Conflito entre elenco do Real Madrid e Xabi Alonso teria iniciado em novembro
Sessões de trabalho foram objeto de divergência entre elenco e treinador

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Após a derrota para o Barcelona, na final da Supercopa da Espanha, a trajetória de Xabi Alonso, como treinador do Real Madrid, chegou ao fim. Entretanto, segundo o Marca, da Espanha, a demissão, que aconteceu nesta segunda-feira (12), os conflitos entre o comandante e os jogadores aconteciam desde novembro, e a vice-colocação foi apenas o estopim.
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A gota d'água ocorreu durante uma sessão de treino, quando Xabi Alonso, visivelmente irritado, interrompeu a atividade dizendo que "não sabia que estava treinando um time de base". A declaração não foi encarada como um simples puxão de orelha. Internamente, foi interpretada como sinal de cansaço, frustração e ruptura. Segundo relatos, o treinador já vinha incomodado havia semanas com a postura do elenco, sobretudo nos treinos táticos, que considerava abaixo do nível de exigência necessário.
Excesso de informações aos jogadores do Real Madrid
Um dos principais focos de atrito foi o método de trabalho de Xabi Alonso. Jogadores passaram a reclamar do excesso de carga tática e da quantidade de informações transmitidas diariamente. A atenção minuciosa aos detalhes, característica do treinador, se estendia também à sua comissão técnica, o que ampliava o desconforto no grupo.
A presença constante de auxiliares dando instruções simultâneas, em especial Sébastien Parrilla, braço direito de Xabi, foi alvo de críticas internas. Para parte do elenco, o ambiente se tornou pesado, com sensação de vigilância permanente e pouco espaço para adaptação. Caras fechadas, falta de entusiasmo e cochichos durante os treinos passaram a ser recorrentes

Do outro lado, Xabi via o cenário de forma oposta. O calendário apertado, com o Mundial de Clubes e o retorno quase imediato às competições, reduziu drasticamente o tempo disponível para uma pré-temporada adequada. O treinador entendia que precisava acelerar processos para implementar sua filosofia no Real Madrid, que considerava distante do modelo desejado.
Essa diferença de percepção criou um choque direto. Enquanto Xabi pressionava por intensidade máxima e rápida assimilação de conceitos, os jogadores demonstravam resistência ao ritmo imposto. O desalinhamento ficou evidente, e o convívio diário em Valdebebas se deteriorou progressivamente.
Arbeloa ganha força nos treinamentos
Paralelamente ao desgaste com Xabi Alonso, outro elemento passou a circular no vestiário: o nome de Álvaro Arbeloa. À época técnico do Castilla, ele começou a ser visto com maior frequência nos treinos do time principal, o que alimentou especulações internas.
A presença de Arbeloa foi interpretada por jogadores como um possível termômetro da diretoria sobre o ambiente do elenco. Com o passar das semanas, seu nome passou a ser mencionado como alternativa, ainda que informal, em meio à crise que se instalava.
Em campo, os resultados agravaram o cenário. O Real Madrid perdeu a estabilidade, e a sequência negativa ampliou o mal-estar interno. Houve, em determinado momento, uma tentativa do elenco de se unir para evitar a queda do treinador, mas a relação já estava abalada. As dúvidas chegaram à diretoria, e o desgaste se tornou irreversível.
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