A história de Heleno de Freitas no Botafogo; jogos, gols e estatísticas
O maior ídolo alvinegro antes de Garrincha, com média próxima de 0,9 gol/jogo.

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A história de Heleno de Freitas no Botafogo representa um capítulo singular do futebol brasileiro. Antes da era Garrincha, foi ele o grande rosto do clube de General Severiano. Técnico, elegante e explosivo dentro e fora de campo, Heleno combinava genialidade e temperamento forte, tornando-se o principal artilheiro e símbolo do Botafogo nos anos 1940. O Lance! relembra a história de Heleno de Freitas no Botafogo.
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Descoberto por Neném Prancha no futebol de praia, passou pelo Fluminense ainda jovem, mas retornou ao Botafogo no fim de 1939, assumindo a responsabilidade de substituir Carvalho Leite, ídolo do tetracampeonato estadual dos anos 1930. A missão era complexa, mas Heleno respondeu com gols e protagonismo imediato.
Entre 1939 e 1948, fez praticamente toda a sua grande carreira no clube. Em um período em que o Botafogo não vivia sua fase mais vencedora, o peso individual de Heleno tornou-se ainda maior. Era artilheiro, referência técnica e principal figura do elenco.
A história de Heleno de Freitas no Botafogo
Jogos e gols de Heleno de Freitas no Botafogo: média histórica
As fontes históricas apresentam pequenas variações nos números, sobretudo por critérios distintos de contagem de amistosos e partidas não oficiais. O patamar consolidado aponta entre 233 e 235 jogos pelo Botafogo.
Quanto aos gols, os levantamentos variam entre 204 e 209 gols. Trabalhos como Ludopédio, Imortais do Futebol e almanaques alvinegros frequentemente registram 204 gols em 233 partidas. Outras fontes apontam 209 gols em 233 ou 235 jogos.
Assim, a formulação historicamente mais segura é afirmar que Heleno disputou cerca de 233 partidas e marcou entre 204 e 209 gols pelo Botafogo. A média aproximada fica entre 0,87 e 0,89 gol por jogo — índice altíssimo para qualquer época.
Com esses números, é reconhecido como o quarto maior artilheiro da história do clube.
Heleno de Freitas: Artilheiro absoluto e protagonista em clássicos
Heleno foi artilheiro do Botafogo por seis temporadas consecutivas, entre 1941 e 1946. Em uma era marcada por campeonatos estaduais extremamente competitivos, manteve regularidade impressionante.
Nos clássicos cariocas, seus números são ainda mais expressivos. É apontado como o maior artilheiro do Botafogo em clássicos, com 44 gols, incluindo 22 contra o Clube de Regatas do Flamengo no chamado "Clássico da Rivalidade" e 16 contra o Fluminense Football Club no "Clássico Vovô".
O peso desses gols amplia a dimensão histórica de sua média. Não se tratava apenas de volume, mas de protagonismo nos jogos mais importantes.
Características técnicas e estilo de jogo
Heleno atuava como centroavante, mas tinha mobilidade para sair da área e participar da construção ofensiva. Era técnico, possuía excelente cabeceio e finalização potente e colocada. Sua leitura de jogo permitia infiltrações rápidas e arremates precisos.
Além da técnica refinada, destacava-se pela personalidade intensa. Discutia com árbitros, adversários e até companheiros. As expulsões e conflitos contribuíram para a construção de uma figura ao mesmo tempo idolatrada e controversa.
Sua postura altiva e comportamento fora dos padrões da época ajudaram a moldar a imagem de jogador genial e trágico, frequentemente retratada em biografias e estudos posteriores.
Títulos e contexto coletivo
Curiosamente, apesar dos números extraordinários, Heleno não conquistou títulos estaduais expressivos pelo Botafogo. Seu principal troféu de destaque em clubes foi o Campeonato Carioca de 1949, já defendendo o Club de Regatas Vasco da Gama.
Pelo Botafogo, conquistou o Torneio Início do Campeonato Carioca de 1947, competição tradicional da época, mas de menor peso em relação ao estadual principal.
O fato de ter produzido médias tão altas em um período sem hegemonia coletiva reforça ainda mais seu peso individual.
Lugar histórico no Botafogo
Heleno de Freitas é lembrado como o maior ídolo do Botafogo antes de Garrincha. Sua imagem integra muros de ídolos e narrativas históricas do clube sobre os anos 1940.
Com cerca de 233 jogos e 204–209 gols, média próxima de 0,9 por partida e protagonismo absoluto em clássicos, consolidou-se como referência ofensiva e símbolo de uma geração.
Mesmo sem grande coleção de títulos pelo clube, sua produtividade e carisma garantiram lugar permanente na memória alvinegra. Heleno não foi apenas um artilheiro; foi o rosto do Botafogo em uma década inteira.
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