Flamengo arrecada R$ 1,9 bilhão e engorda receitas em 47%
Relatório mostra poderio financeiro do clube e aumento controlado das dívidas

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No fim de janeiro, o Flamengo fechou a maior contratação do futebol brasileiro. Por 42 milhões de euros (R$ 260 milhões), fora impostos e comissões, repatriou o talento da base Lucas Paquetá, que trocou a poderosa Premier League pelo Ninho do Urubu. Nada disso aconteceu por acaso, e os números apresentados no relatório anual da Galápagos Capital, que traz dados detalhados sobre a indústria do futebol no país, evidenciam como isso foi possível.
Os números apontam um crescimento de receitas totais e recorrentes, mas também crescimento em dívidas. A receita total somou R$ 1,973 bilhão, enquanto a recorrente (referente a valores que se repetem de forma previsível) atingiu R$ 1,454 bilhão. Em relação a 2024, esses números representam um crescimento de 47% e 15%, respectivamente.

A remuneração de funcionários do clube, incluindo atletas, cresceu 30%. Vale ressaltar, no entanto, que o valor inclui premiações e receitas diversas de uma temporada em que o clube venceu Libertadores e Campeonato Brasileiro, além das verbas por participação na Copa do Brasil e no Mundial de Clubes.
Com novos investimentos, maiores gastos e contratações, a dívida também subiu, mas em um ritmo bem menos acelerado: 8%. O total da dívida líquida hoje, segundo o relatório, é de R$ 721 milhões. Outro dado que chama atenção é o EBITDA, o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização. Basicamente, a geração de caixa operacional de um negócio, com aumento de 144%. O EBTIDA recorrente teve uma variação negativa insignificante, de 0,1%.

O relatório destaca os seguintes pontos positivos:
- Crescimento relevante de receitas totais, ainda que as recorrentes tenham vindo estáveis, sem Mundial de Clubes.
- Geração de caixa positiva na visão total.
- Alavancagem bastante confortável e controlada.
- Demonstrações financeiras sem ressalvas.
A parte do documento relativa ao que não funcionou para o clube está em branco. Os principais pontos que encheram o cofre rubro-negro em comparação a 2024 foram, especialmente, transferência de atletas (R$ 519 milhões) e direitos de transmissão (R$ 612 milhões).

Outro dado relevante é que, apesar do aumento de 8% na dívida líquida total, a dívida total de curto prazo variou de R$ 450 milhões para R$ 495 milhões, o que responde por um percentual relevante do aumento na dívida total, que pulou de R$ 666 milhões em 2024 para R$ 721 milhões no ano passado.
Os investimentos somaram R$ 638 milhões, 5% a mais do que na temporada anterior, sendo R$ 623 milhões aportados na formação de elenco, número que em 2024 foi de R$ 430 milhões. Diante dos dados, o Flamengo recebeu a maior nota na avaliação dos autores do relatório.
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