Fluminense chega a 10 jogos seguidos sofrendo gols e Zubeldía explica fragilidade
Zubeldía admite desequilíbrio causado pelo perfil da equipe

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A vitória sobre o La Guaira não foi suficiente para esconder um problema que vem acompanhando o Fluminense nas últimas semanas: a fragilidade defensiva. Apesar do bom desempenho dos três gols marcados, o Tricolor voltou a ser vazado e ampliou para 10 a sequência de partidas sofrendo gols.
A última vez que a equipe conseguiu terminar um jogo sem ser vazada aconteceu no dia 23 de abril, no empate sem gols contra o Operário, pela Copa do Brasil. Desde então, o sistema defensivo passou em branco em todas as partidas disputadas.
Os números refletem a dificuldade. Em 35 jogos na temporada, o Fluminense sofreu 42 gols e só conseguiu manter a defesa intacta em nove oportunidades — sendo três no Campeonato Brasileiro, uma na Sul-Americana, uma na Copa do Brasil e quatro no Campeonato Carioca.
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Após a vitória diante do La Guaira, o técnico Luis Zubeldía reconheceu o momento delicado defensivamente e apontou fatores que ajudam a explicar o cenário. Segundo o treinador, a saída de uma referência como Thiago Silva obrigou a comissão técnica a reconstruir rapidamente a defesa, o que ainda exige adaptação dos jogadores.
— Quando cheguei, em setembro, a presença de um jogador como Thiago Silva na defesa não era um detalhe pequeno. Estamos falando de um jogador com experiência absurda, liderança, segurança e influência sobre os companheiros. Desmontar essa estrutura e montar outra rapidamente não é fácil.
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Zubeldía também destacou o perfil extremamente ofensivo da equipe como um dos motivos para o desequilíbrio. O treinador afirmou que o Fluminense é um time montado para atacar, com laterais agressivos, zagueiros que gostam de sair para o jogo e meio-campistas com características ofensivas.
— Somos um time muito ofensivo. Criamos muito e fazemos muitos gols, mas isso também tem um custo defensivo. Precisamos analisar e ajustar melhor isso daqui para frente — afirmou o treinador.

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O comandante ainda citou a pressão sofrida pelos defensores, como Jemmes e Freytes, que convivem com cobranças da torcida em meio ao processo de amadurecimento.
— Acredito que esses momentos fazem o jogador amadurecer muito. O caso do Jemmes é um exemplo. Ele começou muito bem, mas hoje, se perde uma bola, erra um passe ou sobra uma jogada perto da área, sente imediatamente a pressão da torcida, como aconteceu antes com o Freytes. E isso pode servir como trampolim para amadurecer ou pode fazer o jogador travar e não evoluir. Esse é o desafio do atleta nesse processo de adaptação.
Em busca de maior equilíbrio entre defesa e ataque, Zubeldía e o Fluminense voltam a campo no próximo domingo (31), às 20h30 (de Brasília), contra o Cruzeiro, pelo Campeonato Brasileiro.
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