CBF divulga áudio do VAR nas expulsões do Corinthians contra o Palmeiras
Arbitragem de vídeo interferiu e recomendou revisão nos dois cartões vermelhos do clássico; veja transcrição

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A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) divulgou os áudios da cabine do VAR nos lances das expulsões no clássico entre Corinthians e Palmeiras no domingo. A equipe de arbitragem comandada por Flávio Rodrigues de Souza usou o auxílio do vídeo nos dois cartões vermelhos aplicados em André e Matheuzinho, jogadores do Timão.
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Os cartões foram aplicados aos 35 minutos do primeiro tempo e 27 minutos da segunda etapa. André recebeu a expulsão por um gesto obsceno direcionado ao meia Andreas Pereira, do Palmeiras, ao segurar suas partes íntimas com a mão. O motivo da expulsão foi o mesmo do volante Allan, também do Corinthians, que recebeu o vermelho direto contra o Fluminense, na penúltima rodada do Brasileirão.
Na expulsão de Matheuzinho, o lateral direito recebeu cartão por uma agressão ao rosto de Flaco López, atacante palmeirense. O defensor já havia recebido o segundo amarelo no jogo e seria expulso, mas o VAR recomendou revisão para um vermelho direto, acatada por Flávio Rodrigues.
No primeiro lance de revisão, a cabine do VAR, que tinha Daniel Nobre Bins como árbitro principal, Flávio Rodrigues para revisar um lance do volante André. No áudio divulgado pela CBF, a cabine de checagem indica ao árbitro de campo que há um gestual obsceno do atleta corintiano.
- Flávio Rodrigues: Aqui no campo estão reclamando que ele pega nas partes íntimas aqui, tá bom? Eles falam que o André pega nas partes íntimas.
- VAR: Ele está olhando para o cara [Andreas Pereira] e faz o gesto. Flávio, recomendo revisão porque há esse gestual dele botar a mão no sac* olhando para o Andreas como se tivesse incitando essa questão do gestual dele,
- Flávio Rodrigues: Realmente, ele pega e faz o movimento para o jogador. Vou voltar com a decisão de cartão vermelho porque ele faz um gestual obsceno em direção ao adversário.
O cartão vermelho se enquadra no item 4 da Regra 12, que diz respeito a medidas disciplinares. Uma das ações citadas no livro de regras que é passível de cartão vermelho é descrita como "usar linguagem ou realizar ação ofensiva, insultante ou abusiva".
No lance de Matheuzinho, a identificação da agressão do lateral contra Flaco López é feita imediatamente quando o atacante se enrosca com o jogador do Corinthians. No campo, Flávio Rodrigues de Souza aplica um amarelo para cada um dos atletas e o árbitro justifica o segundo amarelo do lateral direito, que já seria expulso: "você deu nele", diz. Em seguida, a cabine pede para Flávio Rodrigues descreva o que ele viu no lance, recomenda a revisão e a decisão é tomada em poucos segundos.
- Flávio Rodrigues: Para mim, eu expulsei ele por uma conduta antidesportiva. Ele desfere uma atitude antidesportiva, não chega a ser um soco para vermelho. O quero que vocês descrevem aí para mim
- VAR: Tu deu o segundo cartão amarelo ou o vermelho direto?
- Flávio Rodrigues: Eu dei o segundo cartão amarelo.
- VAR: Nós temos então uma revisão para possível cartão vermelho direto, ele dá um soco.
- Flávio Rodrigues: Ok, para mim já é muito claro, ele desfere um soco no adversário. É cartão vermelho direto.
No livro de regras da CBF, há uma descrição para o que é "Conduta Violenta", termo que justificou a expulsão de Matheuzinho com o cartão vermelho direto. Na prática, o que muda entre o segundo amarelo e o vermelho é que o lateral segue contabilizando os cartões amarelos que já tinha e a conduta de expulsão pode ser julgada aumentando a punição.
"A conduta violenta ocorre quando um jogador usa ou tenta usar força excessiva ou brutalidade contra um adversário quando não está disputando a bola, ou contra um companheiro de equipe, um membro da comissão técnica, um membro da equipe de arbitragem, um espectador ou qualquer outra pessoa, independentemente de haver contato físico.
Também se trata de conduta violenta quando um jogador que não estiver disputando a bola atingir deliberadamente um adversário ou qualquer outra pessoa na cabeça ou no rosto com a mão ou o braço, a não ser que a força empregada seja insignificante".

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