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A regra da barreira: por que os jogadores não podem mais "infiltrar" na barreira adversária

Desde 2019, a Regra 13 proibiu atacantes de se juntarem à barreira defensiva.

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Lance!
São Paulo (SP)
Dia 03/04/2026
06:59
Chute na barreira do Rayo Vallecano no duelo contra o Real Madrid
imagem cameraBarreira formada em cobrança de falta: atacantes agora são obrigados a manter distância mínima da linha de defensores. (Thomas COEX / AFP)

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A partir da temporada 2019/20, atacantes não podem mais se infiltrar na barreira defensiva com três ou mais jogadores.
A Regra 13 reformulou o posicionamento, obrigando os atacantes a manter 1 metro de distância da barreira.
Essa mudança visa reduzir empurra-empurra, facilitar a arbitragem e limpar a área da barreira.
Resumo supervisionado pelo jornalista!

A famosa "barreira" em cobrança de falta sempre foi um elemento central do futebol, mas o modo como atacantes e defensores disputam espaço nesse momento mudou bastante a partir da temporada 2019/20. A partir dessa atualização das Regras do Jogo, a equipe que ataca não pode mais "infiltrar" jogadores dentro ou colados à barreira adversária quando ela é formada por três ou mais atletas. A medida veio para reduzir o "empurra‑empurra", facilitar o trabalho da arbitragem e dar mais clareza ao lance. O Lance! explica a regra da barreira e suas mudanças.

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A regra que trata do tema é a Regra 13 – Tiros livres (pontapés livres), que regula as cobranças de falta diretas e indiretas. Desde a mudança, o posicionamento dos jogadores ao redor da barreira passou a ser tão importante quanto a distância dos 9,15 m da bola até a linha de defensores. O foco agora não é só onde a barreira fica, mas também quem pode estar perto dela.

A regra da barreira

O que diz a Regra 13 sobre a barreira

A atualização da Regra 13 trouxe um ponto bem objetivo: quando a equipe que defende forma uma barreira de pelo menos três jogadores, os atletas do time que ataca são obrigados a manter uma distância mínima da barreira. Em termos práticos, a redação adotada pelas federações em português estabelece:

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  1. Se a equipe em defesa forma uma barreira com três ou mais jogadores, todos os adversários (ou seja, os jogadores da equipe que vai cobrar a falta) devem ficar a pelo menos 1 metro de distância da barreira até que a bola esteja em jogo.
  2. Se um jogador atacante entrar nessa "zona" de 1 metro em torno da barreira no momento da cobrança, o árbitro deve interromper o lance e marcar tiro livre indireto para a equipe defensora, no local da infração.

Ou seja, o que ficou proibido foi justamente o que se via com frequência: atacantes se enfiando no meio da barreira, encostando ombro a ombro nos defensores para abrir buracos, empurrar a linha para trás ou atrapalhar a visão e o tempo de reação do goleiro.

Por que os jogadores não podem mais "infiltrar" na barreira

Antes da mudança, as cobranças de falta próximas à área frequentemente viravam um festival de empurra‑empurra dentro da barreira. Atacantes se posicionavam colados aos defensores, puxavam, empurravam, tentavam abrir "frestas" para a bola passar, enquanto o árbitro gastava tempo advertindo jogadores e reordenando posições. Isso gerava três problemas principais:

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  1. Conflito constante: muito contato físico, reclamações e confusão antes da cobrança, atrasando o reinício do jogo.
  2. Dificuldade de controle: o árbitro tinha mais dificuldade para observar faltas, agarrões e infrações dentro da barreira.
  3. Descaracterização da barreira: a linha defensiva perdia função quando infiltrada por vários atacantes, deixando o lance grotesco visualmente e difícil de administrar.

A intenção da IFAB, ao mudar a regra, foi "limpar" a área da barreira. Ao obrigar os atacantes a ficarem 1 metro afastados, a barreira volta a ser uma linha exclusivamente defensiva, enquanto os jogadores de ataque passam a explorar outros espaços ao redor da área sem gerar tanto choque direto com os marcadores.

O que ainda é permitido na cobrança de falta

Importante: a regra da barreira não proíbe jogadas ensaiadas nem impede que o time que ataca seja criativo. Ela apenas impede que o atacante esteja colado na barreira quando esta tiver três ou mais jogadores. Continua permitido que:

  1. Atacantes se posicionem em diferentes zonas da área (segunda trave, rebote, saída de bola) desde que respeitem o 1 metro de distância em relação à barreira.
  2. Jogadores do time que cobra a falta façam bloqueios, movimentações e trocas de posição longe da linha de defensores, tentando confundir a marcação.
  3. A equipe ataque use um ou dois jogadores em posições estratégicas próximos à bola, ao lado da barreira, mas sem invadir a faixa mínima de 1 metro.

Na prática, a cena clássica da barreira defensiva com três, quatro ou cinco jogadores segue existindo. O que muda é que não veremos mais um atacante literalmente "abraçado" à barreira adversária ou enfiado entre dois zagueiros — essa infiltração passou a ser infração clara.

Qual é a punição quando a regra é descumprida

Se, na hora da cobrança, um atacante não respeitar o 1 metro de distância e se posicionar junto à barreira de três ou mais jogadores, a equipe que ataca comete uma infração técnica. A sanção prevista na Regra 13 é:

  • Tiro livre indireto para a equipe defensora, no local onde ocorreu a invasão da zona de 1 metro.
  • Se houver conduta antidesportiva (por exemplo, insistência em desrespeitar a orientação ou empurrões exagerados), o árbitro ainda pode aplicar cartão amarelo ao infrator.

Na prática, isso significa que a equipe que tinha uma boa chance em bola parada pode simplesmente perder a oportunidade por tentar "infiltrar" alguém na barreira. É um risco alto, motivo pelo qual os treinadores passaram a ajustar rapidamente as rotinas de bola parada após 2019.

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