Nos bastidores, Mirassol se movimenta na criação de time feminino e recebe empresários
Paulinho, executivo do clube, apresentou as instalações do clube

Com a vaga na Libertadores Feminina garantida, o Mirassol iniciou o processo de planejamento da equipe feminina. Registros desta terça-feira (25) mostram Paulinho, executivo de futebol do clube, com Nina Bueno, ex-jogadora e empresária do ramo de futebol feminino.
Nina Bueno atua na Taveira Sports Woman com o agente Fifa Thiago Taveira e são responsáveis, entre outras atletas, por Amanda Gutierres, recém-vendida ao Boston, Gabi Portilho (Gotham), Yaya (PSG) e Lorena (Kansas City). Recentemente, a ex-treinadora da Ferroviária, Jéssica de Lima, também fechou com o grupo.
— Hoje foi dia de sonhar grande! Fui conhecer a estrutura do incrível Mirassol, comandado pelo lendário Paulinho. Grandes coisas estão por vir para o futebol feminino — escreveu Nina, nas redes sociais.
O Lance! entrou em contato com a assessoria de Paulinho e confirmou que o Mirassol iniciou o planejamento para o departamento de futebol feminino. Neste momento, embora "não haja nada concreto", conforme dito pelo clube, há reuniões em andamento.
O objetivo, no momento, é receber pessoas ligadas ao futebol feminino, estreitar relações e iniciar a montagem de elenco para 2026. Nas visitas, o Mirassol também apresenta a estrutura do Centro de Treinamento.
Confira registro do encontro:

Mirassol terá departamento exclusivo para o futebol feminino
O Mirassol se pronunciou oficialmente sobre o futebol feminino: o clube terá um time próprio, atendendo à obrigatoriedade imposta pela Conmebol para clubes que desejam disputar torneios continentais, segundo comunicado à reportagem do Lance!. Para estruturar a equipe, será criado um departamento específico, responsável por organizar toda a operação e cuidar dos detalhes do novo projeto.
A iniciativa marca o primeiro passo do Mirassol para se adaptar às exigências do futebol feminino e iniciar um trabalho estruturado dentro da própria instituição.
Desde 2018, a Conmebol exige que todos os clubes participantes de suas competições masculinas tenham uma equipe feminina própria ou associada. A medida faz parte do novo estatuto e regulamento de clubes publicado em 2016, que passou a ser aplicado de forma efetiva a partir de 2019.
O regulamento determina que:
"O solicitante (à licença) deverá ter uma primeira equipe feminina ou associar-se a um clube que possua o mesmo. Além disso, deverá ter pelo menos uma categoria juvenil feminina ou associar-se a um clube que possua. Em ambos os casos, o solicitante deverá prover suporte técnico, equipamento e infraestrutura necessária para o desenvolvimento de ambas as equipes, com participação em competições nacionais e regionais reconhecidas pela respectiva associação membro."
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