Fluminense em alta e Vasco com problemas: o que mudou desde o confronto da Copa do Brasil?
Times se enfrentam na semifinal do Carioca

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Pouco mais de dois meses depois da semifinal da Copa do Brasil de 2025 entre Fluminense e Vasco, que terminou com a classificação vascaína nos pênaltis, os rivais voltam a se enfrentar — agora valendo vaga na final do Campeonato Carioca. O reencontro deste domingo, no Nilton Santos, carrega contextos distintos para os dois lados.
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Se em dezembro o Vasco parecia mais estável e o Fluminense encerrava a temporada com um time consolidado, mas curto, o cenário se inverteu parcialmente em 2026. O Tricolor ganhou profundidade e variação; o Cruz-Maltino perdeu referências ofensivas e tenta reorganizar seu modelo.
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Fluminense: mais profundidade e novas referências
Na reta final de 2025, Luis Zubeldía tinha um time definido. A prioridade era garantir a vaga na Libertadores, e isso levou o treinador a fechar uma base titular, com pouca variação e menor profundidade de elenco. Hoje, o cenário é diferente.
O Fluminense ganhou alternativas. A rodagem promovida no Carioca e a chegada de reforços como Savarino e Guilherme Arana ampliaram o leque de soluções táticas. Se antes Serna e Canobbio ofereciam características semelhantes pelos lados, agora há perfis distintos. Savarino, por exemplo, é mais vertical na tomada de decisão e finaliza com menos toques, oferecendo um tipo de desequilíbrio diferente. O time não mudou seu modelo, mas ganhou variações dentro dele.
John Kennedy assume o centro do ataque
Outra mudança estrutural está no comando ofensivo. Em dezembro, o Fluminense tinha Everaldo como titular no centro do ataque. Hoje, o cenário é outro.
Com a saída de Everaldo, John Kennedy retomou espaço e assumiu a posição de referência. O atacante vive momento mais consistente, com gols e protagonismo neste início de temporada. Diferentemente do fim de 2025, quando oscilava, JK chega mais confiante e mais integrado ao modelo de jogo. Sua presença muda a dinâmica ofensiva: mais mobilidade, mais ataque ao espaço e maior poder de finalização em transição.
A saída de Thiago Silva
A principal ruptura estrutural no elenco foi a saída de Thiago Silva. Capitão, líder técnico e referência emocional, o zagueiro deixou o clube após o encerramento da temporada passada. A defesa precisou se reorganizar sem sua liderança. Jemmes foi contratado para compor o setor. Embora a ausência de Thiago Silva tenha impacto técnico e simbólico, o sistema defensivo se ajustou e mantém solidez neste início de ano. O ajuste se dá muito por conta de uma mudança que ocorrou no meio-campo e trouxe sustentação ao Tricolor: Bernal.
Na semifinal da Copa do Brasil, o Fluminense não teve Hércules em condições ideais. Ao lado de Martinelli, ele era pilar físico e técnico do time. Sua ausência pesou naquele confronto. Em 2026, mesmo que Hércules ainda não esteja plenamente disponível, o cenário mudou com a consolidação de Bernal. O uruguaio evoluiu tecnicamente, ganhou confiança e se firmou ao lado de Martinelli.
Com características diferentes — mais posicional, mais organizador — Bernal conseguiu suprir tecnicamente a ausência que o time sentiu em dezembro. O entrosamento com Martinelli hoje é superior ao apresentado no fim da temporada passada. O Fluminense chega mais equilibrado por dentro.
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Vasco: continuidade atrás, perdas na frente
Se o Tricolor ganhou profundidade, o Vasco chega com mudanças sensíveis. A espinha dorsal defensiva permanece praticamente intacta. A principal novidade é o retorno de Lucas Piton à lateral esquerda, posição que na semifinal foi ocupada por Puma Rodríguez improvisado. Com Piton recuperado, Puma voltou à disputa na lateral direita com Paulo Henrique.
Meio-campo e ataque enfraquecidos
A saída de Philippe Coutinho desmontou a engrenagem criativa do time. Thiago Mendes, que ganhou protagonismo justamente na reta decisiva da Copa do Brasil, está lesionado e deve desfalcar a equipe. Dos nomes que iniciaram a semifinal anterior, apenas Barros permanece como remanescente direto.
No ataque, a transformação é ainda mais significativa. Rayan e Vegetti, responsáveis por dois dos três gols vascaínos na eliminação do Fluminense, não fazem mais parte do elenco. Somadas às saídas de Coutinho, as perdas representam 61,7% dos gols da equipe na última temporada. O Vasco perdeu volume ofensivo e capacidade de decisão.
Novo protagonista e pressão maior
Diante das mudanças, Andrés Gómez surge como novo protagonista. O atacante começou a ganhar destaque justamente no confronto de dezembro e hoje é uma das principais referências ofensivas.
O momento institucional também é diferente. Após a classificação sobre o rival, o clima era de esperança por um título relevante. Agora, a pressão aumentou sobre Fernando Diniz, ainda que internamente o treinador mantenha respaldo da diretoria.
Em dezembro, o Vasco parecia mais pronto. Em fevereiro de 2026, o Fluminense chega mais estruturado, com maior profundidade de elenco e soluções táticas ampliadas. Mas o clássico será um confronto de 180 minutos. E a principal lição aprendida pelo Tricolor na eliminação passada foi clara: momento positivo não garante classificação.
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Fluminense x Vasco na semifinal do Carioca
O primeiro confronto entre Fluminense e Vasco será no Nilton Santos porque o Maracanã receberá, no mesmo dia, Flamengo x Madureira, pela outra semifinal. A partida de volta do Tricolor está marcada para o dia 1º de março, às 18h, no Maracanã. Em caso de empate no placar agregado, a decisão da vaga será nos pênaltis.
📅 Datas e horários das semifinais
Fluminense x Vasco
- Jogo de ida: 22/02 (domingo), 18h – Nilton Santos
- Jogo de volta: 01/03 (domingo), 18h – Maracanã
Madureira x Flamengo
- Jogo de ida: 22/02 (domingo), 20h30 – Maracanã
- Jogo de volta: 02/03 (segunda-feira), 21h – Maracanã
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