Ailton celebra chances à base no Carioca e deixa recado para a torcida: 'Paciência'
Ex-jogador, treinador e coordenador da base tricolor falou com exclusividade ao Lance!

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O Fluminense iniciou o Campeonato Carioca com um time composto majoritariamente por jogadores da base, com nomes promissores cercados de expectativa. Quem os conhece muito bem é Ailton Ferraz, campeão estadual em 1995, ex-coordenador da base e ex-treinador do extinto time sub-23 do Flu.
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Convidado no podcast "Fut & Papo", produzido pelo Lance!, Ailton falou sobre suas impressões sobre os Moleques de Xerém nas rodadas iniciais do Carioca, revelou os conselhos que dava aos garotos e fez um pedido à torcida tricolor.

Ailton voltou a vestir as cores do Fluminense em 2019, como coordenador do time sub-20. Depois, assumiu o comando do sub-23, que funcionava como uma etapa da transição dos jogadores que subiam de Xerém, e foi auxiliar de Marcão no profissional. Em 2023, tornou-se coordenador técnico da base, trabalhando com diversos nomes aproveitados no profissional no Carioca de 2026, como Julio Fidelis, Miguel, Riquelme, Davi e Matheus Reis.
— Eu acho que é muito válido o que o Fluminense está fazendo e eles têm que aproveitar a portunidade, não pode deixar passar. Por mais que os titulares entrem daqui, pelo menos deixa um bom recado. Eu torço muito para que esses meninos possam dar certo e eu tenho certeza que o Fluminense está no caminho certo. — disse o ex-treinador dos Moleques de Xerém.
Apesar do talento e da expectativa que cerca esses jogadores, quem assiste aos jogos percebe que isso não é suficiente para que performem bem no profissional. Experiente, Ailton explicou a principal diferença.
— Então, eu sempre conversava com ele lá embaixo, na base, para eles se dedicarem na parte de força na academia, porque o diferencial é isso. É a força de um profissional. Então, essa força falta no momento que precisa. E eu acho que essa minutagem que está dando é importantíssima para o atleta passar esse desafio. Eu acho que, para mim, se eu estou no lugar deles, eu ia dar a minha vida. Porque, de repente, vai ser a única oportunidade que eles vão ter aí no ano. Então, tem que aproveitar, não dar brecha. Correr, se dedicar ao máximo. E procurar fazer bons jogos para poder se firmar no profissional. Porque a oportunidade está sendo dada. Depois não pode reclamar.

Como ex-jogador, Ailton conhece os caminhos do futebol e como é difícil se firmar em um time do tamanho do Fluminense. Mais do que isso, testemunhou o afunilamento que acontece na transição da base para o profissional, por isso revelou o conselho que dava aos seus atletas.
— Então, que se dediquem mesmo, porque hoje não tem brecha no futebol para quem se transforma em um jogador de futebol, não atleta de futebol. O atleta é aquele que se dedica, que abre mão das coisas que são erradas e procura trabalhar só naquilo que é certo e naquilo que ele vai crescer. Então, assim, que eles abram mão das coisas de fora, que se dediquem altamente só no futebol, naquilo que eles sabem fazer bem, mas que também continuem fazendo um trabalho de força, porque a força é diferente de sair da base. Tem uns até que pularam, né? De sub-17 para o profissional. Então, assim, ainda está o nível de força muito baixo. Mas eu tenho certeza que a fisiologia lá é ótima. O Juliano que comanda lá é muito bom. E eles vão ter resultado com certeza, desde que eles se dediquem. Esse é o meu recado para eles. Dizer que eu estou sempre na torcida, porque são atletas que, de uma forma ou de outra, a gente ajuda, né? Com conselho, com um lance de como tocar na bola, como fazer algum tipo de jogada. E a gente sempre estava ali tentando ajudar. Então, é o que eu passo para eles, que eles sejam altamente profissionais e não sejam jogadores de futebol.
E além de conselho aos jogadores, Ailton fez um pedido ao torcedor do Fluminense: paciência. Segundo ele, isso é o fator chave para que os garotos amadureçam no tempo certo, confiantes e prontos para desempenhar o melhor futebol no clube, citando o caso de Gabriel Teixeira, que saiu do clube em meio à insatisfação da torcida especialmente por um gol perdido contra o Olímpia, na pré-Libertadores de 2022, em que o Flu acabou eliminado.
— Eu acho que essa paciência é fundamental. Porque é aquilo, quando o jogador está na base, aí pede para subir o profissional. Quando sobe, a torcida perde a paciência. E esse jogador, às vezes, ele não vai maturar cedo. Tem muitos que maturam cedo e outros são tardios, né? Então, essa paciência é importantíssima. O apoio é fundamental. O que aconteceu com o Biel. O Biel é um excelente jogador aqui no Fluminense. Acho que foi um gol que ele fez, um gol que ele perdeu, que a torcida fez, ele respondeu, a torcida pegou no pé e perdemos, para mim, um craque. Porque, para mim, o Biel é um muito bom jogador. Porque o garoto respondeu, não sei o que ele fez com a torcida. Eu acho que é ter paciência. Ele é jovem, o jovem vai errar. O jovem não tem a maturação que tem um cara de 30 anos, ele tem 17, 18, enfim. É muito jovem para ter a atitude de um cara maduro. Então, a torcida, com paciência, eu tenho certeza que o Fluminense vai ter um dia, um dia, o Fluminense vai ter um time só de jogadores do Fluminense mesmo, da base. Eu acredito nisso, que um dia isso vai acontecer. Só deles subirem dessa forma aí, eu já vejo que eles já estão pensando nisso, de um dia ter um time formado só com jogadores do Fluminense.
O Tricolor volta à campo nesta quinta-feira (22), pela terceira rodada do Campeonato Carioca, para enfrentar o Nova Iguaçu, às 21h30, no Luso Brasileiro. A partida será a última em que o clube entrará com time alternativo, já que na rodada seguinte, contra o Flamengo, os titulares estreiam na temporada.
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