Grêmio 0 x 2 Santos no Brasileirão 2000; Edmundo decide no Olímpico
Com gol de Edmundo e raça de Rincón, Peixe surpreende o Tricolor em POA.

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O início dos anos 2000 foi um período de intensas transformações e formatos ousados no futebol nacional. No dia 12 de agosto de 2000, um sábado à tarde, o tradicional Estádio Olímpico Monumental, em Porto Alegre, abriu seus portões para receber um clássico que reunia elencos recheados de estrelas e campeões mundiais. O Lance! relembra Grêmio 0 x 2 Santos no Brasileirão 2000.
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O Grêmio, comandado pelo técnico Celso Roth, ostentava o favoritismo da rodada atuando em seus domínios diante de sua apaixonada torcida. Do outro lado, no entanto, estava o reformulado e perigoso Santos, sob a liderança do treinador Giba. O embate, válido pela primeira fase da Copa João Havelange (módulo correspondente à primeira divisão do Campeonato Brasileiro daquele ano), terminou com o placar surpreendente de Grêmio 0 x 2 Santos no Brasileirão 2000, um resultado construído com base na inteligência tática do Peixe e na genialidade individual do atacante Edmundo.
O tenso e equilibrado primeiro tempo de Grêmio 0 x 2 Santos no Brasileirão 2000
O início da partida refletiu o enorme respeito mútuo e a rivalidade histórica entre as duas camisas. Celso Roth montou a equipe gremista com uma postura agressiva, utilizando a liderança e elasticidade do icônico goleiro Danrlei e a qualidade de armação do experiente meia Zinho. No ataque, a velocidade de Paulo Nunes infernizava as defesas adversárias. O Tricolor Gaúcho tentou exercer uma blitz nos minutos iniciais, empurrando o Peixe para o seu campo de defesa. No entanto, o sistema defensivo santista demonstrava uma solidez impressionante. A zaga liderada por Claudiomiro e Preto impunha um forte combate físico, anulando as investidas aéreas e protegendo com eficiência a meta defendida pelo goleiro Pitarelli.
À medida que o tempo passava, o meio-campo do Santos começou a equilibrar as ações táticas através da experiência e da inteligência de seus homens de contenção. O astro colombiano Freddy Rincón distribuía o jogo com a maestria que lhe era característica, enquanto o jovem Renato dava o dinamismo necessário nas transições. A equipe da Vila Belmiro suportava os ataques gremistas e começava a assustar em contragolpes rápidos armados por Robert. Devido ao forte combate na intermediária e ao excelente encaixe das marcações, as duas defesas superaram os ataques nos primeiros 45 minutos. O placar de 0 a 0 antes da ida para o vestiário desenhava uma segunda etapa aberta e imprevisível.
O brilho do "Animal" Edmundo no Estádio Olímpico Monumental
A etapa complementar começou com o Grêmio tentando adiantar suas linhas de marcação com os volantes Edinho e Astrada, buscando recuperar a posse de bola no campo de ataque para acionar o centroavante Adão. No entanto, o Santos possuía em seu comando de ataque uma peça capaz de desequilibrar qualquer sistema defensivo com um único toque na bola: Edmundo. O "Animal", que vivia uma fase de afirmação técnica e liderança com a camisa do Peixe, começou a ditar o ritmo das ações ofensivas, flutuando com facilidade nas costas dos defensores Marinho e Nenê.
O momento de virada da partida aconteceu aos 16 minutos do segundo tempo (61 minutos no cronômetro global). Em uma jogada de velocidade bem articulada pelo setor ofensivo do Santos, Edmundo recebeu a bola em plenas condições de finalização. Com a frieza e o faro de gol característicos dos grandes craques da história do futebol brasileiro, o camisa 11 bateu sem dar chances de defesa para o goleiro Danrlei, inaugurando o marcador no Olímpico. O gol calou a torcida tricolor nas arquibancadas e deu ao time de Giba o controle emocional completo da partida, deixando o jogo Grêmio 0 x 2 Santos no Brasileirão 2000 totalmente desenhado para a estratégia de contra-ataque dos visitantes.
A consolidação do resultado com Anderson Schveitzer
O baque do primeiro gol desorganizou taticamente o Grêmio de Celso Roth. Na tentativa de buscar o empate de forma imediata, o comandante gaúcho promoveu alterações em sua equipe, colocando jogadores como Itaqui e o atacante argentino Gabriel Amato para aumentar a presença física na área santista. Contudo, a pressa e o nervosismo resultaram em falhas graves de posicionamento na retaguarda gaúcha. O Santos, demonstrando uma maturidade impressionante para administrar a vantagem, aproveitou-se da exposição do adversário para aplicar o golpe de misericórdia apenas sete minutos após abrir o placar.
Aos 23 minutos da segunda etapa (68'), o volante Anderson Schveitzer apareceu de forma surpreendente no campo de ataque. Aproveitando um passe preciso de Robert e os espaços generosos concedidos pela zaga gremista, o meio-campista finalizou com categoria para estufar as redes e anotar o segundo gol santista. O placar de 2 a 0 foi um balde de água fria definitivo nos planos de reação do Tricolor Gaúcho. A partir dali, a equipe de Giba demonstrou inteligência para valorizar a posse de bola e gastar o relógio, enquanto o Grêmio atacava de forma desordenada e parava nas grandes defesas de Pitarelli e no desarmamento implacável efetuado pelos laterais Michel e Rubens Cardoso.
O impacto da vitória santista na Copa João Havelange
O apito final do árbitro sacramentou uma vitória maiúscula e de valor imenso para as pretensões do Santos na temporada de 2000. O triunfo por 2 a 0 em pleno Estádio Olímpico serviu para enviar um recado claro aos concorrentes de que o Peixe, apesar de passar por um processo de reformulação, possuía o estofo e a qualidade necessários para brigar na parte de cima da tabela de classificação da Copa João Havelange. A atuação de gala de Edmundo e o equilíbrio tático ditado por Rincón e Robert foram amplamente elogiados pela imprensa esportiva de todo o país na época.
Para o Grêmio, a derrota em casa diante de sua torcida ligou o sinal de alerta sobre a necessidade urgente de uma maior consistência defensiva nas transições rápidas dos adversários. O time de Celso Roth mostrava bons valores individuais com Roger Machado e Ânderson Lima nas alas, mas pecava pela falta de eficiência nas finalizações e pela exposição na retaguarda. O histórico confronto Grêmio 0 x 2 Santos no Brasileirão 2000 permanece guardado na memória dos torcedores santistas como uma exibição cirúrgica e inteligente fora de casa, onde o talento do "Animal" Edmundo fez a diferença em um dos palcos mais difíceis do futebol brasileiro.
Ficha técnica - Grêmio 0 x 2 Santos no Brasileirão 2000
- Data: 12 de Agosto de 2000 (Sábado)
- Local: Estádio Olímpico Monumental, Porto Alegre (RS)
- Competição: Copa João Havelange / Campeonato Brasileiro 2000 (Primeira Fase)
Gols:
- Santos: Edmundo (16'/2ºT - 61') e Anderson Schveitzer (23'/2ºT - 68')
Escalações:
GRÊMIO:
Danrlei; Ânderson Lima, Nenê, Marinho e Roger Machado; Leonardo Astrada, Edinho, Gavião (Itaqui) e Zinho; Adão (Gabriel Amato) e Paulo Nunes.
Técnico: Celso Roth.
SANTOS:
Pitarelli; Michel, Claudiomiro, Preto e Rubens Cardoso; Freddy Rincón, Renato, Robert e Anderson Schveitzer; Dodô e Edmundo.
Técnico: Giba.
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