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Piqué compara Kings League com Copa do Mundo e defende modelo do futebol tradicional

Ex-jogador e fundador da modalidade falou sobre impacto da competição ao redor do planeta

Dia 17/01/2026
07:50
Atualizado há 1 minutos
Gerard Piqué Kings League
imagem cameraPiqué durante entrevista coletiva antes da final da World Cup Nations. (Vinicius Harfush/Lance!)

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A Kings League terá neste sábado (17) sua segunda final da World Cup Nations, competição de seleções que acontece anualmente e o Brasil pode se tornar o bicampeão do torneio. Antes da final contra o Chile, o fundador da liga, Gerard Piqué falou sobre o impacto que o campeonato tem no universo esportivo ao redor do mundo a traçou um comparativo com a repercussão de uma Copa do Mundo da Fifa, que acontecerá a partir de junho deste ano.

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O espanhol foi direto ao diferenciar os tamanhos das duas competições e vê o futebol tradicional maior do que a liga criada por ele há quase quatro anos. Para ele, os quase 100 anos de tradição do Mundial da Fifa credenciam a competição como o maior evento do esporte e entretenimento.

O torneio de seleções que acontece no Brasil reuniu ao todo 20 países e, segundo Piqué, a decisão tenta simular o cenário de disputa entre as seleções em um Mundial da Fifa, principalmente no aspecto do patriotismo dos jogadores em campo.

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- Guardadas as devidas proporções, o que tentamos é replicar um pouco, pelo menos para os jogadores, que sintam algo parecido ao representarem seu país... que tenham pessoas apoiando, como é neste caso no Brasil, que amanhã terá o estádio estará cheio. O mesmo com o Chile. Sabemos que e lá o impacto no da Kings League, do mundial da Kings League, tem sido brutal, porque temos dados e estatísticas que provam isso. É um dos países que é uma surpresa e, por mais que não tenham uma liga própria, em termos de apoio, o país todo está atento ao que a seleção do Chile fará amanhã. Então, não dá nem para comparar, nem queremos fazer isso, mas é fato que, dentro do nosso pequeno mundo, os mundiais são os eventos mais importantes que temos dentro do sistema da Kings League - explicou o espanhol.

Kings League final Piqué
Piqué ao lado dos representantes do Brasil e Chile, finalistas da Kings League World Cup Nations. (Foto: Vinícius Harfush/Lance!)

Piqué defende futebol tradicional e manutenção das regras

Uma das principais características da Kings League é a inovação e capacidade de apresentar novas regras com frequência. Os desafios dentro dos jogos com as cartas especiais e os pênaltis batidos presidentes são algumas das novidades apresentadas pela modalidade desde sua criação que mostram a "flexibilidade" defendida por Piqué na essência dos torneios. Entretanto, o espanhol não vê o futebol tradicional no mesmo caminho.

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Na entrevista, o ex-jogador do Barcelona e da seleção espanhola afirmou que não espera que o futebol mude regras com a mesma frequência que a Kings League faz e nem que deveria ter tantas alterações em um curto prazo. Ele vê a modalidade como um "esporte rei" e que funcionou de forma muito parecidos ao logo de todas as décadas, o que permite que entidades façam alterações mínimas em sua funcionalidade.

- Não, não acho que o futebol tenha que aprender nada [com a Kings League]. Acredito que o futebol é o esporte rei e continuará sendo. É um esporte com tanta história e fazer mudanças drásticas também não creio que seria bom, haveria muita gente do mundo tradicional que criticaria. Sempre que tentam fazer alguma mudança um pouco maior, há muita gente que é contra. Então, acredito que são dois produtos distintos. Nós temos a grande sorte de termos nascido há três anos e somos muito flexíveis nisso. Podemos fazer muitas mudanças e testar o que está certo e o que não está e, se um dia errarmos e algo não estiver bom, podemos mudar de novo muito rápido. O futebol não pode se dar a esse luxo. O futebol tem muitíssima história, funcionou sempre a vida toda… então, por que mudar algo que funciona muito bem? - disse Piqué, que lembrou uma das regras envolvendo os goleiros que o futebol alterou e que foi importante, mas demorou para ser aplicada.

- Está claro que você tem que ir se modernizando e mudando pequenas coisinhas, como houve mudanças nos últimos 20 anos… como, por exemplo, o goleiro. Se você passava a bola antes, ele podia pegar com as mãos, agora não pode mais… mas são pequenas mudanças que ajudam o futebol a se manter no topo de tudo. Não acho que o futebol esteja em uma posição na qual tenha que aprender algo com a Kings League. Somos nós que, vendo o futebol, pegamos as regras deste esporte maravilhoso e as alteramos de uma maneira para adaptá-las mais a como os jovens de hoje em dia consomem conteúdo. E vamos continuar mudando, porque é o nosso DNA - finalizou o espanhol.

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