Invasão de área no pênalti: quando a cobrança deve ser repetida segundo a regra
Regra 14 define quando a entrada antecipada de jogadores na área invalida lance.

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Quando um pênalti é marcado, a atenção se concentra no cobrador e no goleiro, mas a regra não termina aí. A invasão de área — quando jogadores entram na área penal ou na meia‑lua antes do chute — pode mudar completamente o desfecho do lance. A situação é regida pela Regra 14 – O Tiro Penal das Regras do Jogo, em vigor no futebol brasileiro e internacional, e ganhou ainda mais importância com o uso do VAR e com ajustes recentes de interpretação. Entender quando repetir a cobrança e quando o jogo segue é fundamental para ler corretamente as decisões da arbitragem. O Lance! explica a invasão de área no pênalti.
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Pelo livro de regras em português, todos os jogadores (exceto cobrador e goleiro) devem permanecer fora da área penal, fora da meia‑lua e atrás da marca do pênalti até que a bola seja chutada. Qualquer entrada antecipada é invasão. A diferença está em quem invade, se houve impacto no lance e qual foi o resultado da cobrança (gol ou não). A partir de 2023/24, circulares e orientações oficiais passaram a reforçar que a invasão só deve ser punida quando tiver efeito real sobre a jogada, evitando repetições automáticas por invasões mínimas sem influência.
Invasão de área no pênalti
O que é invasão de área no pênalti segundo a Regra 14
A Regra 14, na versão em português das Regras do Jogo, estabelece que, durante um tiro penal, até a bola ser chutada:
- O cobrador deve estar devidamente identificado e posicionado na marca do pênalti.
- O goleiro deve ficar sobre a linha de gol, entre as traves, voltado para o cobrador, até o chute.
- Todos os demais jogadores devem ficar fora da área penal, fora da meia‑lua e atrás da marca de pênalti.
Entrar na área penal ou na meia‑lua antes do chute é a chamada invasão de área. Em documentos de aplicação da regra, federações e comissões de arbitragem destacam que o árbitro deve avaliar se essa invasão teve influência direta na jogada — por exemplo, disputar o rebote, bloquear um adversário ou confundir a ação do goleiro ou do cobrador.
Quando a cobrança de pênalti deve ser repetida
A própria Regra 14 traz um quadro de decisões que combina quem cometeu a invasão com o resultado da cobrança, hoje lido à luz do critério de impacto.federacaopbfutebol+2
De forma resumida:
- Invasão da equipe defensora e o pênalti é desperdiçado, com impacto da invasão
- Exemplo: zagueiro entra antes, pega o rebote ou bloqueia o cobrador.
- Decisão: o pênalti deve ser repetido, pois a defesa tirou vantagem entrando antes.
- Invasão da equipe defensora e o gol é marcado
- Regra geral: o gol é validado, salvo se a invasão tiver interferido diretamente num adversário (por exemplo, bloqueando outro atacante que pegaria o rebote).
- No dia a dia, é raro anular o gol por invasão defensiva quando a bola entra direto.
- Invasão simultânea de jogadores das duas equipes
- Se atacantes e defensores invadem ao mesmo tempo antes do chute, a regra manda repetir o pênalti, independentemente de a bola entrar ou não.championsfutebolclube.webnode+2
As orientações mais recentes da IFAB e aplicadas no Brasil deixam claro que a repetição é reservada para os casos em que a invasão participa ativamente do lance. Pequenas entradas antecipadas de jogadores que não disputam a bola podem ser desconsideradas, justamente para não transformar cada pênalti em um festival de repetições.
Quando NÃO há repetição e o lance termina
Há situações em que a invasão é punida, mas sem repetição do pênalti. Nesses casos, o jogo é reiniciado com tiro livre indireto para a equipe adversária ou segue normalmente, conforme o resultado da cobrança:
- Invasão da equipe atacante e o gol é marcado, com impacto da invasão
- Exemplo: atacante entra antes, pega o rebote do goleiro ou bloqueia o defensor.
- Decisão: o gol é anulado, e normalmente a cobrança não é repetida; o jogo recomeça com tiro livre indireto para a defesa no local da infração ou conforme diretrizes específicas.instagram+2
- Invasão da equipe atacante e o pênalti é perdido
- Exemplo: atacante entra antes, mas a bola sai pela linha de fundo sem rebote relevante.
- Decisão: em regra, não há repetição; considera‑se a cobrança encerrada, e o jogo segue com tiro de meta ou outro reinício adequado.
Esse desenho está alinhado com a lógica de não premiar a equipe que invadiu. Se o ataque invade e ainda faz o gol com interferência, perde‑se o gol; se invade e erra o pênalti, não ganha uma nova chance. Só há repetição quando a defesa invade e influencia o erro do cobrador ou quando ambos cometem invasão ao mesmo tempo.
O que mudou na prática com as orientações recentes
Embora a base da Regra 14 exista há anos, a forma de aplicar a invasão de área em pênaltis vem sendo ajustada por circulares, vídeos didáticos e manuais publicados por federações e comissões de arbitragem. Em 2024, por exemplo, materiais de orientação passaram a enfatizar que:
- A invasão deve ser avaliada pelo impacto: se o jogador que invade não participa de nenhuma forma (não disputa a bola, não bloqueia, não interfere), o árbitro pode optar por não punir.itatiaia+1
- O uso do VAR ajuda a identificar invasões claras e relevantes, principalmente de jogadores que entram para disputar o rebote ou bloquear adversários.
- A prioridade é evitar repetições "automáticas" por centímetros de invasão irrelevante, mantendo o espírito do jogo fluindo, sem perder a justiça esportiva.
Em síntese, a repetição da cobrança hoje é reservada aos casos em que a invasão altera o resultado do lance ou cria uma vantagem injusta. Nos demais, a arbitragem tende a aplicar apenas o reinício correto (tiro livre indireto ou prosseguimento normal) e a advertência disciplinar, quando cabível.
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