Do interior do Pará à Série A1, atacante do Botafogo quer seguir em alto nível e inspirar meninas no futebol
Com 15 gols em 2025, Carol Corrêa foi um dos nomes da campanha do acesso alvinegro

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O Botafogo está de volta à primeira divisão do Brasileirão Feminino, e o acesso carrega histórias que ajudam a explicar o peso da conquista. Uma delas é a de Carol Corrêa, jogadora das Gloriosas, que participou diretamente da campanha que recolocou o clube na elite nacional. E agora se prepara para a disputa da Série A1 nesta temporada.
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Em entrevista ao Lance!, Carol falou sobre o momento histórico, relembrou sua trajetória no futebol e destacou a importância do acesso tanto para o clube quanto para as atletas.
De Colares para o mundo
De Colares, no interior do Pará, até a elite do Brasileirão Feminino, a trajetória de Carol Corrêa é marcada por deslocamentos, adaptação e insistência. Paraense, criada longe dos centros tradicionais do futebol, a atacante do Botafogo carrega no discurso e em campo as marcas das origens — algo que, segundo ela, nunca ficou pelo caminho.
— Eu não consigo mudar minhas origens, pode ser para onde for. Isso faz parte de quem eu sou — definiu a atleta.
Colares fica a pouco mais de 100km de Belém, capital do estado, com acesso por balsa. Carol começou jogando ainda criança, dividindo espaço com meninos em uma arena próxima de casa, sem imaginar que o futebol pudesse se tornar profissão.
— Para mim era brincadeira. Eu não tinha noção do que o futebol podia me proporcionar — relembrou.
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O primeiro passo mais estruturado veio no futsal. Aos 13 anos, Carol já disputava a Liga Belém, enfrentando jogadoras mais velhas, experiência que considera decisiva para sua formação. Foi ali que chamou a atenção e recebeu o convite para fazer testes na ESMAC, a Escola Madre Celeste, referência no futsal feminino no Pará.
— Depois da Liga Belém, o professor Mercy me viu e me fez o convite para ir à ESMAC. Teve também um amigo da minha cidade que me ajudou nesse processo. São coisas que eu nunca esqueço — afirmou.
A saída de Colares ainda muito jovem não foi simples. Longe da família, Carol precisou amadurecer rápido, mas sempre teve apoio em casa.
— No início foi bem difícil. Eu saí muito nova de perto dos meus pais. Mas minha família nunca deixou de me apoiar, sempre falou para eu ir atrás dos meus sonhos — contou ela. A carreira seguiu avançando em um cenário de pouca visibilidade, especialmente no Norte do país.
— Lá no Pará é difícil, até para o masculino. Eu nunca imaginei que um dia sairia da minha cidade para representar meu estado — disse. O futebol feminino, ainda em processo recente de profissionalização, exigiu paciência e continuidade.

Chegada e consolidação no Botafogo
No Botafogo, Carol encontrou um projeto em reconstrução e se tornou peça importante da campanha que levou as Gloriosas de volta à Série A. Em 2025, o time chegou à final da Série A2 e garantiu o acesso após uma campanha marcada por equilíbrio e jogos duros.
— Fácil não foi. A gente se juntou (comissão, staff, atletas) e abraçou o objetivo. Queríamos o título, não deu, mas chegamos perto — avaliou.
Individualmente, Carol terminou a temporada como um dos destaques ofensivos, com 15 gols marcados. Para ela, o desempenho é reflexo direto da rotina.
— Eu sempre tenho em mente que o que eu faço no treino, eu vou fazer no jogo. Dou meu máximo sempre. Se eu não treinar da mesma forma que vou jogar, não faz sentido — explicou Carol.
Agora, de volta à elite, Carol vê o momento como mais um capítulo de uma trajetória construída sem atalhos. A meta do Botafogo em 2026 é clara: permanecer na Série A, sem descartar voos mais altos.
Ao olhar para trás, Carol também se reconhece como referência para meninas que hoje vivem a realidade que ela conheceu em Colares.
— O futebol feminino não é fácil. Mas, por mais difícil que seja, não desista dos seus sonhos. Deus não vai fazer você sonhar sem realizar — aconselha a atacante.
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