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Botafogo 2 x 4 Corinthians no Brasileirão 2001; brilho de Ricardinho no DF

Timão vence o Glorioso em Brasília com atuação de gala e muitos gols no Serejão.

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Lance!
São Paulo (SP)
Dia 17/05/2026
07:12
Ricardinho - Corinthians
imagem cameraRicardinho comanda o meio-campo corinthiano na vitória sobre o Botafogo em Taguatinga; jogo no Distrito Federal foi marcado por grande atuação coletiva do Timão de Vanderlei Luxemburgo. (Foto: Reprodução/Instagram)

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Corinthians venceu o Botafogo por 4 a 2 no Brasileirão 2001 em um jogo com seis gols.
Ricardinho foi o destaque, liderando o meio-campo e criando jogadas decisivas.
A vitória refletiu a fragilidade defensiva do Botafogo e a superioridade tática do Corinthians sob Vanderlei Luxemburgo.
Resumo supervisionado pelo jornalista!

O feriado da Proclamação da República, em 15 de novembro de 2001, reservou um dos jogos mais movimentados da fase de classificação daquele Campeonato Brasileiro. Botafogo e Corinthians se enfrentaram longe de seus domínios tradicionais, levando a emoção do futebol nacional para o Estádio Serejão, em Taguatinga, no Distrito Federal. Naquela tarde ensolarada no Planalto Central, os torcedores presentes testemunharam um embate de seis gols que evidenciou o abismo tático entre uma equipe que buscava a estabilidade sob o comando de Abel Braga e um esquadrão recheado de estrelas liderado por Vanderlei Luxemburgo. O placar de Botafogo 2 x 4 Corinthians no Brasileirão 2001 ficou marcado não apenas pelos números elásticos, mas pela exibição intelectual de um dos maiores camisas 10 da história recente do clube paulista: Ricardinho. O Lance! relembra Botafogo 2 x 4 Corinthians no Brasileirão 2001.

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Botafogo 2 x 4 Corinthians no Brasileirão 2001: O palco neutro e a estratégia de Luxemburgo

A decisão de levar a partida para o Distrito Federal foi uma estratégia do Botafogo para capitalizar com a grande presença de torcedores candangos e buscar um fôlego financeiro. Contudo, dentro das quatro linhas, quem se sentiu em casa foi o Corinthians. Vanderlei Luxemburgo montou um time extremamente equilibrado, utilizando a experiência de César Sampaio na proteção da zaga e a força de nomes como Renato Abreu e Rogério no apoio ao ataque. O Timão entrou em campo focado em garantir a vitória para subir na tabela de classificação, aproveitando a insegurança defensiva que o Glorioso apresentava naquela altura do campeonato.

Desde o apito inicial, o Corinthians tomou o controle das ações. Com a segurança de Dida sob as traves, o sistema defensivo corinthiano permitia que os laterais e volantes subissem com frequência. O Botafogo de Abel Braga, por sua vez, apostava todas as suas fichas no talento individual de Dodô, o "Artilheiro dos Gols Bonitos". O duelo tático era claro: o Corinthians jogava de forma coletiva e distribuída, enquanto o Botafogo tentava esticadas de bola para encontrar seu camisa 10 em condições de finalizar. No entanto, a desorganização da retaguarda carioca começou a cobrar seu preço logo cedo, permitindo que o time paulista explorasse os espaços vazios com velocidade.

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A maestria de Ricardinho e o duelo tático em Taguatinga

Embora não tenha balançado as redes naquela tarde, Ricardinho foi o verdadeiro arquiteto do triunfo corinthiano. O meia exibia uma visão de jogo periférica que deixava a marcação botafoguense perdida. Seus passes milimétricos eram a chave para desestruturar a linha defensiva formada por Andrei e Fabiano. Ricardinho ditava o ritmo da partida, sabendo exatamente quando acelerar com Édson Di e Deivid ou quando reter a posse de bola para atrair a marcação e abrir lacunas na intermediária do Botafogo. Foi uma atuação que justificava sua constante presença na Seleção Brasileira e sua importância estratégica no esquema de Luxemburgo.

O meio-campo do Corinthians funcionava como uma engrenagem suíça. Enquanto Ricardinho criava, Rogério e Renato Abreu chegavam como elementos surpresa. Essa dinâmica foi fundamental para que os gols saíssem. A facilidade com que o Corinthians chegava à área adversária era preocupante para Abel Braga, que gesticulava incessantemente à beira do gramado tentando corrigir o posicionamento de seus volantes Júnior e Ronaldo. A superioridade técnica do Timão era evidente em cada troca de passes, e a presença de César Sampaio dava a liberdade necessária para que Ricardinho flutuasse por todo o campo de ataque, sendo o elo vital entre a defesa e os atacantes.

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Chuva de gols e o oportunismo de Dodô no Botafogo 2 x 4 Corinthians no Brasileirão 2001

A partida foi um verdadeiro festival de gols que manteve o público em Taguatinga entretido do início ao fim. O Corinthians abriu caminho para a vitória com gols fundamentais de seus defensores e volantes, mostrando que a força ofensiva do time era multifacetada. O zagueiro Batata, em uma de suas subidas à área, e o volante Rogério foram precisos em suas finalizações. O placar foi ampliado também por um infeliz gol contra de Vlad, lateral do Botafogo, que tentou cortar uma jogada perigosa e acabou traindo o goleiro Wagner. No segundo tempo, Fabrício de Souza, que entrou no lugar de Renato Abreu, selou a contagem para o time paulista, demonstrando a profundidade e a qualidade do banco de reservas corinthiano.

Pelo lado do Botafogo, o brilho solitário veio de Dodô. O atacante mostrou por que era um dos mais temidos do Brasil na época, marcando os dois gols da equipe carioca. Com extrema categoria, Dodô venceu Dida em duas oportunidades, aproveitando as poucas brechas que o sistema defensivo liderado por Scheidt permitiu. Apesar dos gols, o esforço de Dodó não foi suficiente para compensar a fragilidade coletiva do time carioca. Cada vez que o Botafogo tentava encostar no placar, o Corinthians respondia com uma organização superior e retomava as rédeas do jogo. O resultado final de Botafogo 2 x 4 Corinthians no Brasileirão 2001 refletiu fielmente a produtividade ofensiva de um Timão que não tirou o pé do acelerador.

O peso da vitória para o Timão e o futuro do Botafogo de Abel Braga

A vitória no Distrito Federal foi fundamental para as pretensões do Corinthians na temporada de 2001. Sob o comando de Luxemburgo, o time demonstrava que estava pronto para brigar por títulos, apresentando um futebol vistoso e agressivo que agradava à Fiel torcida. Para Ricardinho, o jogo foi mais uma prova de que ele era o cérebro pensante daquela equipe, capaz de transformar partidas complicadas em vitórias seguras através de sua inteligência tática. O Timão saía de Brasília com a alma lavada e a confiança em alta para a sequência da competição, que culminaria em grandes momentos para o clube nos anos seguintes.

Já para o Botafogo, o revés no Serejão expôs feridas que precisariam ser tratadas com urgência. Abel Braga teria muito trabalho pela frente para equilibrar uma equipe que atacava com perigo, mas defendia com muita exposição. A dependência excessiva de Dodô e a instabilidade emocional após sofrer gols foram pontos negativos que marcaram a campanha do Glorioso naquele ano. O confronto Botafogo 2 x 4 Corinthians no Brasileirão 2001 permanece na memória dos torcedores brasilienses como uma tarde de futebol ofensivo, onde a técnica refinada e o jogo coletivo do Corinthians de 2001 deram uma aula de como se portar em um clássico nacional de seis gols.

Ficha técnica - Botafogo 2 x 4 Corinthians no Brasileirão 2001

Data: 15 de Novembro de 2001 (Quinta-feira)
Horário: 16h00 (de Brasília)
Local: Estádio Elmo Serejo Farias (Serejão), Taguatinga (DF)
Competição: Campeonato Brasileiro 2001 (Primeira Fase)
Árbitro: Valdomiro Mathias Silva Filho

Gols:

  1. Botafogo: Dodô (duas vezes)
  2. Corinthians: Batata, Rogério, Fabrício de Souza e Vlad (gol contra)

Escalações:

BOTAFOGO:

Wagner; Dênis (Wilson), Fabiano, Andrei, Leonardo e Vlad (Artur); Júnior, Ronaldo (Daniel), Leandro Eugênio e Rodrigo; Dodô. Técnico: Abel Braga.

CORINTHIANS:

Dida; Fabinho (Otacílio), Scheidt, Batata e Kléber; César Sampaio, Rogério, Renato Abreu (Fabrício de Souza) e Ricardinho; Deivid e Édson Di (Fernando Baiano). Técnico: Vanderlei Luxemburgo.

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