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Dicionário F1 2026; saiba as nomenclaturas e mudanças

A era do efeito solo chegou ao fim

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Lance!
Rio de Janeiro (RJ)
Dia 07/01/2026
11:28
Atualizado há 3 horas
Lando Norris após parada no GP dos EUA de Fórmula 1 (Foto: John Locher / POOL / AFP)
imagem cameraLando Norris após parada no GP dos EUA de Fórmula 1 (Foto: John Locher / POOL / AFP)

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O ano de 2026 marca o "ano zero" para a Fórmula 1, já que traz mudanças regulamentares, como carros menores, motores elétricos e a introdução da aerodinâmica ativa. O fã de automobilismo precisará aprender um novo vocabulário para acompanhar as corridas.

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De "Combustível Sustentável" ao "Modo Ultrapassagem", o Lance! preparou o dicionário para você entender o que muda nos novos carros que chegam às pistas.

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Aerodinâmica

A partir de agora, o carro todo se transforma durante a curva. Funciona como as asas de um avião: em zonas específicas das retas, o piloto aciona o "Modo Reta", fazendo com que tanto a asa dianteira quanto a traseira se inclinem para "cortar" o ar com menos resistência, atingindo velocidades maiores.

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Ao chegar na curva e pisar no freio, o piloto deve mudar para o "Modo Curva". As asas retomam a inclinação original para "empurrar" o carro contra o chão (o chamado downforce), garantindo a aderência necessária para não rodar.

O grande desafio das equipes será garantir que essa transição seja instantânea; se a asa não voltar ao lugar rápido o suficiente, o piloto ficará sem controle na entrada da curva.

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Max Verstappen durante a corrida do GP dos EUA de Fórmula 1 (Foto: Ronaldo Schemidt / AFP)
Max Verstappen durante a corrida do GP dos EUA de Fórmula 1 (Foto: Ronaldo Schemidt / AFP)

Potência e motor

O motor V6 Turbo continua, mas o sistema elétrico agora joga no mesmo time. Antes, a parte elétrica era um auxílio; agora, ela entrega quase metade da potência total do carro. O grande segredo é que o MGU-H (que eliminava o atraso do turbo) foi removido por ser caro e complexo demais.

Sem ele, as equipes terão que se desdobrar para fazer o motor e a bateria conversarem perfeitamente e garantir que o carro tenha força o tempo todo.

Até 2025, os computadores faziam quase todo o trabalho de decidir quando carregar ou gastar a bateria. Em 2026, o piloto assume o controle manual. Ele terá que decidir, volta a volta, quando entrar no Modo Recarga (poupando energia) e quando usar o Modo Boost (gastar tudo). Se o piloto gerenciar mal e a bateria acabar no meio de uma reta, ele vira um "alvo fácil" para os adversários.

O famoso DRS (asa traseira móvel) ganha um substituto eletrônico: o Override. Quando um piloto estiver a menos de um segundo do carro da frente, ele poderá acionar um botão que mantém a potência elétrica máxima (350 kW) por mais tempo.

Enquanto o carro da frente começa a perder fôlego elétrico ao passar dos 290 km/h, quem está atacando continua com "pé embaixo" até os 337 km/h. É como um "nitro" eletrônico para garantir que as ultrapassagens continuem acontecendo.

Combustível 100% sustentável

Pela primeira vez, a F1 usará combustíveis 100% sustentáveis. Nada de petróleo. O combustível será feito em laboratório a partir de resíduos que humanos não comem (como lixo orgânico ou biomassa) ou capturando carbono diretamente do ar. É uma tecnologia cara e avançada, que transforma a Fórmula 1 em um laboratório para os carros que você dirigirá nas ruas no futuro, provando que é possível ter alta performance sem poluir.

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