'Não vai receber um centavo a mais', diz Bap sobre saída do Palmeiras da Libra
Dirigente do Rubro-Negro se posicionou sobre saída do alviverde do bloco comercial

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Após o anúncio da saída do Palmeiras da Libra, o presidente do Flamengo, Luiz Bap, afirmou que o rompimento do Alviverde não tem efeito prático para a continuidade do acordo da liga com a Globo, detentora dos direitos de transmissão das equipes que integram o bloco. Entretanto, o dirigente rubro-negro afirmou que o time paulista "não receberá um centavo a mais" de futuras renegociações.
O presidente do Flamengo entende que é direito do Palmeiras receber os valores já acordados no contrato com a Globo, que vai até o fim da temporada de 2029, mas pondera que valores adicionais ou renegociações da Libra com a emissora não devem ser repartidos com o Alviverde após a decisão de deixar o bloco comercial neste ano.
— Qual o efeito prático do Palmeiras ter saído da Libra hoje? Nenhum. Só o contrato da Globo, mas esse contrato vão ter que cumprir. Cumprindo, vão receber o dinheiro. Mas, se conseguirmos um centavo a mais na Libra, eles não vão receber nada por isso. Não vão ganhar novos pedaços se o bolo aumentar de tamanho. Vai ganhar o que tem direito. Se você não acredita no grupo, pode ir embora. O efeito prático é nenhum. Tem o efeito midiático de parecer que é um "mise-en-scène", é um jogo de imagem — pontuou Bap durante painel no São Paulo Innovation Week.
O dirigente do Flamengo também afirmou que não tem problemas pessoais com o Palmeiras ou com a presidente Leila Pereira, apesar das constantes trocas de farpas entre as diretorias. Bap disse que respeita a instituição e que escolhe não expor posições pessoais enquanto presidente do clube.
— Não tenho problema com ela. Cresci conhecendo o Palmeiras como a "Academia do Futebol" e o Flamengo como um "lixo", então respeito a história do clube. Quando você é presidente de instituição como eu sou, você torce para o clube em primeiro lugar. Mas a minha opinião não vale nada. Vale o que faço no exercício da função que tenho no Flamengo. E acho que todos deveriam fazer assim. Não falo do que acho da nossa performance em campo. Além disso, fora de campo os clubes deveriam ser amigos — iniciou.
Bap ainda disse que não vai tratar diferente a dirigente palmeirense ou qualquer outro representante de clube por "fazer birra ou biquinho", nas palavras do presidente, e ainda se disse "blindado emocionalmente".
— Se alguém achar que fazer birra ou biquinho é por qualquer razão, vou tratar diferente ou vou mudar o que acho por isso. Boa sorte. Eu sou absolutamente blindado emocionalmente e sei separar negócios e sentimentos. Parte do meu sucesso na carreira foi por aprender a fazer isso. E trouxe isso para o futebol. Quando você tem alguém que não lida bem com isso, você acaba tendo desafios. Mas é natural. Os clubes permanecem, são perenes. Os dirigentes, não. A relação dos clubes precisa ser mantida em alto nível — completou.
Bap critica falta de injeção financeira da Libra
Mesmo se posicionando como um dirigente que pretende seguir na Libra e buscando melhorias contratuais para o bloco, Bap mantém um posicionamento crítico ao trabalho feito pela liga no aspecto financeiro.
O presidente do Flamengo afirmou no São Paulo Innovation Week que ainda não viu vantagem financeira por fazer parte da Libra. Em sua fala, o executivo voltou a destacar a pauta sobre o aumento da fatia paga ao Rubro-Negro pelos direitos de transmissão, tema que gera constante atrito com outros participantes do bloco.
— A Libra hoje não trouxe um centavo incremental para os clubes. Houve uma junção de clubes para ter mais dinheiro, mas não entra mais dinheiro. Nesse assunto pode ter gente que entende tanto quanto eu, mas mais que eu não existe, justamente pelo meu passado profissional — disse Bap, que foi CEO da Sky, de TV a cabo, por 16 anos e executivo na DirecTV.
Bap afirma que o Flamengo deixaria de receber cerca de R$ 250 milhões ao fim do contrato em 2029 no atual formato de divisão. Numa renegociação, até o fim do período, o clube vai receber mais R$ 150 milhões, dinheiro que o presidente considera como um "valor recuperado" após bater de frente com o atual acordo da Libra.
O executivo voltou a falar sobre a necessidade de se ter uma base de dados que justifique uma divisão de valores por audiência de cada clube. Bap citou uma das suas ações enquanto executivo na televisão, que foram os "cadastros do pay-per-view", em que os torcedores indicavam para qual clube torciam e isso implicava num aumento de receita direto da equipe.
— Eu criei o cadastro do pay-per-view (PPV). Não tem mais dinheiro carimbado que o PPV. Aquela base de dados é perfeita para distribuir dinheiro variável. E quando você quer distribuir o que é óbvio numa nova regra e existe pessoa como eu do outro lado… vai ter briga. E esse tema estava escrito no contrato. As pessoas falam que fui genial, mas tinha uma cláusula "a definir" muito clara. Precisava de unanimidade para a Libra tratar de "assuntos materiais". Andamos zero nas discussões sobre isso em oito meses. Não sei se acharam que ganhariam por cansaço, mas a Justiça, quando foi acionada, mandou ler o contrato. Alguns clubes, acho que só foram ler quando a juíza mandou. E mandaram cumprir o que estava escrito — disse o presidente.

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