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Como abordagem humanizada tem potencializado o desempenho do Corinthians

Gestão de Emily Lima alia cobrança e proximidade para fortalecer o ambiente

Giselly Correa Barata
São Paulo (SP)
Dia 04/04/2026
13:38
Atualizado há 2 minutos
Thaís Ferreira, Vic Albuquerque e Ana Vitória comemoram gol do Corinthians. (Rodrigo Gazzanel/Corinthians)
imagem cameraThaís Ferreira, Vic Albuquerque e Ana Vitória comemoram gol do Corinthians. (Foto: Rodrigo Gazzanel/Corinthians)

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A ideia de que um time ganha jogos, mas uma equipe ganha títulos é repetida por Emily Lima no dia a dia do Corinthians e ajuda a explicar o momento da equipe dentro de campo. Desde sua chegada, a comissão adotou uma relação mais próxima com as atletas, colocando o aspecto humano no centro do trabalho.

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O impacto dessa abordagem aparece na forma como o elenco responde. Mesmo com uma base que já vinha de temporadas vitoriosas, o Corinthians passou a demonstrar uma postura mais intensa nos últimos jogos.

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A exigência segue alta, como mostram as cobranças mesmo em cenários favoráveis, mas vem acompanhada de escuta, diálogo e compreensão das individualidades, e Vic Albuquerque é um dos exemplos mais claros desse processo. Após um período atuando fora de posição na temporada passada, a meia voltou a se sentir confortável em campo e associa essa mudança diretamente à condução da comissão técnica.

A leitura interna é de que o rendimento não passa apenas por ajustes táticos, mas pela forma como as atletas se sentem no ambiente de trabalho, dentro e fora das quatro linhas.

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— A Emily é uma mulher de muito caráter. Ela também foi jogadora de futebol, ela entende muito o que a gente vive, não só fora de campo, mas dentro dele também, em relação à nossa vida pessoal, ela se preocupa muito com a gente. Ela exige muito da gente. Hoje mesmo, o jogo estava 4 a 1 (no intervalo), ela chegou no vestiário e ela não estava contente com isso, queria mais. Então, muito se deve ao jeito que ela trata a gente, porque são as mesmas jogadoras de todos os anos atrás, então é muito do que ela passa pra gente, do que sentimos nas palavras e atitudes — disse Vic, após a partida.

Essa lógica também se reflete em casos de recuperação individual, como o de Jhonson. A atacante encerrou um jejum de mais de três meses sem marcar e simboliza um movimento mais amplo dentro do elenco. A comissão tem investido em acompanhamento próximo, com participação ativa de profissionais de diferentes áreas e comunicação constante, criando um ambiente de confiança para que as jogadoras retomem seu melhor nível.

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A cada gol das Brabas, é comum vê-las comemorar com indo em direção às companheiras do banco de reservas e à comissão, assim como a faixa de capitã é rotativa para incentivar novas lideranças no elenco. Emily defenda que o desempenho coletivo é resultado direto dessa engrenagem.

— Quem me acompanha desde os tempos de Juventus (da Mooca) sabe que a gente trabalha muito nessa pegada de união. Ninguém faz nada sozinho, elas precisam de gente fazendo massagem, cuidando delas, da roupa, da alimentação, da nutrição... É uma equipe por trás disso, e a equipe vem me ajudando muito a potencializar essa equipe, a acreditarem que o dia a dia vai nos fortalecer. E a parte humana que eu sempre falo, e sempre vou falar, é algo que aprendi dentro da minha casa e vou levar para a vida, e tento contagiar — refletiu a treinadora.

Gabi Zanotti e Emily Lima em Botafogo x Corinthians. (Foto: Lucas Figueiredo)
Gabi Zanotti e Emily Lima em Botafogo x Corinthians. (Foto: Lucas Figueiredo)
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