Zubeldía leva Fluminense a mais de 60% dos jogos sem sofrer gols no Brasileirão
Equipe mostra evolução defensiva recente e amplia série de atuações seguras

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O Fluminense conquistou um resultado importante neste sábado (22), no Allianz Parque, contra o Palmeiras, pelo Campeonato Brasileiro. A equipe segurou o empate por 0 a 0 e, além de garantir mais um ponto, conquistou mais um jogo sem sofrer gols sob o comando de Luis Zubeldía.
Com o argentino, o Fluminense disputou 13 jogos, sofreu média de 0,7 gol por partida, registrou oito jogos sem ser vazado (62%), cedeu 1,2 grande chance por jogo, levou em média 10,8 finalizações e apenas 2,8 finalizações no alvo. Antes da chegada dele, em 22 partidas, o time tinha média de 1,3 gol sofrido, só 6 jogos sem sofrer gol (27%), 1,7 grande chance cedida por confronto, além de 10,4 finalizações sofridas e 3,8 finalizações certas concedidas por rodada.
No recorte exclusivo sob Zubeldía, o Fluminense somou sete vitórias, três empates e três derrotas em 13 jogos, acumulando 62% de aproveitamento. A equipe marcou 14 gols, média de 1,1 por partida, e sofreu apenas 9, o equivalente a 0,7 por jogo, desempenho que reforça a consistência defensiva e o equilíbrio competitivo apresentados desde a chegada do treinador.
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A solidez aparece nos resultados: o Tricolor acumula oito jogos sem ser vazado, incluindo empates fora de casa diante de Palmeiras e Cruzeiro, além de vitórias sobre Mirassol, Ceará, Internacional, Juventude, Atlético-MG e Botafogo. Assim, 63% dos 13 jogos do treinador no Fluminense terminaram sem sofrer gols.
Fluminense com e sem Zubeldía no Brasileirão 2025
- Jogos: 13 x 22
- Gols sofridos por jogo: 0.7 x 1.3
- Jogos sem sofrer gols (%): 8 (62%) x 6 (27%)
- Grandes chances cedidas: 1.2 x 1.7
- Finalizações sofridas por jogo: 10.8 x 10.4
- Finalizações sofridas no gol por jogo: 2.8 x 3.8
Fluminense com Zubeldía
- 13 jogos
- 7V | 3E | 3D
- 62% de aproveitamento
- 14 gols marcados (1.1 por jogo)
- 9 gols sofridos (0.7 por jogo)

Defesa diferente contra o Palmeiras
Zubeldía escalou o Fluminense com um desenho tático diferente. Sem Thiago Silva, a defesa contou com Ignácio, Thiago Santos e Freytes atuando aberto pelo lado esquerdo. Em alguns momentos, o time chegou a se defender com auxílio direto dos atacantes.
Na prática, as escolhas do treinador funcionaram, permitindo ao Fluminense segurar a pressão e levar ao menos um ponto para o Rio de Janeiro.
— Sobre o Freytes, eu falei na coletiva anterior. Foi uma responsabilidade que eu assumi. Eu disse que a responsabilidade era minha. Mas se você deixa o Alan em um duelo individual, dois, três duelos individuais, e você deixa passar... é como dizer "toma, vovó". E em alguma ele poderia chegar tarde, cartão amarelo, e depois vermelho. Então, assumi a responsabilidade, tirei o Freytes e coloquei o Fuentes. O Freytes entendeu. E gostei do Ignácio, da dupla Ignácio e Thiago, porque não tinha me convencido totalmente a dupla Freytes e Ignácio em partidas anteriores. Não os vi com a segurança que eu gosto. Hoje, com Fuentes, Thiago e Ignácio, os vi mais harmônicos, mais controlados, mais fortes. Substituir um excelente jogador como o Thiago (Silva) não é fácil — disse o treinador.
Luis Zubeldía destacou que a avaliação do elenco faz parte do processo natural de trabalho e ressaltou que encontrou um grupo qualificado ao assumir o Fluminense. Segundo o treinador, o time já demonstrava competitividade em diferentes frentes na gestão anterior.
— É um trabalho com a condição de avaliar as possibilidades que se tem dentro do elenco. Quando você tem jogadores, é mais fácil. Quando assumi o Fluminense, declarei que o trabalho do Renato era muito bom, que o elenco era bom, que havia muitos jogadores, e que por isso o time havia conseguido competir na Sul-Americana, na Copa do Brasil, estar entre os oito primeiros. Não me lembro em que posição estávamos quando assumimos, mas estávamos ali, com menos jogos que os demais, e competir no Mundial de Clubes — concluiu.
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