como uma verdadeira seleção brasileira atuando em nível de clube. O Lance! conta o que foi a Máquina Tricolor do Fluminense.
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Mais do que títulos, a Máquina Tricolor ficou na memória pelo impacto estético e simbólico. Era um Fluminense que dominava jogos grandes, impunha respeito a rivais nacionais e internacionais e representava o auge de uma era em que o futebol brasileiro ainda concentrava seus maiores craques dentro do país.
O que foi a Máquina Tricolor do Fluminense
Período e origem do apelido "Máquina Tricolor"
A expressão Máquina Tricolor começou a se popularizar a partir de 1975, quando o Fluminense passou a empilhar grandes atuações e vitórias convincentes. O time jogava com naturalidade, entrosamento e poder ofensivo tão alto que parecia "funcionar como uma máquina", atropelando adversários sem perder a elegância.
O marco simbólico dessa transformação foi a contratação de Rivellino, apresentada em 1975 como um dos maiores reforços da história do futebol brasileiro. Campeão do mundo em 1970 e ídolo do Corinthians, Rivellino elevou o patamar técnico e midiático do elenco, servindo como ponto de convergência de um time já muito forte.
O auge da Máquina se concentra nos anos de 1975 e 1976, período em que o Fluminense dominou o cenário carioca e ganhou projeção internacional, enfrentando — e vencendo — algumas das melhores equipes do mundo.
Craques reunidos e estilo de jogo
Poucos times na história do futebol brasileiro conseguiram reunir tantos jogadores de elite em um mesmo elenco. A Máquina Tricolor contava com nomes que já haviam defendido ou ainda defenderiam a Seleção Brasileira em Copas do Mundo e grandes torneios internacionais.
Entre os principais destaques estavam Félix, goleiro titular da Copa de 1970; Marco Antônio, Paulo César Caju, Gil, Manfrini, Doval, Dirceu, Marinho, Pintinho e, naturalmente, Rivellino, o cérebro do time. A quantidade de talento era tamanha que muitos desses jogadores seriam protagonistas em praticamente qualquer outra equipe do país.
O estilo de jogo refletia essa abundância técnica. A Máquina Tricolor atuava de forma ofensiva, criativa e dominante, com meio-campo de alto nível, circulação rápida da bola e capacidade de decidir jogos em poucos lances. Era um futebol vistoso, mas também eficiente, que conciliava espetáculo e resultado — combinação rara mesmo em elencos estrelados.
Títulos e jogos marcantes
Em termos de conquistas, a Máquina Tricolor deixou sua marca principalmente no futebol carioca e em torneios internacionais. O Fluminense conquistou o bicampeonato carioca em 1975 e 1976, com campanhas sólidas e atuações que reforçaram a sensação de superioridade técnica em relação aos rivais locais.
No cenário internacional, o time venceu o Torneio de Paris e a Copa Viña del Mar, ambos em 1976, títulos que ajudaram a projetar o clube fora do Brasil em um período em que confrontos internacionais ainda eram raros para equipes sul-americanas.
O jogo mais emblemático dessa fase aconteceu justamente no Torneio de Paris: a vitória por 1 a 0 sobre o Bayern de Munique. O adversário era bicampeão europeu e base da seleção alemã campeã do mundo em 1974. O resultado teve enorme repercussão internacional e consolidou a imagem da Máquina Tricolor como um dos melhores times do mundo naquele momento.
Peso histórico e legado para o Fluminense
Décadas depois, a Máquina Tricolor segue sendo frequentemente apontada como o maior time da história do Fluminense. Não apenas pelos títulos, mas pelo impacto cultural e simbólico. Aquele elenco passou a representar o ideal do clube: futebol técnico, elegante, ofensivo e identificado com o prazer de jogar bem.
O período de 1975–1976 virou referência permanente. Todo grande elenco montado pelo Fluminense desde então é inevitavelmente comparado à Máquina Tricolor, seja em termos de talento individual, seja pela capacidade de encantar o torcedor.
Em um futebol cada vez mais marcado pela globalização e pela dispersão de craques, a Máquina Tricolor permanece como símbolo de uma era em que o futebol brasileiro conseguiu concentrar seus maiores talentos em um mesmo time — e transformá-los em espetáculo.
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