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A história de todos os troféus da Copa do Mundo: da Taça Jules Rimet à Taça FIFA

Como os troféus da Copa refletem a evolução simbólica do futebol mundial.

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Lance!
São Paulo (SP)
Dia 16/02/2026
07:05
Taça da Copa do Mundo
imagem cameraTaça Jules Rimet e Taça FIFA: dois símbolos eternos da história da Copa do Mundo. (Divulgação/Fifa)

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Desde 1930, a Copa do Mundo utiliza apenas dois troféus oficiais, cada um refletindo épocas distintas do futebol.
A primeira taça, conhecida como Taça Jules Rimet, foi simbolizada pela deusa grega Nike e ficou com o Brasil após três conquistas.
Após seu desaparecimento, a FIFA criou a nova Taça FIFA, que representa o futebol moderno e é mantida sob custódia da entidade.
Resumo supervisionado pelo jornalista!

Desde 1930, a Copa do Mundo se consolidou como o maior evento esportivo do planeta, reunindo seleções, craques e nações em torno de um mesmo objetivo: levantar o troféu máximo do futebol. Mais do que um simples prêmio, a taça sempre representou poder simbólico, prestígio internacional e consagração histórica. O Lance! conta a história de todos os troféus da Copa do Mundo.

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Ao longo de quase um século, apenas dois troféus oficiais foram utilizados pela Copa do Mundo masculina. Cada um deles carrega significados próprios, refletindo não apenas diferentes épocas do futebol, mas também mudanças políticas, culturais e institucionais do esporte.

A primeira taça esteve ligada diretamente à figura do dirigente que idealizou o torneio e marcou profundamente a fase inicial das Copas. Já o segundo troféu surgiu em um contexto de modernização, globalização e consolidação comercial do futebol como espetáculo mundial.

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Conhecer a história desses troféus é entender como a Copa do Mundo evoluiu, como o Brasil se tornou protagonista absoluto nesse processo e por que a taça é, até hoje, o objeto mais desejado do esporte.

A história de todos os troféus da Copa do Mundo: da Taça Jules Rimet à Taça FIFA

A Taça Jules Rimet (1930–1970)

A primeira taça da história da Copa do Mundo ficou conhecida como Taça Jules Rimet, em homenagem a Jules Rimet, então presidente da FIFA e principal idealizador do torneio mundial de seleções.

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Projetada pelo escultor francês Abel Lafleur, a taça representava a deusa grega Nike, símbolo da vitória. A peça tinha cerca de 35 centímetros de altura, era confeccionada em ouro maciço e, a partir de 1954, passou a contar com uma base de lápis-lazúli, onde eram gravados os nomes dos campeões.

Desde sua criação, o regulamento da FIFA determinava que qualquer seleção que conquistasse três títulos mundiais ficaria com a taça em posse definitiva. Essa regra transformou a Jules Rimet em um objeto ainda mais cobiçado, elevando o peso histórico de cada conquista.

O Brasil e o tricampeonato definitivo

O Brasil foi a seleção que deu fim ao ciclo da Taça Jules Rimet. Após conquistar os títulos de 1958, 1962 e 1970, a seleção brasileira tornou-se oficialmente dona do troféu, encerrando sua utilização nas Copas do Mundo.

As três conquistas ocorreram em contextos distintos, mas todas marcaram época:

  • 1958, na Suécia, com a afirmação de uma geração liderada por Pelé
  • 1962, no Chile, mesmo sem Pelé na maior parte do torneio
  • 1970, no México, com o considerado melhor time da história das Copas

A final de 1970, vencida por 4 a 1 contra a Itália, simbolizou o auge da Jules Rimet. A imagem de Carlos Alberto Torres erguendo a taça permanece como uma das mais icônicas do futebol mundial.

O roubo e o fim trágico da Jules Rimet

Apesar de seu valor histórico incalculável, a Taça Jules Rimet teve um destino trágico. Em 1983, já sob posse definitiva do Brasil, o troféu foi roubado da sede da Confederação Brasileira de Futebol, no Rio de Janeiro.

A taça nunca foi recuperada. Investigações posteriores apontaram que ela provavelmente foi derretida e transformada em barras de ouro, encerrando de forma melancólica a história do objeto mais simbólico da primeira era das Copas do Mundo.

O episódio reforçou a necessidade de um novo troféu, com regras mais rígidas de guarda e uso, inaugurando uma nova fase do torneio.

A Taça FIFA (1974–presente)

Com o fim da Taça Jules Rimet, a FIFA encomendou um novo troféu para representar a Copa do Mundo a partir de 1974. O projeto vencedor foi criado pelo escultor italiano Silvio Gazzaniga e fabricado pela Bertoni, na Itália.

Diferente da Jules Rimet, a nova Taça FIFA apresenta duas figuras humanas erguidas, sustentando o globo terrestre, simbolizando a universalidade do futebol e a união entre os povos. O troféu tem 36,8 centímetros de altura, pesa cerca de 6,1 quilos e é confeccionado em ouro de 18 quilates, com base em malaquita.

Ao contrário do troféu anterior, a Taça FIFA nunca é entregue em posse definitiva. As seleções campeãs recebem uma réplica, enquanto o original permanece sob custódia da FIFA, sendo utilizado apenas nas cerimônias oficiais.

Os campeões da Taça FIFA

Desde sua estreia na Copa de 1974, a Taça FIFA foi erguida por algumas das maiores seleções da história do futebol mundial. O Brasil voltou a conquistá-la em duas oportunidades, mantendo sua condição de maior campeão do torneio.

Os países que já levantaram a Taça FIFA são:

  • Alemanha
  • Argentina
  • França
  • Brasil
  • Itália
  • Espanha

Cada conquista representa não apenas um título esportivo, mas a consolidação de um ciclo histórico dentro do futebol mundial.

Dois troféus, uma mesma eternidade

Embora diferentes em formato, material e contexto histórico, a Taça Jules Rimet e a Taça FIFA cumprem o mesmo papel: simbolizar o auge do futebol mundial. Ambas carregam histórias de glória, drama, genialidade e identidade nacional.

A Jules Rimet representa a fase romântica e fundacional da Copa do Mundo. A Taça FIFA, por sua vez, traduz o futebol moderno, globalizado e midiático. Juntas, elas contam a história completa do torneio mais importante do esporte.

Erguer uma dessas taças é mais do que vencer uma competição. É entrar definitivamente para a história do futebol.

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