Técnico do Chelsea defende Vini Jr após caso de injúria racial na Champions
Liam Rosenior se baseou em suas próprias experiências profissionais e pessoais

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O técnico do Chelsea, Liam Rosenior, abordou as recentes acusações de ofensas racistas que envolvem Vini Jr, do Real Madrid, e Gianluca Prestianni, do Benfica. Durante uma entrevista coletiva concedida nesta quinta-feira (19), o treinador inglês comentou o caso ocorrido na partida de playoffs da Champions League e manifestou sua posição sobre a presença de atitudes discriminatórias no esporte. Além disso, o comandante da equipe londrina se baseou em suas próprias experiências profissionais e pessoais para enviar uma mensagem de solidariedade ao atacante brasileiro.
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O posicionamento de Liam Rosenior
Ao ser indagado sobre o incidente ocorrido em Portugal, Rosenior optou por uma abordagem geral sobre o racismo, ressaltando que o problema ultrapassa as fronteiras do esporte. O treinador evitou comentar os detalhes específicos que estão sob análise oficial, mas justificou a reação do jogador brasileiro com base na gravidade da ofensa relatada.
— É perturbador. Sempre é preciso ter em conta o contexto. O que posso dizer é que qualquer forma de racismo na sociedade, não apenas no futebol, é inaceitável. Não posso falar sobre um incidente que está sob investigação. Não vou falar sobre esse incidente. O que eu diria é que, quando você vê um jogador chateado como Vinicius Jr estava, normalmente eles estão chateados por um motivo — afirmou o técnico do Chelsea.

Na sequência de sua fala, Rosenior utilizou sua própria vivência no futebol para explicar o impacto psicológico causado pela discriminação racial. Ele destacou que a etnia de um indivíduo não deve ser motivo de julgamento, independentemente das ações do atleta em campo.
— Eu mesmo já sofri abuso racial. Conheço pessoas que sofreram e o que as pessoas precisam entender é que, quando você é julgado por algo de que deveria se orgulhar, é a pior coisa que pode acontecer — relatou.
Para concluir seu raciocínio sobre o tema, o comandante defendeu a aplicação de penalidades definitivas para profissionais do esporte que cometerem atos racistas e apontou a necessidade de um debate social mais abrangente sobre as questões de raça e gênero.
— Se qualquer jogador, técnico ou dirigente for considerado culpado de racismo, não deve permanecer no esporte. É simples assim. Esta é uma situação muito complexa quando se fala de raça ou gênero. Há muitas coisas que precisam mudar na sociedade. Para ser sincero, isso me deixa revoltado. Acho que há um debate mais amplo do que o futebol. Acho que é preciso haver mais responsabilidade por essas coisas que precisam ser erradicadas — finalizou Rosenior.

O contexto da declaração
O episódio central da polêmica ocorreu durante a vitória do Real Madrid por 1 a 0 sobre o Benfica, no Estádio da Luz. Após marcar o gol da partida, Vini Jr comemorou com uma dança em frente a uma das bandeiras de escanteio e, na sequência, acusou o jogador argentino Prestianni, do Benfica, de proferir insultos racistas contra ele. A denúncia foi imediatamente endossada por Mbappé, que relatou à imprensa ter ouvido o adversário chamar o brasileiro de "macaco" por cinco vezes.

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