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Santos e Cruzeiro têm mais decisões favoráveis do VAR; veja o ranking

Levantamento até a 15ª rodada mostra quais times tiveram mais lances revistos

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Thiago Braga
São Paulo (SP)
Dia 16/05/2026
09:00
VAR CBF (Foto: Fabio Souza/CBF)
imagem cameraCabine do VAR analisa lance: intervenções frequentes no Brasileirão (Foto: Fabio Souza/CBF)

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Conteúdo Especial
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O VAR chegou ao futebol prometendo reduzir injustiças, entregando a clareza que os olhos humanos por vezes deixam escapar. Sete temporadas após ser implementada no Brasil, a tecnologia continua produzindo um sentimento ambíguo: ao mesmo tempo em que corrige os erros mais graves, alimenta uma nova camada de desconfiança, agora sustentada por longas revisões que os clubes passaram a monitorar rodada após rodada.

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Na visão apaixonada dos torcedores, as contestações ao VAR são frequentes, especialmente em lances interpretativos. Mas o Lance! fez um levantamento de todas as revisões nas primeiras 15 rodadas do Brasileirão de 2026 e mostra que há grande variedade de times impactados com as jogadas que acabam decididas no monitor.

VAR já causou 68 intervenções e mais de 2h de jogo parado no Brasileirão

No topo dessa lista de marcações revistas pelo VAR aparecem Santos e Cruzeiro, ambos envolvidos em seis intervenções a favor, que alteraram decisões importantes em seus jogos. Para o clube santista, o monitor esteve presente em momentos cruciais, como nos dois pênaltis marcados contra o Bahia e no gol validado diante do Remo, além das revisões que resultaram na anulação de gols de Flamengo e Palmeiras e na marcação de uma penalidade no duelo frente ao Mirassol.

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O Cruzeiro acumulou o mesmo número de marcações a favor revistas pelo VAR, embora em um contexto diferente. A equipe mineira concentrou episódios ligados a cartões vermelhos e intervenções disciplinares. Contra o Mirassol, por exemplo, três revisões distintas alteraram o rumo da partida: um gol do adversário foi anulado, um pênalti foi marcado e um jogador rival acabou expulso após revisão. Em outro momento, a expulsão de um atleta cruzeirense diante do Flamengo acabou revertida.

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VAR para expulsão virou comum

O VAR brasileiro passou a interferir bastante em lances de contato físico e cartões e não apenas em gols. As revisões de possível expulsão se transformaram em um dos protocolos mais frequentes do campeonato.

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Alguns times passaram a conviver repetidamente com punições agravadas após análise em vídeo. O Corinthians é o exemplo mais evidente. O clube lidera o número de expulsões confirmadas após revisão. Contra o Palmeiras, dois jogadores corintianos receberam cartão vermelho depois da intervenção do VAR. Diante do Fluminense, houve outro vermelho após revisão. O Corinthians é também o clube com mais decisões contrárias em revisões do VAR, com cinco no total, empatado com Bragantino, Grêmio e Cruzeiro.

O Grêmio experimentou decisões contrárias em outros tipos de lance. Em apenas um jogo contra o Coritiba, dois gols da equipe gaúcha foram invalidados por impedimento após revisão factual. Além disso, um pênalti inicialmente marcado diante do Vitória acabou cancelado após análise no monitor.

A demora nessas análises técnicas e o fato de o impedimento semiautomático ainda não ser uma realidade no Brasil elevam a temperatura das críticas sobre o tempo de jogo perdido. Intervenções que ultrapassam a marca dos cinco minutos, como as vistas nos jogos do Cruzeiro contra o Vitória e no confronto entre Vitória e Remo, geram desgaste sobre a operação do VAR.

O Vitória, aliás, aparece em ambos os extremos da estatística. O clube esteve envolvido em quatro marcações revistas pelo VAR a seu favor — incluindo gols anulados de adversários e um pênalti marcado contra o Fluminense —, além de também acumular quatro intervenções contrárias em momentos decisivos. O retrato mostra como o impacto do VAR raramente é linear ao longo de um campeonato extenso.

Fluminense x Chapecoense - VAR
Árbitro consulta o monitor de vídeo no jogo Fluminense x Chapecoense (Foto: Divulgação CBF)

Em paralelo às reversões, as decisões mantidas acabaram se tornando quase exceções estatísticas. Poucas revisões terminaram com confirmação integral da arbitragem de campo. Entre elas, a manutenção da expulsão de um jogador do Grêmio contra o São Paulo, a confirmação de um gol do Atlético-MG diante do Remo e a decisão de não marcar pênalti para o Flamengo contra o São Paulo na 1ª rodada do torneio.

A sensação é de que a ferramenta passou a funcionar como uma segunda arbitragem, mais intervencionista e cada vez mais presente no fluxo do jogo.

Essa transformação aproxima o futebol nacional de um debate que já domina as ligas europeias. Nos últimos meses, dirigentes da Premier League, La Liga, Serie A, Bundesliga e Ligue 1 passaram a discutir maneiras de reduzir as chamadas "intervenções microscópicas", sobretudo em impedimentos e contatos interpretativos. A preocupação central é preservar a fluidez do jogo e evitar que a tecnologia substitua completamente a autoridade do campo.

No Brasil, o desafio ganha contornos ainda mais sensíveis porque o VAR se tornou também parte da disputa política do campeonato. Clubes monitoram estatísticas próprias, divulgam compilados de lances e usam os números para pressionar a arbitragem e a CBF. A cada rodada, cresce a tentativa de transformar decisões em evidência de favorecimento ou perseguição.

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Os dados das 15 primeiras rodadas mostram um cenário mais complexo. O ponto comum entre todos os clubes é outro: hoje, nenhum time atravessa um Brasileirão sem ser profundamente impactado pelo VAR.

CLUBES COM MAIS LANCES REVISADOS A FAVOR

Santos – 6
Cruzeiro – 6
Palmeiras – 5
Atlético-MG – 5
Remo – 5
Vitória – 4
Fluminense – 4
Botafogo – 4
São Paulo – 4
Athletico-PR – 4
Flamengo – 4
Red Bull Bragantino – 4
Corinthians – 3
Grêmio – 3
Vasco – 3
Coritiba – 3
Mirassol – 2
Internacional – 1
Bahia – 0
Chapecoense – 0

CLUBES COM MAIS DECISÕES CONTRÁRIAS APÓS REVISÃO

Corinthians – 5
Cruzeiro – 5
Grêmio – 5
Red Bull Bragantino – 5
Vitória – 4
Mirassol – 4
Athletico-PR – 4
Bahia – 4
Flamengo – 3
Coritiba – 3
Fluminense – 3
São Paulo – 3
Botafogo – 2
Atlético-MG – 2
Palmeiras – 2
Remo – 2
Vasco – 2
Internacional – 1
Santos – 1
Chapecoense – 1

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