menu hamburguer
imagem topo menu
logo Lance!X
Logo Lance!

A regra da paradinha no pênalti: o que é permitido e o que gera cartão amarelo

A Lei 14 permite fintas durante a corrida, mas pode punir a paradinha.

Avatar
Lance!
São Paulo (SP)
Dia 01/04/2026
07:46
Haaland marcou gol de pênalti em Alisson durante jogo entre Liverpool x Mancheste City
imagem cameraJogador se prepara para cobrar pênalti: detalhes da Lei 14 definem até onde a paradinha é permitida. (Foto: Paul Ellis / AFP)

  • Matéria
  • Mais Notícias
Ver Resumo da matéria por IA
A 'paradinha' em cobranças de pênalti é permitida até a finalização da corrida do batedor.
Após a corrida, simular o chute sem tocar a bola é considerado antidesportivo e resulta em cartão amarelo.
O VAR tem aprimorado a aplicação da regra, permitindo revisões em pênaltis decisivos.
Resumo supervisionado pelo jornalista!

No futebol moderno, a "paradinha" em cobrança de pênalti virou tema recorrente de debate entre torcedores, comentaristas e árbitros. A dúvida principal é simples: até onde o batedor pode enganar o goleiro sem cometer infração? A resposta está na Lei 14 – Tiro Penal, que diferencia a finta permitida durante a corrida daquela parada brusca já ao lado da bola, considerada atitude antidesportiva. Em outras palavras, existe uma paradinha legal e outra que gera cartão amarelo e pode anular o gol. O Lance! explica a regra da paradinha no pênalti.

continua após a publicidade

➡️ Siga o Lance! no WhatsApp e acompanhe em tempo real as principais notícias do esporte

A regra parte de uma ideia básica: o cobrador pode tentar enganar o goleiro, mas não pode transformar a batida em um teatro que desequilibre completamente a disputa. Por isso, a Lei 14 admite fintas (mudança de ritmo, pequenas pausas) enquanto o jogador ainda está correndo para a bola, mas proíbe a finta que simula o chute depois que a corrida foi concluída, com o pé praticamente ao lado da bola. Esse detalhe de tempo e localização da paradinha é o que define se o árbitro manda seguir o lance ou aplica a punição.

A regra da paradinha no pênalti

O que a Lei 14 permite na paradinha

A redação em português da Lei 14, nas Regras do Jogo, deixa claro que a finta faz parte do futebol. Em versões e materiais oficiais de arbitragem, o espírito da regra é descrito assim:

continua após a publicidade

"Fazer fintas durante a corrida para executar um tiro penal, para confundir o adversário, é permitido e faz parte do futebol."

Na prática, isso significa que o batedor pode:

  1. Mudar o ritmo da corrida (acelerar, desacelerar, dar uma "quebrada" de velocidade ainda em movimento).
  2. Dar uma pequena pausa, ainda em deslocamento, antes de chutar, desde que o corpo não esteja completamente parado ao lado da bola.
  3. Usar o corpo, o olhar e a cadência de passos para enganar o goleiro, desde que tudo isso aconteça dentro de uma corrida contínua.

Enquanto a finta estiver integrada à corrida, a arbitragem entende que se trata de recurso legítimo do cobrador. O lance é validado normalmente e, se a bola entrar, o gol é confirmado.

O que é proibido e gera cartão amarelo

O problema começa quando a paradinha acontece depois que a corrida acabou. A Lei 14 considera infração a finta em que o batedor já chegou à bola, interrompe a ação e simula o chute sem tocar nela, esperando a queda do goleiro para só então finalizar. Nas orientações em português derivadas da regra, o entendimento é assim sintetizado:

continua após a publicidade

"Ameaçar/fintar durante a corrida para cobrar um pênalti para confundir o adversário é permitido, mas ameaçar chutar a bola uma vez que o jogador completou a corrida é infração à Lei 14 e ato antidesportivo, pelo qual o jogador deve ser advertido (cartão amarelo)."

Isso engloba, por exemplo:

  1. O jogador que faz a corrida normal, chega ao lado da bola, para completamente, dá um "chute falso" (o movimento de perna enganando o goleiro) e só depois conclui a batida.
  2. O cobrador que, já posicionado para bater, dá um "tranco" seco, com a bola parada, apenas para fazer o goleiro se mexer e chuta em seguida.

Nessas situações, a paradinha é considerada ilegal e antidesportiva. As consequências são duas:

  1. O batedor recebe cartão amarelo por conduta antidesportiva.
  2. Se o gol for marcado, a cobrança não é validada: o árbitro anula o gol e reinicia o jogo com tiro livre indireto para a equipe defensora no ponto do pênalti.

Se o goleiro praticar também uma infração (como adiantar-se muito antes da batida), as diretrizes modernas da arbitragem determinam que se puna primeiro a irregularidade do cobrador: a paradinha ilegal prevalece sobre o adiantamento, justamente por ser o ato antidesportivo mais grave no lance.

Diferença entre finta legal e paradinha ilegal

Na prática de campo, a linha que separa o permitido do proibido está em dois critérios principais:

  1. Momento da finta:
    • Se é durante a corrida, com o jogador ainda se deslocando em direção à bola, tende a ser considerada legal.
  2. Se é após o fim da corrida, com o atleta já plantado ao lado da bola, simulando o chute, caracteriza infração.
  3. Natureza do movimento:
    • Mudanças de ritmo e pequenos "trancos" integrados ao deslocamento são aceitos como finta legítima.
  4. O "chute falso" com o corpo parado ao lado da bola é visto como enganar de forma desproporcional o goleiro, ferindo o espírito da competição leal.

Em termos didáticos, dá para resumir assim:

  1. Pode: paradinha ainda em movimento, dentro da corrida, com mudança de ritmo.
  2. Não pode: parada brusca já na frente da bola, com finta de chute sem tocar nela.

Por que a regra existe e como o VAR entra na história

A regra da paradinha foi endurecida pela FIFA e pela IFAB quando se entendeu que alguns cobradores estavam transformando o pênalti em um confronto quase impossível para o goleiro. A ideia da Lei 14 é manter o equilíbrio mínimo entre batedor e arqueiro: o cobrador continua tendo vantagem, mas não pode usar um truque que torne a defesa praticamente impraticável.

Com o VAR, a aplicação da regra ficou ainda mais visível. Em pênaltis decisivos, a arbitragem pode rever:

  1. Se o cobrador fez apenas uma finta de ritmo normal.
  2. Se houve, de fato, a parada antidesportiva já ao lado da bola.

Em qualquer um dos casos, a base da decisão continua sendo o texto da Lei 14: finta na corrida é parte do jogo; paradinha após a corrida, simulando o chute, é infração, cartão amarelo e, se necessário, anulação do gol.

  • Matéria
  • Mais Notícias