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Caso saia da F1, Max Verstappen pode perder cerca de R$ 1,5 bilhão

Tretacampeão mundial tem acordo vigente com a equipe até o fim de 2028

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Rio de Janeiro (RJ)
Dia 03/04/2026
15:57
Max Verstappen reage nos boxes durante o terceiro treino livre do GP da Austrália de Fórmula 1 em Albert Park. (Foto: William West/AFP)
imagem cameraMax Verstappen em treino livre do GP da Austrália de Fórmula 1 (Foto: William West/AFP)

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Max Verstappen pode deixar de receber cerca de R$ 1,5 bilhão caso abandone a Fórmula 1 antes do fim de seu contrato com a Red Bull. A estimativa foi feita por um especialista da University Campus of Football Business, instituição voltada ao estudo de negócios esportivos, em análise divulgada pelo site "OLBG". Após o GP do Japão, rumores de uma possível aposentadoria precoce do holandês rodaram o mundo do automobilismo.

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De acordo com o Professor Wilson, da University Campus of Football Business, o total que Verstappen deixaria de receber pode chegar a 226 milhões de libras. O especialista detalhou que, caso o piloto deixe a categoria com dois anos restantes de contrato, a perda direta com salários, bônus e incentivos ficaria entre 151 milhões e 189 milhões de libras. Além disso, há impacto nas receitas com publicidade, que seriam afetadas após a queda de exposição do piloto.

O tetracampeão mundial de 28 anos avalia a possibilidade de aposentadoria em meio às mudanças regulamentares promovidas pela Federação Internacional de Automobilismo (FIA). Nos últimos meses, o piloto tem manifestado insatisfação com as novas diretrizes da categoria e, após terminar na oitava posição no Grande Prêmio do Japão, questionou a continuidade na competição.

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Multas rescisórias não estão no contrato de Verstappen

Max Verstappen conta com cláusulas de saída que abrangem cada ano de seu contrato até 2028. Segundo o jornal alemão "Bild", elas funcionam em forma de "metas" e podem ser acionadas unilateralmente pelo holandês, sem que haja multa rescisória.

Para a temporada atual, o contrato prevê rescisão caso o piloto não esteja entre os dois primeiros colocados no Mundial de Pilotos até a pausa de verão. Assim, será preciso aguardar até 26 de julho, data do GP da Hungria, para saber se o tetracampeão poderá acionar a primeira cláusula.

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A situação piora para o próximo ano. Apenas a liderança garante que não haja margem de uma possível saída precoce de Verstappen da Red Bull. Com isso, o piloto deve estar no topo da classificação geral até o intervalo que acontece entre julho e agosto.

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Verstappen detona F1 e projeta aposentadoria

Verstappen teve um fim de semana discreto no GP do Japão e terminou apenas na sétima posição após dificuldades para avançar no pelotão. Eliminado ainda no Q2 da classificação, o piloto da Red Bull até conseguiu ganhar algumas posições na corrida, mas não teve ritmo suficiente para brigar mais à frente.

Não é sobre querer as coisas do seu jeito, mas de aproveitar uma boa pilotagem nas pistas. Para Verstappen, o modo como os novos carros da F1 funcionam desagradam não por seu desempenho, mas pelo controle que exerce sobre o piloto. Em meio a esses problemas, a aposentadoria começou a ser analisada pelo veterano da Red Bull. Momentos em família, ou até o foco em outros projetos, surgem como opções "melhores".

— Você tem que pensar também em 24 corridas, são 22 desta vez, mas geralmente são 24. E então você pensa se isso vale a pena ou se prefere estar em casa com a família, em ver os amigos quando não está curtindo seu esporte. Nunca foi sobre dinheiro. Sempre foi sobre gostar do que faço. Estou tentando todos os dias aproveitar, mas está difícil. Tenho muitos projetos que me empolgam. Não é como se eu fosse parar e não fazer nada.

Max Verstappen em preparação para o Treino Livre 1, no GP do Japão 2026 (Foto: Philip Fong/AFP)
Max Verstappen em preparação para o Treino Livre 1, no GP do Japão 2026 (Foto: Philip Fong/AFP)
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