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A história de Ademir da Guia no Palmeiras: jogos, gols e estatísticas

Recordista de jogos, maestro das Academias e símbolo eterno do Verdão.

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Lance!
São Paulo (SP)
Dia 25/01/2026
07:25
Ademir da Guia em ação pelo Palmeiras, símbolo máximo das Academias e recordista de jogos do clube. (Twitter / Palmeiras)
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Ademir da Guia simbolizou o Palmeiras como o grande camisa 10 entre 1960 e 1974.
Foi o cérebro das Academias, protagonista em jogos decisivos, mesmo sem títulos estaduais.
Manteve uma carreira de 16 anos no clube, sendo grandemente respeitado pela torcida.
Resumo supervisionado pelo jornalista!

Poucos jogadores conseguiram representar com tanta fidelidade a identidade de um clube quanto Ademir da Guia simbolizou o Palmeiras. Mais do que um grande jogador, Ademir tornou-se a própria tradução do estilo palmeirense em seu período mais sofisticado: futebol técnico, inteligente, dominante e vitorioso. Seu nome está diretamente ligado às duas maiores eras do clube no século XX. O Lance! conta a história de Ademir da Guia no Palmeiras.

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Em uma época marcada por esquadrões históricos e confrontos lendários, Ademir da Guia foi o fio condutor de times que "davam aula" em campo. As chamadas Primeira e Segunda Academias não podem ser explicadas sem o camisa 10, responsável por ditar ritmo, organizar o jogo e decidir partidas grandes com naturalidade quase didática.

A longevidade também impressiona. Em um futebol ainda pouco profissionalizado em termos físicos, Ademir atuou por mais de 15 anos consecutivos no mais alto nível, mantendo regularidade técnica e protagonismo. Seu vínculo com o Palmeiras atravessou gerações de torcedores e consolidou uma imagem rara: a do ídolo absoluto, respeitado inclusive por rivais.

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Quando se analisam friamente seus números, a dimensão histórica se torna ainda mais clara. Ademir da Guia não foi apenas elegante; foi extremamente produtivo, vencedor e decisivo. Recordista de jogos, um dos maiores artilheiros do clube e multicampeão, ele ocupa um lugar singular na história do futebol brasileiro.

A história de Ademir da Guia no Palmeiras

Trajetória no Palmeiras

Ademir da Guia chegou ao Palmeiras vindo do Bangu no início da década de 1960. Sua estreia oficial ocorreu em 22 de fevereiro de 1962, na vitória por 3 a 0 sobre o Corinthians, jogo que já sinalizava o surgimento de um meio-campista diferenciado.

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Entre 1962 e 1977, atuou de forma ininterrupta pelo Palmeiras, somando 16 temporadas consecutivas como jogador profissional do clube. Mesmo após encerrar oficialmente a carreira, voltou a vestir a camisa alviverde em uma despedida especial, realizada em 22 de janeiro de 1984, em amistoso contra a Seleção Paulista, reforçando o elo simbólico entre ídolo e instituição.

Foi o grande cérebro tanto da Primeira Academia quanto da Segunda Academia, formando no meio-campo uma parceria histórica com Dudu, considerada uma das mais inteligentes e equilibradas da história do futebol brasileiro.

Jogos, gols e recordes pelo Palmeiras

As fontes oficiais do clube, almanaques históricos e levantamentos estatísticos convergem para números muito consistentes e amplamente aceitos.

  1. Jogos pelo Palmeiras: 902 partidas oficiais/registradas
    • Recorde absoluto da história do clube
  2. Campanha geral:
    • Aproximadamente 512–514 vitórias
  3. 233 empates
  4. 156–157 derrotas
  5. Aproveitamento superior a 65%
  6. Gols pelo Palmeiras: entre 153 e 155 gols
    • 3º maior artilheiro da história do clube, atrás apenas de Heitor e César Maluco

Para um meio-campista organizador, esses números reforçam o caráter excepcional de Ademir, que aliava construção de jogo com presença ofensiva decisiva.

Momentos e marcas de Ademir da Guia

Alguns jogos e datas ajudam a ilustrar a trajetória do "Divino" em campo:

  1. Primeiro jogo: Palmeiras 3×0 Corinthians – 22/02/1962
  2. Primeiro gol: Palmeiras 2×4 Inter de Limeira – 15/04/1962
  3. Último gol oficial: Palmeiras 3×2 Portuguesa – 24/04/1977
  4. Último jogo (despedida especial): Palmeiras 1×2 Seleção Paulista – 22/01/1984

Esses marcos ajudam a delimitar uma carreira praticamente inteira dedicada ao mesmo clube, algo cada vez mais raro no futebol.

Títulos conquistados pelo Palmeiras

Ademir da Guia construiu uma galeria de títulos que o coloca entre os maiores vencedores da história palmeirense.

Títulos nacionais

(considerando Taça Brasil, Robertão e Brasileirão na unificação histórica)

  • 1967 – Taça Brasil
  • 1967 – Torneio Roberto Gomes Pedrosa
  • 1969 – Torneio Roberto Gomes Pedrosa
  • 1972 – Campeonato Brasileiro
  • 1973 – Campeonato Brasileiro

Torneio Rio–São Paulo

  • 1965

Campeonatos Paulistas

  • 1963
  • 1966
  • 1972
  • 1974
  • 1976

Torneios internacionais e amistosos de prestígio

  • Troféu Ramón de Carranza: 1969, 1974 e 1975
  • Torneio Laudo Natel: 1972
  • Além de outras competições internacionais de alto nível disputadas em excursões históricas do clube

Estilo de jogo e importância histórica de Ademir da Guia

Ademir da Guia atuava como meia clássico, organizador por excelência. Seu jogo era baseado em visão de campo, controle de ritmo, passes curtos e inteligência posicional. Não dependia de velocidade ou força física, mas de leitura de jogo e tomada de decisão precisa.

Apelidado de "Divino", foi o jogador que deu identidade às Academias do Palmeiras. O time girava ao seu redor: ele conectava defesa e ataque, controlava o tempo das partidas e surgia como elemento decisivo em jogos grandes, seja com gols, assistências ou domínio técnico absoluto.

Embora tenha sido pouco aproveitado pela Seleção Brasileira — com algo entre 9 e 14 jogos, sem gols —, Ademir da Guia é unanimemente listado entre os maiores ídolos da história do Palmeiras e frequentemente citado em rankings dos maiores camisas 10 do futebol brasileiro, um reconhecimento que transcende números e se ancora na influência estética e tática que exerceu no jogo.

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