Repertório ou desespero? Filipe Luís abre leque, mas Flamengo sucumbe ao Lanús
Técnico rubro-negro inova nas substituições, chega ao gol, mas acaba com o vice-campeonato

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O Flamengo viveu uma noite de "Deus nos acuda" na última quinta-feira (26), no Maracanã, e terminou com o vice-campeonato da Recopa Sul-Americana. Precisando reverter a desvantagem do jogo de ida, Filipe Luís implementou novidades desde a escalação até as substituições feitas ao longo da partida. Entre erros e acertos, o objetivo final não foi atingido.
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O Rubro-Negro entrou em campo com cinco mudanças em relação à equipe que iniciou o duelo da semana anterior na Argentina. Danilo e Ayrton Lucas substituíram Léo Ortiz e Alex Sandro na defesa; Evertton Araújo ganhou a vaga de Lucas Paquetá no meio; na frente, Samuel Lino foi escalado no lugar de Everton Cebolinha, e Gonzalo Plata assumiu o comando de ataque, com Carrascal deslocado para a direita.
Se os nomes mudaram, a ideia em campo não foi muito diferente do apresentado em partidas anteriores. O Flamengo teve o controle da posse da bola e ocupou o campo adversário por praticamente todo o confronto. Desta forma, postado em fase de construção, a equipe se postou em um 3-1-6 na maior parte do tempo, com variações para o 3-2-5 na saída de bola.
A grande diferença, contudo, foi na distribuição dos jogadores em campo. Em vez de segurar o lateral-esquerdo como de costume, Filipe Luís optou por dar mais liberdade para Ayrton Lucas e trazer um dos volantes — hora Pulgar, hora Evertton — para a linha de três, com o outro à frente da defesa.
Assim, os laterais eram responsáveis por dar amplitude ao time, enquanto os pontas flutuavam por dentro. Com um ataque mais "leve", sem um centroavante de ofício, o Rubro-Negro apostou em um jogo de movimentação para atrair a marcação adversária e gerar espaços. Apesar de Plata e Carrascal terem boas oportunidades, a estratégia não produziu tantos frutos na primeira etapa.

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Na volta do intervalo e ainda sem mudanças, o Flamengo apresentou mais ímpeto, sobretudo com os zagueiros conduzindo a bola e empurrando o rival. Os erros, no entanto, eram constantes. Sem alterar a estrutura, Filipe Luís trocou seis por meia-dúzia ao sacar Samuel Lino para a entrada de Everton Cebolinha, mas apostou em Pedro no lugar de Carrascal. Neste momento, a equipe já tinha volume alto de cruzamentos.
Jorginho e Paquetá também foram acionados, e o ítalo-brasileiro passou a comandar o meio-campo e trouxe sobrevida à criação rubro-negra. A maior mudança, no entanto, veio minutos depois, com Bruno Henrique no lugar de Varela. Com a alteração, Pulgar virou de vez um terceiro zagueiro, e Cebolinha foi deslocado para fazer a ala pela direita. Um 3-4-3 mesmo sem a bola, mas mantendo o 3-6-1 com ela.
A ideia de Filipe Luís parecia ser para alargar ainda mais o campo e abrir espaço pelo meio. Na frente, Pedro e Bruno Henrique foram acionados para aumentar o poder aéreo da equipe. A solução veio por baixo, com Jorginho achando Arrascaeta na entrada da área, em lance que gerou o pênalti e o gol que levou o jogo para a prorrogação.
Se o "tudo ou nada" rubro-negro deu certo na reta final do tempo regulamentar, ele pagou seu preço nos 30 minutos extras. Já desgastado fisicamente, mesmo mantendo a bola, o Flamengo não conseguia mais criar chances de perigo.

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Filipe Luís, por sua vez, manteve a estrutura do "abafa", com um time frágil para os momentos de transição defensiva. Foi assim que, em um contra-ataque, o Lanús conseguiu o escanteio que gerou o gol do 2 a 2; depois, com o Mais Querido lançado ao desespero, os argentinos ainda viraram a partida para sacramentar o título no Maracanã.
Entre erros e acertos, o Flamengo passou por uma montanha-russa que acabou no ponto mais baixo para os rubro-negros. Novas soluções terão de aparecer a partir da próxima segunda-feira (2), quando a equipe enfrenta o Madureira pelo jogo de volta da semifinal do Campeonato Carioca; na ida, vitória por 3 a 0.

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