Red Bull e Mercedes encontram brecha no regulamento da F1
A equipe de Verstappen apresentou o carro dia 15 de janeiro

A Red Bull e a Mercedes já encontraram uma possível brecha no novo regulamento da Fórmula 1 2026. O alvo da estratégia é o limite da taxa de compressão dos motores, um ajuste fino que pode trazer ganhos relevantes de desempenho e velocidade para os carros.
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De maneira simples, a taxa de compressão determina o quanto a mistura de ar e combustível é "espremida" dentro do motor antes de explodir. Quanto mais espremida (maior compressão), maior é a potência gerada. Para 2026, a FIA reduziu esse limite de 18:1 para 16:1, tentando nivelar o desempenho.
O "pulo do gato" encontrado pelas equipes está no momento da medição, ou seja, a taxa de compressão deve ser medida com o motor fora da temperatura ideal de pista e a Mercedes e a Red Bull estão usando materiais que se expandem com o calor extremo da corrida. Assim, quando o carro está em alta velocidade, as peças aumentam de tamanho e diminuem o espaço dentro do motor.
Formalmente, os motores estão dentro das normas, mas na prática, entregam um desempenho superior ao esperado pelo regulamento.

Audi teme desvantagem
Segundo Mattia Binotto, líder do projeto de F1 da Audi, a equipe teme que essa brecha possa se tornar uma vantagem significativa no decorrer da temporada.
— Se for real, é certamente uma diferença considerável em termos de desempenho e tempo de volta. Isso fará diferença quando chegarmos à competição — afirmou o dirigente.
A Federação Internacional de Automobilismo (FIA) tem uma reunião marcada com as equipes para esta quinta-feira (22), com o objetivo de esclarecer os pontos obscuros dessa polêmica. No entanto, Binotto adotou um tom cauteloso sobre o desfecho do encontro.
— Não acho que haverá um esclarecimento definitivo ou concessões imediatas. A reunião, marcada para o dia 22 de janeiro, serve mais para discutirmos como podemos melhorar ou desenvolver uma metodologia futura para medir as taxas de compressão em condições de operação. Hoje, fazemos essa medição com o motor frio e desmontado; por isso, pode ser que você só saiba se todos estão em conformidade no fim da temporada — completou Binotto.
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