Bastidores da eliminação: elenco da Itália cobrou prêmio antes de jogo contra Bósnia

Jogadores pediram o pagamento de 300 mil euros em caso de classificação ao Mundial

PorLance!Rio de Janeiro (RJ)
05/04/2026 09:17
Jogadores da Itália protestam após expulsão de Bastoni contra a Bósnia
Jogadores da Itália protestam após expulsão de Bastoni contra a Bósnia (Foto: Elvis Barukcic/AFP)

Jogadores da seleção italiana geraram um desconforto interno ao discutirem o pagamento de um prêmio de 300 mil euros (cerca de R$ 1,7 milhão), antes da partida contra a Bósnia pela repescagem das Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2026. A exigência do elenco ocorreu às vésperas do duelo e foi revelada pela imprensa europeia em meio a uma ampla crise que atinge a estrutura do futebol no país.

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De acordo com as informações publicadas pelo jornal "La Repubblica", um grupo de atletas procurou os membros da comissão técnica para assegurar a bonificação caso a Itália confirmasse a classificação para o Mundial. A divisão do montante total renderia aproximadamente 10 mil euros, cerca de R$ 60 mil, para cada jogador convocado.

A diretoria e a comissão avaliaram a postura de forma negativa devido à importância daquele embate para a nação. O então técnico Gennaro Gattuso interveio na situação e realizou uma reunião com os atletas, determinando que a conquista da vaga deveria ocorrer antes de qualquer debate sobre premiações.

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Dzeko em ação com Frattesi em Bósnia x Itália em disputa por vaga na Copa do Mundo
Dzeko em ação com Frattesi em Bósnia x Itália em disputa por vaga na Copa do Mundo (Foto: Elvis Barukcic/AFP)

Desmonte da estrutura italiana

A derrota para a Bósnia na disputa de pênaltis confirmou a terceira ausência consecutiva da seleção italiana em Copas do Mundo. O revés esportivo resultou em uma estimativa de perdas de até 30 milhões de euros para a Federação Italiana. A desclassificação também desencadeou modificações imediatas no futebol do país, com a saída do técnico Gennaro Gattuso, acompanhado pelas saídas do presidente da federação, Gabriele Gravina, e do ex-goleiro Gianluigi Buffon, que era chefe da delegação da Azzurra.

Além das baixas no departamento de futebol e na diretoria da entidade reguladora, o país enfrenta problemas relacionados à organização de competições internacionais. A Itália recebeu um alerta sobre as condições de sua infraestrutura local e corre o risco de perder o direito de sediar a Eurocopa de 2032, torneio que tem a sua realização programada em formato conjunto com a Turquia.

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Gianluigi Buffon foi chefe de delegação da seleção da Itália (Foto: Alberto PIZZOLI / AFP)
Gianluigi Buffon foi chefe de delegação da seleção da Itália (Foto: Alberto PIZZOLI / AFP)

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