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Fornecimento de motores para clientes coloca Mercedes em vantagem na F1

Andrew Shovlin explicou que o trabalho atual da Mercedes é bem semelhante ao da virada de 2013 para 2014

PorGrande PremioRio de Janeiro (RJ)
29/09/2025 17:21
Atualizado em 29/09/2025 17:33
Kimi Antonelli, da Mercedes, durante treino em Spielberg, Áustria (foto: Joe Klamar / AFP)
Kimi Antonelli, da Mercedes, durante treino em Spielberg, Áustria (Foto: Joe Klamar / AFP)

Não é por acaso que os rumores do paddock colocam a Mercedes em vantagem no desenvolvimento dos motores para a temporada 2026 da Fórmula 1 (F1), que contará com grande mudança por causa da ampliação da parte elétrica. Trata-se, aliás, de um pensamento até lógico, considerando que a montadora alemã é hoje a fabricante que mais possui clientes no grid da categoria.

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Quem explica isso é o diretor de engenharia de pista, Andrew Shovlin. Hoje, além de si própria, a Mercedes atende outras três escuderias: McLaren — a líder do Mundial de Construtores —, Aston Martin e Williams. E embora perca a clientela do time comandado por Lawrence Stroll, passará a fornecer as unidades de potência para a Alpine. São, portanto, oito carros equipados com motores Mercedes.

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George Russell, da Mercedes, durante treino em Spielberg, Áustria (foto: Joe Klamar / AFP)
George Russell, da Mercedes, durante treino no GP da Áustria de F1 (Foto: Joe Klamar / AFP)

Situação semelhante aconteceu em 2014, quando a F1 entrou na era das unidades de potência híbridas. A Mercedes dominou os anos subsequentes e conquistou oito títulos consecutivos de Construtores pela vantagem que adquiriu na produção do motor. Na ocasião, Williams, McLaren e Force India eram as clientes.

O trabalho, portanto, segue a todo vapor na Mercedes High Performance Powertrains, em Brixworth, divisão responsável pela produção dos motores que serão 50% formados por componentes elétricos, ao contrário dos 15% atuais. Além disso, terão de funcionar com combustível 100% sustentável, o que significa que milhares de horas já foram gastas em testes na fábrica.

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Os engenheiros, porém, ainda enfrentam falhas no processo atual, segundo informações da revista alemã "Auto Motor und Sport" desta segunda-feira (29). Mas tais contratempos são encarados por Shovlin como normais e também fizeram parte do trabalho em 2014.

— É certamente um desafio produzir um grupo de motores para tantas equipes. Isso gera trabalho adicional, que, portanto, precisa ser iniciado mais cedo — explica Shovlin — O modelo de negócios da Mercedes na Fórmula 1 sempre estipulou que fornecêssemos motores para várias equipes — afirmou, acrescentando que é um modelo que compensa por vários motivos.

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— O primeiro motivo é que faz sentido financeiramente produzir mais de um motor. A maior parte dos custos não é gerada pela produção, mas pelo programa de desenvolvimento — Shovlin destaca ainda que fornecer motores para várias equipes clientes aumenta a captação de dados, pois os engenheiros aprendem coisas novas a cada quilômetro rodado em testes. Tais insights são incorporados ao desenvolvimento.

— Naquela época [2014], tínhamos uma clara vantagem de desempenho sobre a concorrência. Permitimos que as equipes clientes percorressem mais quilômetros do que nós próprios — salientou.

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— Esperamos na garagem e sabíamos que ainda poderíamos conquistar a pole-position. Com mais carros no grid e uma quilometragem maior, você simplesmente encontra os erros mais rápido — encerrou Shovlin.

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