Presidente da Conmebol, Alejandro Domínguez completa 10 anos de gestão; relembre
Paraguaio assumiu o cargo após escândalo do "Fifa Gate"

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O presidente da Conmebol, Alejandro Domínguez, completa 10 anos à frente da entidade nesta segunda-feira, dia 26 de janeiro de 2026. O mandatário chegou ao comando da confederação em 2016, em meio a uma grave crise institucional, e liderou um processo de reestruturação administrativa, recuperação financeira e reformulação esportiva do futebol sul-americano.
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Os 10 anos de gestão de Alejandro Domínguez serão festejados em um evento realizado nesta segunda-feira, em Assunção, e terá a transmissão ao vivo relembrando os feitos durante todo o período Acompanhe!
A gestão teve início logo após o escândalo do "Fifa Gate", que expôs um cenário de corrupção sistêmica e comprometeu a credibilidade da entidade. Desde então, Domínguez passou a conduzir a Conmebol sob a diretriz de "reinvestir no futebol tudo o que o futebol gera", lema que norteou mudanças estatutárias, administrativas e esportivas ao longo da última década.
Reestruturação institucional e recuperação financeira
Uma das primeiras medidas da nova gestão foi a revisão dos estatutos da Conmebol, com o objetivo de blindar a entidade contra práticas irregulares e criar regras de governança mais rígidas. A confederação também realizou a primeira auditoria forense de sua história, medida inédita entre entidades continentais de futebol à época.
Segundo a própria Conmebol, esse processo permitiu recuperar mais de 130 milhões de dólares ligados ao caso Fifa Gate, além de reabrir o acesso da instituição ao sistema bancário internacional. A entidade também passou a adotar auditorias externas anuais e obteve certificações ISO 37001 (anticorrupção) e ISO 37301 (compliance), tornando-se a única confederação de futebol do mundo com ambos os selos.
A reorganização administrativa foi acompanhada pela profissionalização dos quadros internos e pela padronização de processos, o que devolveu à Conmebol credibilidade institucional junto a patrocinadores, federações e organismos internacionais.

Com a estrutura reorganizada, a gestão passou a focar na valorização esportiva e comercial das competições. De acordo com dados da entidade, 100% do orçamento da Conmebol passou a ser destinado ao futebol, sendo cerca de 95% investidos diretamente em associações nacionais, clubes, logística, tecnologia e premiações.
Entre 2016 e 2025, mais de 587 milhões de dólares foram repassados às associações-membro. No mesmo período, mais de 60 estádios da América do Sul foram reformados, com investimento superior a 180 milhões de dólares. As mudanças estruturais permitiram elevar o padrão dos torneios continentais e impulsionaram as receitas comerciais.
Como consequência, as premiações distribuídas aos clubes cresceram mais de 442% entre 2015 e 2025. Apenas em 2025, os valores pagos em prêmios e participação em torneios de clubes ultrapassaram 2,2 bilhões de dólares, segundo números divulgados pela entidade.
VAR, finais únicas e modernização das competições
Outro eixo central da gestão foi a modernização tecnológica e operacional dos torneios. A Conmebol se tornou pioneira na implementação do VAR em nível confederativo, adotando o recurso em todas as partidas de suas principais competições.
Além disso, foi criado o Centro de Treinamento Tecnológico de Arbitragem (Ceta), voltado à capacitação de árbitros e padronização de critérios. A entidade também estabeleceu novos padrões de produção e transmissão de jogos, elevando a qualidade do produto entregue a torcedores e detentores de direitos.
A partir de 2019, a Conmebol adotou o modelo de finais únicas para Libertadores e Sul-Americana. A mudança resultou em recordes de audiência, maior neutralidade esportiva e fortalecimento comercial das decisões continentais.
Durante a última década, a Conmebol ampliou de forma significativa os investimentos no futebol feminino. Entre 2018 e 2024, o aporte financeiro na modalidade cresceu cerca de 198%, segundo dados oficiais. Todos os anos, mais de 20 mil meninas passaram a ter acesso a competições organizadas pela entidade, além da formação anual de mais de 1.000 treinadoras.
No futebol de base, a Conmebol criou oito novos torneios, alcançando mais de 500 mil jovens atletas. O programa Conmebol Evolução capacitou mais de 4.200 treinadores, com mais de 40 mil horas de formação, em 26 cursos ministrados em três idiomas, alcançando profissionais de 50 países.
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Durante a gestão de Domínguez, a América do Sul sediou nove competições da Fifa, incluindo Copas do Mundo de futsal, futebol de praia e categorias de base. Em 2025, o Paraguai recebeu o 75º Congresso da Fifa, reforçando o protagonismo institucional da região.
Dendo das quatro linhas, seleções sul-americanas conquistaram nove títulos mundiais desde 2016, com destaque para a Copa do Mundo de 2022, vencida pela Argentina. A Conmebol destinou 10 milhões de dólares em apoio institucional à conquista.
Também estão confirmados eventos futuros de grande porte: o Brasil sediará a Copa do Mundo Feminina de 2027, e Uruguai, Argentina e Paraguai receberão partidas da Copa do Mundo de 2030, no centenário do torneio.
Alejandro Domínguez propôs ações sociais fora de campo
Fora dos gramados, a gestão criou o "Complexo Conmebol SUMA", em Luque, no Paraguai, espaço educacional e esportivo voltado à formação integral de crianças e adolescentes, financiado integralmente com recursos recuperados do Fifa Gate. O Museu da Conmebol, remodelado, já recebeu mais de 120 mil visitantes desde a reabertura.
Durante a pandemia da Covid-19, a entidade destinou mais de 95 milhões de dólares em auxílios financeiros a clubes e federações, além de viabilizar a entrega de mais de 50 mil doses de vacinas ao futebol sul-americano.
A Conmebol também estruturou políticas de combate ao racismo, à discriminação e à violência, com a criação de uma "task force" liderada por Ronaldo Nazário, Fatma Samoura e Sergio Marchi, dedicada exclusivamente ao tema.
– Estes dez anos mostram que, com regras claras e visão de futuro, o futebol sul-americano pode crescer com solidez e competir no mais alto nível mundial – afirmou Domínguez.
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