A história de Jardel no Grêmio; jogos, gols e estatísticas
Centroavante decisivo da era Felipão, marcou 65 gols em 84 jogos.

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A passagem de Jardel pelo Grêmio foi curta em duração, mas imensa em impacto esportivo. Entre 1995 e 1996, o centroavante viveu o auge da forma física e técnica, transformando-se na principal referência ofensiva de um time que marcou época no futebol sul-americano. Em 84 jogos, marcou 65 gols e construiu uma média de 0,77 por partida, índice que o coloca entre os atacantes mais eficientes da história recente do clube. O Lance! relembra a história de Jardel no Grêmio.
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Mais do que números absolutos, a trajetória de Jardel no Grêmio é marcada pelo peso dos gols. Foram tentos decisivos em mata-matas, finais e partidas internacionais. Seu desempenho não apenas ajudou o clube a conquistar títulos, como também consolidou um modelo de jogo que explorava ao máximo a bola aérea e a força física.
Sob o comando de Luiz Felipe Scolari, o Grêmio estruturou um sistema competitivo, disciplinado e intenso. Jardel tornou-se o ponto final das jogadas, especialmente em cruzamentos e bolas paradas. A dupla com Paulo Nunes e os cruzamentos de Arce e Roger formaram uma engrenagem ofensiva altamente eficiente.
Contratado inicialmente por empréstimo junto ao Club de Regatas Vasco da Gama, o atacante encontrou em Porto Alegre o cenário ideal para afirmar seu estilo de jogo. A identificação com a torcida foi imediata, impulsionada pela regularidade e pela capacidade de decidir confrontos importantes.
A história de Jardel no Grêmio
Números de Jardel no Grêmio: jogos, gols e média histórica
Em pouco mais de uma temporada, Jardel disputou 84 partidas com a camisa do Grêmio e marcou 65 gols. A média de 0,77 por jogo evidencia um padrão elevado de produtividade, especialmente considerando competições como Libertadores, Recopa e torneios nacionais.
A eficiência não se restringia ao volume de gols, mas também ao contexto. Jardel era especialista em ocupar espaços na área, antecipar zagueiros e transformar cruzamentos em finalizações precisas. A maior parte dos gols veio em jogadas aéreas, característica que se tornou marca registrada do Grêmio da época.
A constância de desempenho fez com que seu nome rapidamente se tornasse sinônimo de presença de área e poder de decisão. Em um calendário exigente, manteve regularidade e protagonismo.
Libertadores de 1995: artilharia e consolidação internacional
O ponto mais alto da trajetória de Jardel no Grêmio foi a campanha da Copa Libertadores da América de 1995. O clube conquistou seu segundo título continental, e o centroavante terminou como artilheiro da competição, com 12 gols.
Nas fases eliminatórias, sua influência foi determinante. Em confrontos equilibrados, a bola parada e os cruzamentos encontravam em Jardel a solução ofensiva. O modelo de jogo de Felipão priorizava organização defensiva e eficiência no ataque, e o camisa 9 era o elemento-chave para transformar estratégia em resultado.
A artilharia da Libertadores ampliou sua projeção internacional e consolidou o reconhecimento de sua capacidade decisiva em competições de alto nível.
Copa Intercontinental de 1995 e vitrine mundial
Após o título continental, o Grêmio disputou a Copa Intercontinental contra o AFC Ajax, equipe que contava com jovens talentos como Edgar Davids, Clarence Seedorf e Edwin van der Sar.
O confronto terminou empatado no tempo normal e foi decidido nos pênaltis, com vitória do time holandês. Apesar do vice-campeonato, a campanha reforçou a competitividade do elenco gremista e colocou Jardel definitivamente no radar do futebol europeu.
Recopa Sul-Americana e títulos estaduais
Em 1996, Jardel conquistou a Recopa Sul-Americana ao vencer o Club Atlético Independiente por 4 a 1, marcando o terceiro gol gremista na decisão. O título confirmou a manutenção do alto nível competitivo do time.
No cenário estadual, foi campeão gaúcho em 1995 e 1996. Sua despedida ficou marcada por atuação decisiva na final do Campeonato Gaúcho de 1996, quando marcou três gols sobre o Juventude, encerrando sua passagem de forma emblemática.
Negociações, permanência e venda para a Europa
A permanência definitiva de Jardel exigiu esforço financeiro significativo. O Grêmio precisava pagar 1,275 milhão de dólares ao Vasco para adquirir seus direitos. A campanha "Fica Jardel" mobilizou torcedores, e investidores contribuíram para viabilizar a operação.
Ainda em 1995, o clube acertou sua venda ao Rangers FC por cerca de 4,5 milhões de dólares. A transferência não se concretizou por questões burocráticas, e o atacante retornou ao Grêmio em fevereiro de 1996.
Meses depois, a venda ao FC Porto foi concretizada, encerrando a passagem antes da campanha do título brasileiro de 1996. Jardel deixou Porto Alegre com números expressivos e legado consolidado.
Com 84 jogos e 65 gols, Jardel marcou uma era no Grêmio. Sua eficiência ofensiva, especialmente pelo alto, definiu a identidade de um dos períodos mais vitoriosos do clube nos anos 1990.
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