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O que deve mudar no Real Madrid para a próxima temporada?

Elenco como um todo deve sofrer uma reformulação

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Rio de Janeiro (RJ)
Supervisionado porNathalia Gomes,
Dia 11/05/2026
11:58
Jogadores do Real Madrid comemorando gol na Champions League (Foto: Karl-Josef Hidenbrand/AFP)
imagem cameraJogadores do Real Madrid comemorando gol na Champions League (Foto: Karl-Josef Hidenbrand/AFP)

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O apito final do El Clásico no Camp Nou confirmou o título do Barcelona e enterrou de vez a temporada mais turbulenta do Real Madrid em décadas. Dois anos consecutivos sem títulos, eliminações precoces na Champions League e uma crise interna que expôs rachaduras profundas no vestiário. Agora, a diretoria comandada por Florentino Pérez prepara uma reformulação ampla, que deve passar por técnico, elenco, liderança e até mesmo pela política de contratações.

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Após uma das temporadas mais decepcionantes da história recente do clube, o presidente merengue terá de tomar decisões que moldarão o futuro imediato da equipe. Segundo o jornal "Diario AS", a diretoria já trabalha há semanas em uma "pequena revolução" para a próxima temporada. A conclusão é unânime: só a troca de técnico não resolverá um vestiário que perdeu completamente o rumo. Serão necessárias saídas, chegadas e uma profunda revisão de valores internos.

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Novo treinador em debate no Real Madrid

A primeira grande decisão envolve inevitavelmente o banco de reservas. Álvaro Arbeloa, que substituiu Xabi Alonso em janeiro com a missão de reorganizar o vestiário, não conseguiu conter a crise. Os números são impiedosos: o técnico sofreu mais derrotas em menos tempo do que seu antecessor e não apresentou qualquer evolução tática ou comportamental. Segundo o "The Athletic", o ex-lateral "provavelmente será demitido" ao final da temporada, e a diretoria já não conta com ele para 26/27.

O nome que ganha força nos bastidores é o de José Mourinho. De acordo com informações da "CNN Portugal" e do jornalista Fabrizio Romano, as negociações entre o português e o clube já acontecem há semanas e seguem avançadas. Mourinho, que atualmente comanda o Benfica, tem contrato até 2027, mas uma cláusula de rescisão de cerca de 6 milhões de euros (R$ 34 milhões) pode ser acionada.

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Técnico do Benfica, José Mourinho em coletiva de imprensa da Champions League
Técnico do Benfica, José Mourinho em coletiva de imprensa da Champions League (Foto: Patricia De Melo Moreira/AFP)

A escolha por Mourinho não é aleatória. O clube enxerga no português o perfil ideal para restaurar a disciplina e a autoridade em um vestiário fragmentado. Segundo o AS, Mourinho já recebeu relatórios detalhados sobre todos os episódios da crise – desde o tapa de Rüdiger em Carreras até a briga entre Valverde e Tchouaméni.

Outros nomes, como Mauricio Pochettino, Lionel Scaloni e Didier Deschamps, também estão na lista, mas estão comprometidos com a Copa do Mundo, o que complicaria qualquer transferência imediata. O Real Madrid tem Florentino Pérez, que está ansioso para começar seu novo projeto e que prioriza Mourinho.

Clube deve fazer grandes contratações para a próxima temporada

A análise feita por Florentino Pérez e seus assessores mais próximos aponta que o elenco atual perdeu competitividade ao longo da temporada. No entanto, acreditam que muitos jogadores cujo desempenho caiu sob Xabi Alonso e Arbeloa podem retornar ao seu melhor nível se receberem o apoio adequado da comissão técnica.

A prioridade dos reforços está na defesa. Em Valdebebas, fala-se de três ou até quatro contratações essenciais para fortalecer um setor que se tornou um dos grandes pontos fracos da equipe. Entre os nomes especulados estão Schlotterbeck (Borussia Dortmund) e Konaté (Liverpool). A ideia é trazer jogadores consagrados, deixando de lado a aposta em jovens promessas que não vingaram.

No meio-campo, nomes como Rodri (Manchester City) e Enzo Fernández (Chelsea) têm sido cogitados. No entanto, o que o Real Madrid busca é um meio-campista criativo e maestro, capaz de criar jogadas. No elenco atual, Valverde, Tchouaméni, Camavinga e Bellingham são os nomes que compõem o setor, mas nenhum deles dispõe das características necessárias.

No setor ofensivo, o clube deve contar com o retorno de Endrick, Nico Paz e Victor Muñoz. Todos os jogadores pertencem, de certa forma, ao Real Madrid. O brasileiro está emprestado ao Lyon, enquanto os outros foram cedidos ao Como FC e Osasuna, respectivamente. O time, no entanto, manteve uma porcentagem dos atletas, e os jogadores devem retornar ao elenco na próxima temporada.

A reformulação também passará por um grande número de saídas. De acordo com o jornalista Abraham P. Romero, até oito jogadores podem deixar o clube na próxima janela de transferências. Entre os nomes com contrato em fim de período, a situação é a seguinte:

  1. Alaba: considerado fora dos planos. O clube não pretende renovar seu vínculo, encerrando um ciclo iniciado em 2021.
  2. Carvajal: futuro incerto. O lateral, que tem contrato até junho, ainda não recebeu proposta concreta de renovação. A tendência é que não continue.
  3. Rüdiger: único entre os que estão em fim de contrato com chances reais de permanência. O clube estuda oferecer um novo vínculo curto, seguindo a política para jogadores acima dos 30 anos.

Além deles, nomes como Ceballos, Raúl Asencio, Fran García e até mesmo Camavinga podem ser negociados. Ceballos já rompeu publicamente com Arbeloa e não deve permanecer. Camavinga, alvo de interesse de Liverpool e Manchester United, perdeu prestígio na equipe e sua permanência não é garantida.

O argentino Franco Mastantuono, contratado com grande expectativa, pode ser emprestado para ganhar rodagem após um início promissor seguido de queda de rendimento.

Quais serão os papéis dos brasileiros no Real Madrid na próxima temporada?

Com a reformulação em curso, os quatro brasileiros do elenco principal – Vini Jr., Rodrygo, Éder Militão e Endrick – vivem situações completamente distintas. Enquanto alguns são considerados pilares do novo projeto, outros têm seus futuros envolvidos em incertezas.

Vini Jr. é, ao lado de Mbappé, a grande estrela do elenco. No entanto, sua situação contratual é um dos pontos mais delicados que a diretoria terá de resolver. O brasileiro tem contrato até junho de 2027 e exige um salário equivalente ao do francês – cerca de 30 milhões de euros anuais.

Até o momento, o Real Madrid não demonstrou disposição para atender à pedida. A temporada abaixo do esperado do camisa 7, combinada com os episódios de indisciplina (como a explosão contra Xabi Alonso no El Clásico de outubro), pesa contra ele na negociação.

Vini Jr comemora gol marcado pelo Real Madrid sobre o Espanyol, pela La Liga (Foto: Josep Lago/AFP)
Vini Jr comemora gol marcado pelo Real Madrid sobre o Espanyol, pela La Liga (Foto: Josep Lago/AFP)

A renovação é tratada como prioridade, mas o impasse salarial pode se arrastar durante a Copa do Mundo. Se não houver acordo, o clube pode ser forçado a negociá-lo no verão de 2027, quando seu contrato entrar no último ano. A torcida, por ora, mantém apoio ao brasileiro, mas a paciência não é infinita.

Éder Militão é uma das grandes incógnitas para a próxima temporada. O zagueiro sofreu uma ruptura no tendão proximal do bíceps femoral da perna esquerda em abril, e a lesão tem sido tratada com cautela. A previsão inicial de recuperação era de cerca de quatro a cinco meses, mas o clube ainda não confirmou se ele estará totalmente disponível para o início da temporada 2026/27.

A situação é ainda mais delicada porque Militão já havia rompido o ligamento cruzado anterior do joelho esquerdo em agosto de 2023, ficando afastado por quase um ano. O acúmulo de lesões graves levanta dúvidas sobre sua capacidade de retornar ao alto nível.

Mesmo com contrato vigente, o clube monitora de perto sua recuperação. A prioridade na contratação de zagueiros (Schlotterbeck e Konaté estão na mira) pode ser um indicativo de que Militão não será tratado como titular absoluto na próxima temporada. O brasileiro tem confiança, já que colecionou grandes atuações enquanto esteve em campo. O problema grande do ex-São Paulo é justamente a sua disponibilidade no clube.

Dos quatro brasileiros, Rodrygo vive a situação mais paradoxal. No início da temporada, amargou a reserva sob Xabi Alonso e chegou a ser negociável, com sondagens de Liverpool, Manchester City, Bayern de Munique e Arsenal. O clube estipulou um valor entre 70 e 80 milhões de euros para sua venda. No entanto, a lesão de Mbappé abriu espaço para o brasileiro, que emendou boa sequência e marcou gols decisivos, afastando o fantasma da saída imediata.

Depois, uma grave lesão no joelho em abril tirou Rodrygo do restante da temporada e da Copa do Mundo, garantindo sua permanência para 2026/27 por absoluta impossibilidade de ser negociado. Seu papel tático, no entanto, segue em aberto: ele afirmou preferir atuar pelo lado esquerdo, setor de Vini Jr.. Xabi Alonso o escalou na posição, provocando a insatisfação do camisa 7. Posteriormente, Rodrygo voltou à posição direita, onde teve bom desempenho.

No entanto, seu papel tático ainda é uma questão em aberto. Rodrygo já declarou publicamente que prefere atuar pelo lado esquerdo, setor tradicionalmente ocupado por Vini Jr.. Xabi Alonso tentou revezá-los, o que gerou insatisfação. Com Mourinho ou outro técnico, a definição de sua posição será um dos desafios a serem superados.

O único que ficou de fora do clube na temporada foi Endrick, e o atacante é quem tem o futuro mais empolgante. Emprestado ao Lyon desde janeiro, acumula números impressionantes na França: atuou em 19 jogos (17 como titular), com oito gols e sete assistências.

Seu desempenho foi tão convincente que o Real Madrid já decidiu: Endrick será reintegrado ao elenco principal na próxima temporada. A ideia do clube é não emprestá-lo novamente e inseri-lo definitivamente no grupo, oferecendo-lhe uma alternativa real de centroavante, podendo atuar tanto centralizado quanto pelos lados.

Endrick em jogo do Lyon pelas oitavas de final da Copa da França
Endrick em jogo do Lyon pelas oitavas de final da Copa da França (Foto: OLIVIER CHASSIGNOLE/AFP)

O retorno de Endrick é tratado internamente como uma das principais apostas para oxigenar o ataque. Em uma temporada em que Mbappé oscilou e foi alvo de críticas, e Benzema já não está mais no clube, o brasileiro de 19 anos surge como uma esperança real de gols e dinamismo. A diretoria acredita que ele pode ser a "peça surpresa" do novo projeto.

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