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F1: FIA confirma que Russell respeitou regulamento na largada do GP da Austrália

Apesar da saída positiva de George, outros pilotos enfrentaram grandes problemas

Rio de Janeiro (RJ)
Supervisionado porThiago Fernandes,
Dia 09/03/2026
13:42
George Russell participa de coletiva após a vitória da Mercedes no GP da Austrália de Fórmula 1 em Albert Park. (Foto: Martin Keep/AFP)
imagem cameraGeorge Russell participa de coletiva após a vitória da Mercedes no GP da Austrália de Fórmula 1 em Albert Park. (Foto: Martin Keep/AFP)

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O GP da Austrália da Fórmula 1, vencido pelo britânico George Russell, da Mercedes, começou com uma dose de drama e polêmica. Apesar de o carro de Russell ter supostamente apresentado um leve movimento antes de as luzes vermelhas se apagarem, a FIA confirmou que o piloto não cometeu largada antecipada. A vitória foi garantida, e a análise técnica das imagens da câmera onboard (a bordo) desfez as dúvidas que circularam nas redes sociais.

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Tradução: "George Russell parece ter avançado ligeiramente no início".

O regulamento esportivo de 2026 da F1 é claro: o movimento detectado no Mercedes W17, na pole position em Melbourne, não configura infração. O Artigo B5.11.1 estabelece que os carros devem estar completamente imóveis quando todas as cinco luzes vermelhas se apagam, momento que marca o início oficial da corrida. As imagens confirmaram que o carro de Russell estava estático no instante crítico e que a área de contato dos pneus dianteiros não ultrapassou as linhas demarcatórias.

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Gestão de energia e largadas lentas: o caos no pelotão

Se a largada de Russell foi legal, o mesmo não se pode dizer da de diversos outros competidores. A abertura da temporada revelou um fator inesperado que agitou o meio do pelotão: a dificuldade de gerenciar a energia elétrica durante a volta de formação. Muitos pilotos chegaram ao grid com a bateria em níveis perigosamente baixos, criando diferenças de velocidade na largada que geraram preocupações de segurança.

Os carros de 2026, com o novo regulamento, impõem limitações ao uso de energia elétrica no grid e até que o monoposto atinja 50 km/h após a largada. Essa restrição penalizou especialmente equipes com turbos maiores, que levam mais tempo para atingir a rotação ideal sem o auxílio do boost elétrico, resultando em acelerações lentas.

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O exemplo mais notório foi o do estreante Franco Colapinto, que por pouco não colidiu com Liam Lawson, cujo carro ficou quase parado devido a um problema na unidade de potência. A falta de energia também impediu que pilotos como Kimi Antonelli realizassem o burnout (queimadas) necessário para aquecer os pneus traseiros, causando derrapagens e saídas lentas.

Andrew Shovlin, da Mercedes, admitiu a falha da equipe: "Não fizemos um bom trabalho ao gerenciar a energia limitada na volta de formação e ambos os pilotos acabaram com a bateria baixa". A situação forçou os pilotos a adotarem técnicas de recuperação, como o lift-and-coast (levantar e deslizar), logo na primeira volta, o que causou ainda mais mudanças na ordem da corrida.

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Por que a bateria zerou?

Engenheiros apontam que o problema está ligado à forma como os pilotos aquecem pneus e freios na volta de formação. O estilo de pilotagem agressivo, com ciclos constantes de aceleração e frenagem, combinado com a limitação de recarga em circuitos como Melbourne, drena a bateria. Além disso, o balanço de freios é frequentemente deslocado para o eixo dianteiro para gerar temperatura, o que reduz a ação de recuperação de energia pelo MGU-K.

— Com os comportamentos incomuns que os pilotos precisam ter em uma volta de formação, acabamos em um ponto em que não conseguimos mais chegar ao estado de carga certo para o início da corrida — disse o chefe da Red Bull, Laurent Mekies.

Penalidades e desfechos:

Enquanto a largada de Russell foi validada, os comissários agiram em outros casos. Franco Colapinto foi penalizado com um stop-and-go (penalidade de tempo) após um membro de sua equipe tocar o carro depois do sinal de 15 segundos no grid. Já Nico Hulkenberg, da Audi, não participou da largada, pois seu carro foi empurrado para o pit lane, evitando qualquer infração.

Franco Colapinto pilota durante o segundo treino livre do GP da Austrália de Fórmula 1 em Albert Park. (Foto: Paul Crock/AFP)
Franco Colapinto pilota durante o segundo treino livre do GP da Austrália de Fórmula 1 em Albert Park. (Foto: Paul Crock/AFP)

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