Internacional 5 x 3 Vasco no Brasileirão 2013; show de D'Ale na neblina de Caxias
Oito gols e brilho de D'Alessandro marcam vitória colorada no Centenário.

- Matéria
- Mais Notícias
O retorno do Campeonato Brasileiro após a pausa para a disputa da Copa das Confederações reservava emoções intensas para os torcedores. Em uma tarde de domingo típica de inverno na serra gaúcha, marcada pelo clima extremamente frio e pela neblina, o Estádio Centenário, localizado na cidade de Caxias do Sul, transformou-se no palco de um dos confrontos mais eletrizantes daquela temporada. O histórico embate Internacional 5 x 3 Vasco no Brasileirão 2013 entrou para os anais da competição como uma verdadeira chuva de gols, onde o talento ofensivo e a verticalidade superaram completamente as estratégias de contenção de ambas as defesas. A partida, válida pela sexta rodada do torneio nacional, colocou frente a frente o forte esquadrão Colorado, comandado pelo ex-volante Dunga, e a equipe do Cruz-Maltino, que na época era treinada pelo experiente Paulo Autuori. O Lance! relembra Internacional 5 x 3 Vasco no Brasileirão 2013.
Relacionadas
➡️ Siga o Lance! no WhatsApp e acompanhe em tempo real as principais notícias do esporte
O início frenético do Internacional 5 x 3 Vasco no Brasileirão 2013
A bola rolou com as duas equipes se estudando bastante, tentando se adaptar rapidamente às condições do gramado úmido e ao clima rigoroso de Caxias do Sul, cidade escolhida para mandar o jogo uma vez que o tradicional Beira-Rio estava passando por severas reformas estruturais para receber a Copa do Mundo de 2014. No entanto, esse equilíbrio inicial e o estudo tático foram abruptamente interrompidos por uma infelicidade no sistema defensivo da equipe carioca. Aos 16 minutos da primeira etapa, o lateral-direito Nei, que curiosamente possuía uma passagem vitoriosa e marcante pelo próprio Internacional anos antes, acabou se atrapalhando e marcando um trágico gol contra, colocando os donos da casa em vantagem imediata no placar.
O gol acidental desestabilizou por completo o alinhamento do Vasco da Gama, que passou a ceder espaços generosos no seu campo de defesa. O Colorado, aproveitando com maestria o momento de superioridade psicológica, passou a ditar o ritmo da partida sem muita resistência. Com um meio-campo muito bem articulado na distribuição de bola e a presença internacional de Diego Forlán no comando de ataque, a equipe gaúcha asfixiava a saída de bola do time de São Januário. Essa superioridade técnica e territorial logo se transformou em mais um duro golpe para os visitantes aos 38 minutos do primeiro tempo. O craque uruguaio Forlán, demonstrando sua tradicional categoria nos arremates, balançou as redes do goleiro Michel Alves, ampliando o placar para 2 a 0 e dando a clara impressão aos torcedores nas arquibancadas de que o jogo se encaminharia para uma goleada tranquila e sem grandes sustos.
Contudo, a camisa do Gigante da Colina possui um peso histórico que impede o time de se entregar com facilidade. A equipe demonstrou muita valentia tática e mental, e, mesmo inserida em um cenário amplamente adverso e diante de um adversário embalado, conseguiu encontrar um respiro fundamental antes do apito final da primeira etapa. Exatamente aos 45 minutos, no apagar das luzes do primeiro tempo, o centroavante André aproveitou uma oportunidade clara dentro da área ofensiva e diminuiu a diferença, levando o placar de 2 a 1 para o vestiário. Esse gol crucial foi a injeção de ânimo que o elenco cruz-maltino precisava, prometendo um segundo tempo de ainda mais intensidade, emoção e disputas acirradas.
O show de D'Alessandro e o festival de gols na serra gaúcha
Se a etapa inicial já havia presenteado o público com três gols, o segundo tempo estava destinado a ser uma verdadeira loucura ofensiva de proporções raras no futebol moderno. O Internacional voltou do vestiário disposto a não dar qualquer margem para uma possível reação vascaína. Logo aos 10 minutos de bola rolando, o experiente zagueiro Índio, amplamente reconhecido por seu excelente faro de gol em jogadas de bola parada e escanteios, subiu muito mais alto que a defesa adversária e testou firme para marcar o terceiro do Colorado. O 3 a 1 no marcador parecia ser um nocaute definitivo, mas o Cruz-Maltino, mantendo sua postura de resistência, novamente demonstrou grande capacidade de superação. Apenas oito minutos depois do gol de Índio, o zagueiro Rafael Vaz apareceu como elemento surpresa no ataque, mostrou extrema qualidade na finalização e fez o segundo do Vasco, recolocando os visitantes na briga direta pelo resultado.
Foi exatamente neste momento de apreensão que a genialidade, a visão de jogo e a profundidade do elenco colorado fizeram toda a diferença no Estádio Centenário. O jogo se tornou um verdadeiro espetáculo de "lá e cá", com as transições defensivas totalmente expostas aos contra-ataques. Aos 26 minutos, o centroavante Rafael Moura, carinhosamente apelidado de "He-Man" pela torcida, que havia entrado no decorrer da partida para dar sangue novo ao ataque, anotou o quarto gol gaúcho com muito oportunismo. Logo em seguida, aos 30 minutos, foi a vez de Andrés D'Alessandro escrever seu nome no espetáculo. O grande maestro, ídolo e capitão incontestável do Internacional chamou toda a responsabilidade. Regendo a equipe no campo pesado, o argentino marcou o quinto gol com extrema categoria. O talento incomparável de D'Ale coroou de forma definitiva uma exibição de gala do ataque gaúcho no marcante jogo Internacional 5 x 3 Vasco no Brasileirão 2013, levando a torcida presente a explodir de alegria nas arquibancadas.
A valentia vascaína e as consequências do placar elástico
Apesar de se ver perdendo por um acachapante 5 a 2 e sofrendo uma pressão tática e física avassaladora de um time absurdamente embalado pelas circunstâncias, o Vasco se recusou a abdicar de jogar futebol. O técnico Paulo Autuori, tentando oxigenar a sua equipe para evitar um estrago maior, promoveu as entradas do atacante Tenório e do meio-campista Felipe Bastos. A equipe cruz-maltina se manteve lutando no campo de ataque, tentando diminuir o prejuízo, visando proteger o saldo de gols – um critério de desempate sempre vital ao final de um torneio longo de pontos corridos. Todo esse esforço e transpiração foram devidamente recompensados aos 38 minutos do segundo tempo.
O volante Felipe Bastos, conhecido no cenário nacional por seu potente e indefensável chute de longa distância, encontrou as redes de Muriel e marcou o terceiro gol do Vasco, dando números finais a este confronto inesquecível. O placar de 5 a 3 refletiu perfeitamente e com precisão o que foi a partida: um espetáculo ofensivo de altíssimo nível protagonizado por ambas as partes, mas que escancarou graves fragilidades e desatenções defensivas que acabaram custando muito caro para a equipe de São Januário.
Com o duro revés na partida que marcou a volta aos gramados oficiais, o Vasco da Gama precisava urgentemente virar a chave mental. O desgaste físico imposto pela partida corrida sob chuva foi colossal, e não haveria qualquer tempo para lamentações ou descanso prolongado. A implacável tabela do campeonato já reservava um confronto gigantesco para a rodada seguinte. O Gigante da Colina teria pela frente ninguém menos que o seu maior e mais tradicional rival, o Flamengo, em uma partida agendada para o icônico Estádio Mané Garrincha, na capital federal, Brasília. Hoje, este épico Internacional 5 x 3 Vasco no Brasileirão 2013 repousa com carinho na memória afetiva dos grandes fãs do esporte, eternizado como um sinônimo absoluto de entretenimento tático, chuva de gols e a mais pura magia do futebol bem jogado nos gramados do Brasil.
Ficha técnica - Internacional 5 x 3 Vasco no Brasileirão 2013
Local: Estádio Centenário, Caxias do Sul (RS)
Data – Horário: 7/7/2013 – 16h (de Brasília)
Árbitro: Ricardo Marques Ribeiro (MG)
Auxiliares: Carlos Berkembrock (SC) e Pablo Almeida da Costa (MG)
Cartões amarelos: Jackson (39'/2ºT), Alisson (47'/2ºT)
Gols:
- Internacional: Forlán, 38'/1ºT (2-0); Índio, 10'/2ºT (3-1); Rafael Moura, 26'/2ºT (4-2); D'Alessandro, 30'/2ºT (5-2)
- Vasco: Nei (contra), 16'/1ºT (1-0); André, 45'/1ºT (2-1); Rafael Vaz, 18'/2ºT (3-2); Felipe Bastos, 38'/2ºT (5-3)
Escalações:
VASCO:
Michel Alves, Elsinho (Felipe Bastos), Luan, Rafael Vaz e Nei; Sandro Silva, Abuda, Pedro Ken e Alisson; Edmilson (Tenório) e André. Técnico: Paulo Autuori
INTERNACIONAL:
Muriel; Gabriel, Índio, Juan e Kleber (Jackson); Airton, Josimar, Fabrício e D'Alessandro; Jorge Henrique (Rafael Moura) (Dátolo) e Forlán. Técnico: Dunga
- Matéria
- Mais Notícias

















