Personalidade forte e nome de ídolo: conheça Félix, goleiro do Fluminense na Copinha
Arqueiro chegou como sexto da posição e assumiu a titularidade

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Nome de ídolo, talento promissor e mentalidade forte, assim é Félix, goleiro do Fluminense na Copinha. De um início difícil à conquista da titularidade, o arqueiro se inspira em Fábio e é uma das joias de Xerém na busca pelo hexacampeonato de uma das competições mais tradicionais das categorias de base.
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Natural de Dourados, no Mato Grosso do Sul, seu nome completo é Gustavo Félix, mas é conhecido apenas como Félix, assim como o ídolo do bicampeonato brasileiro pelo Tricolor e tricampeonato mundial com a Seleção.
— É uma grande honra carregar esse nome. Ele é um ídolo não só do Fluminense, mas da Seleção Brasileira, sendo campeão mundial em 1970. E é uma grande honra, é um sinônimo de muita felicidade e é um peso maior a se carregar.
Goleiro por influência do irmão mais velho José Vitor, chegou à Xerém em 2022, com 15 anos, e teve resiliência para chegar aonde está. Morando no alojamento de Xerém, distante da família e com pouca projeção de jogar, deu a volta por cima e tornou-se titular da geração supercampeã que ficou conhecida como Esquadrilha 07.
Para isso, contou com a amizade de Kevyn, companheiro de posição e atualmente no Deportivo Nacional-POR. Assim como Félix, o goleiro chegou no final da fila e conquistou seu espaço no time, o que fez com que se aproximassem e fossem "colados", como destacou o jovem goleiro.
— Foi um período de adaptação muito difícil, porque eu saí de uma realidade e vim pra outra totalmente diferente. Eu era o sexto goleiro da categoria. E assim, fui dando sequência no trabalho, evoluindo a cada dia, a cada sessão de treinamento, conhecendo pessoas novas e fazendo novas amizades, mas no começo, o período de adaptação foi muito difícil.
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A última competição disputada pelo time sub-20 foi a Copa Xerém, da qual foi vice-campeão. Desde então, o time comandado por Felipe Canavan treinou no CT Vale das Laranjeiras de olho no Água Santa, adversário do Flu na estreia da Copinha. O jogo será no dia 5 de janeiro, às 21h30, no Estádio Municipal Prefeito Gabriel Marques da Silva, em Santana de Parnaíba (SP).
— A expectativa está muito grande, a relação está muito boa e o time está encaixado. A gente teve a Copa Xerém como exemplo, e depois demos continuidade ao trabalho. Mas a expectativa está lá em cima, porque o nível de treinamento tá muito alto. Então, automaticamente, quando o nível de treinamento tá muito alto, a expectativa tem que ser alta também. E a gente tá muito animado e ansioso para estrear na Copinha.
O Fluminense integra o Grupo 25, junto com Água Santa, oponente da estreia, Brasiliense, que enfrenta na segunda rodada, em 8 de janeiro, e o Sfera, adversário da última rodada da primeira fase, no dia 11.
Personalidade forte e admiração por Fábio
Com 18 anos de idade, Félix se considera um goleiro corajoso e que não tem medo de errar. Para ele, essa característica é fundamental para a posição, pois entende que erros acontecem, mas que é preciso seguir em frente sem que isso abale a confiança.
— Sou um goleiro que arrisca, que não tem medo de errar. Acho que tenho uma personalidade forte. Tento buscar isso daí, porque tem goleiro que é muito técnico, eu sou mais ativo, saio do gol, gosto do enfrentamento... Sou mais esse tipo de goleiro — iniciou.
— A partir do momento que você entra no campo, você está correndo o risco. E é um risco, querendo ou não, que a gente gosta de correr, a gente gosta de viver isso. E o que é o principal, a gente conhece o atleta após o erro. Após o erro que você vê qual é o atleta de alto nível e o atleta que vai ser de baixo nível. Se o cara, após um erro, conseguir elevar o nível da partida dele, ou conseguir manter mentalmente forte, consequentemente, ele vai conseguir se consolidar naquilo que ele faz, na carreira que ele tem. Eu acredito muito nisso. E não é só porque você errou que é o fim do mundo, tem que continuar tranquilamente e forte.

Em abril de 2025, com 18 anos recém completados, assinou sua renovação com o clube, tendo novo vínculo até dezembro de 2028. No mesmo ano, participou da pré-temporada do time profissional, tendo tempo importante de convivência com Fábio, que se tornou sua maior referência na posição.
— O Fábio é um cara sensacional, um exemplo de profissional não só pra mim, mas para todos os goleiros. Ele é um cara fenomenal. Ele é tipo o paizão da turma, né? Ensina, fala, dá dica. Fala o que ele já passou, o que ele já construiu, como ele faz para exercer tão bem a nossa função até hoje. Pra tudo ele tem um atalho, entendeu? E não só ele, mas todos os goleiros também, que acolhem, conversam e ensinam.
Perguntado sobre um conselho ou uma conversa especial, Félix revelou que são muitas e que, a cada vez que encontra Fábio, se surpreende com algo novo. No entanto, frisou o ponto principal que o camisa 1 tenta passar para ele:
— O que ele bate na tecla mesmo é o treinamento. Ele fala: 'o que você faz no treino, você vai fazer no jogo'. Se você fizer no treino, automaticamente você vai levar pro jogo. E isso tem que levar no dia a dia, independente de onde eu estou. Se eu estou na base ou se eu estou ao lado dele.
Contou ainda que o camisa 1 tricolor já era um ídolo seu, mas que essa admiração aumentou após o período de convívio.
— Eu sempre gostei do Neuer e do Ederson, pela característica de goleiros que saem mais do gol, jogam mais com o pé. Mas eu sempre gostei do Fabio. Aí, como você vive com o cara, você vira um amigo pessoal dele, aí você cria mais admiração. Pra mim, ele é o número um da lista ha uns dois anos, ele é a minha maior referência, tenho que mirar sempre nele. — concluiu.

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