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Ex-jogadores e especialista explicam como são as férias dos atletas

Maicon e Antônio Carlos conversaram com o Lance! de maneira exclusiva

Rio de Janeiro (RJ)
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Lucas Boustani
Rio de Janeiro (RJ)
Márcio Iannacca
Rio de Janeiro (RJ)
Dia 04/01/2026
06:50
Atualizado há 3 minutos
Messi-Ferias
imagem cameraEx-jogadores e especialista responderam dúvidas sobre período de férias (Foto: reprodução)

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No final do ano, é normal que as pessoas aproveitem mais as festas para sair um pouco da dieta, se exercitar menos. Mas quando se tratam de jogadores de futebol, como deve ser a preparação durante as férias? O Lance! conversou com dois ex-jogadores e um nutricionista esportivo para desvendar o mistério.

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Para Antônio Carlos, zagueiro com passagens marcantes por Botafogo e São Paulo, o equilíbrio é o principal para se manter fisicamente saudável.

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- Na época que eu jogava, a gente tinha mais tempo de pré-temporada. Normalmente você tinha 30 dias para se preparar, e hoje em dia tá muito curto, acho que 15 dias, ou 12 dias, o que aconteceu aí nos últimos anos. Então é complicado, você tem que treinar um pouco mais, eu tinha um momento de relaxar, pelo menos uns 15 dias eu ficava de férias mesmo, e depois sim você pensava em alguma coisa - começou o ex-zagueiro.

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— Mas é claro que hoje em dia tem uma mudança do futebol fisicamente, hoje em dia tá muito físico, né, e quem não estiver preparado realmente não joga, então a gente tem duas fases diferentes, mas acho que se fosse hoje eu também teria que me cuidar, até pra chegar melhor do que chegava antes no clube — concluiu Antônio Carlos, em entrevista ao Lance!.

Além do ex-zagueiro, o Lance! também ouviu Maicon, que fez história no Grêmio, sobre o tema. Para o ídolo do Imortal, o atleta tem que curtir as férias, mas com moderação.

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— Dá para fazer tudo. Se voce se organizar, se programar, consegue fazer tudo. Até porque, vem de uma temporada de muitos jogos, muito desgaste, se o cara continuar treinando, vai se machucar. O jogador tem que relaxar, descansar, curtir mesmo as férias. Provavelmente agora eles vão ter pouco tempo. Quando volta, a batida é forte. Se não estiver preparado, vai ter uma lesão. Eu, quando jogava, procurava descansar bem as férias. Jogava um futebolzinho aqui, outro ali, de final de ano, também. Quando faltava uns 4, 5, dias para me reapresentar, eu já ia dando uma corridinha para o corpo acostumar. Aí, na pré-temporada é pauleira — avaliou Maicon, ex-jogador do Grêmio.

Maicon, ex-jogador do Grêmio, participou de 248 partidas e conquistou nove títulos no clube (Lucas Uebel/Grêmio FBPA)
Maicon, ex-jogador do Grêmio, participou de 248 partidas e conquistou nove títulos no clube (Lucas Uebel/Grêmio FBPA)

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Opinião de um nutricionista sobre as férias de um jogador

Além da dupla que fez história no futebol brasileiro, o Lance! conversou com o nutricionista Mario Rocha, coordenador de nutrição especialista da Nutreon, empresa especialista na saúde de atletas. Ao avaliar o tema, o profissional falou sobre as dificuldades do período.

— De forma mais geral, não são dois ou sete dias de maior flexibilidade que são capazes de estragar um trabalho construído de forma inteligente, a grande sacada está no cuidado ao período que se antecede e também sucede essas datas. Pois ai, sim, dependendo do que for feito, elas podem se tornar a gota d'água para transbordar esse copo, falando de forma metafórica — iniciou o profissional, antes de completar.

— Sobre o "pé na jaca", acredito sempre que devemos evitar a polarização ou extremismos, seja de uma "disciplina incondicional" ou um pensamento sabotador que afaste o atleta de sua identidade... Estar competitivo, se manter competitivo e subir degraus dentro do futebol profissional no contexto atual, obrigatoriamente implica que o atleta viva em uma frequência, tenha hábitos e consolide uma rotina que naturalmente o separa das pessoas "comuns". O mínimo hoje não é mais como era ontem, e o futebol está se nivelando para mais, cada vez mais — concluiu.

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Além disso, Mario Rocha também respondeu sobre o uso de bebidas alcoólicas. Ao tratar do tema, o profissional destacou que não existe uma dose mínima segura para determinada prática. Apesar disso, ele não condenou o consumo.

— Seria clichê ou inclusive hipócrita da minha parte simplesmente condenar e atacar. Como profissional da saúde acredito que meu papel é alertar, conscientizar e educar, e quando se trata dos atletas que cuido, cuidar para que caso haja o consumo, possamos minimizar ao máximo qualquer eventual prejuízo e até dentro de um cenário "negativo" obter o melhor resultado possível e agir com inteligência — iniciou o especialista, antes de completar.

— Sim, pode ser prejudicial e isso já é mais do que um fato, mas quando se trata de pessoas, cabe ao profissional conscientizar, o atleta estar ciente, e ambos juntos lidarem com o que vier — concluiu.

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