SAF Fluminense: investimento de R$ 6 bi? Investidores tricolores? Entenda
Assunto deve ter definições nos próximos dias

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O Fluminense está perto de dar um passo significativo rumo à transformação em SAF. De acordo com informações publicadas pelo jornalista Lauro Jardim, em sua coluna no jornal O Globo, o BTG apresentará proposta que contempla investimento de R$ 6 bilhões nos próximos anos, valor que colocaria a operação entre as maiores do futebol brasileiro.
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Apesar da cifra expressiva, não há definição sobre o prazo para aplicação do montante. Segundo Lauro Jardim, o valor será injetado “nos próximos anos”, o que não define se o dinheiro entra em 2 anos ou 20 anos. O tamanho do investimento por si só não garante que a SAF seja benéfica ou não para o clube - fatores como modelo de gestão, metas esportivas e condições contratuais serão determinantes para avaliar a qualidade do acordo.
Modelo prevê grupo de investidores e manutenção do clube como acionista
A proposta apresentada ao Tricolor envolve a criação de uma empresa controlada por cerca de 15 torcedores tricolores com alto poder aquisitivo, reunidos no grupo Lazuli. Esses investidores se tornariam acionistas majoritários, enquanto a associação manteria participação minoritária. Ainda segundo a coluna do O Globo, o modelo prevê assunção integral das dívidas do clube, além de uma promessa inicial de priorização de resultados dentro de campo, sem foco exclusivo no lucro.
Em participação no programa Seleção SporTV, o jornalista André Rizek acrescentou que entre os investidores há famílias tradicionais e nomes ligados ao mercado financeiro, com destaque para André Esteves, sócio do BTG Pactual. O banco atuou como assessor do Fluminense na busca por investidores, conduzindo as negociações que resultaram na proposta atual.
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Processo de aprovação no Fluminense
O trâmite interno é longo. De acordo com o "Ge", uma reunião do Conselho Deliberativo foi convocada para analisar o projeto. A antecipação da convocação ocorreu porque essas sessões costumam demorar para ser marcadas, e a diretoria quer dar celeridade ao processo. Caso o Conselho aprove a proposta, haverá uma segunda etapa obrigatória: a assembleia geral dos sócios, que terão a palavra final sobre a mudança de modelo de gestão. Sem essa aprovação, não há SAF.
Se confirmados os R$ 6 bilhões mencionados pelo O Globo, o investimento no Flu seria o maior entre os clubes que já se tornaram SAF. Para efeito de comparação, as operações do Botafogo e do Cruzeiro giraram em torno de R$ 400 milhões a R$ 1 bilhão. Ainda assim, especialistas alertam que valores diluídos por décadas reduzem o impacto imediato no caixa. A definição sobre a SAF do Fluminense deve ocorrer nos próximos meses.
O processo eleitoral pode dar um norte na expectativa do prazo. No seu último mandato, Mário Bittencourt deve ter cargo de importância na SAF caso ela seja aprovada. O candidato da situação é Mattheus Montenegro, atual vice-presidente do Fluminense. O advogado foi um dos responsáveis da busca por investidores no mercado.
É importante apontar que o grupo Lazuli contratou os serviços da FSB, uma das maiores assessorias de imprensa do país. Por isso, as informações que aparecem sobre o modelo de negócio podem fazer parte de um planejamento estratégico de divulgação. O objetivo é fazer com que o torcedor do clube compreenda e receba as informações da melhor maneira possível sobre o grupo de investidores e a intenção dos compradores da SAF.
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