Tentativas de barrar impeachment elevam tensão no Corinthians
Votação está marcada para esta segunda-feira (26)

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Será a terceira vez que o órgão se reunirá para deliberar sobre o afastamento do dirigente. A primeira tentativa ocorreu em dezembro do ano passado, mas foi interrompida após Augusto Melo obter uma liminar. A votação foi remarcada para janeiro, e Romeu Tuma Jr. chegou a conduzir a etapa de admissibilidade, aprovada pelos conselheiros por 126 votos a 114. No entanto, a sessão foi suspensa devido ao horário avançado e a alegação de falta de segurança.
Publicamente, Augusto Melo e seu advogado, Ricardo Cury, dizem que não judicializar a votação, entretanto, aliados do presidente trabalham para que o pleito seja suspensa por determinação da justiça.
Ricardo Cury, advogado de Augusto Melo, afirmou que seguem em curso ações judiciais referentes à reunião suspensa de janeiro, tanto no Tribunal de Justiça de São Paulo quanto no Supremo Tribunal Federal. Ainda assim, garantiu que a defesa não pretende recorrer à Justiça para tentar barrar a votação do impeachment marcada para esta segunda-feira (26).
Em abril, Roberto William Miguel, o Libanês, apresentou uma denúncia que levou a Comissão de Ética e Disciplina do Corinthians a votar pelo afastamento de Romeu Tuma Jr. da presidência do Conselho Deliberativo. No entanto, Roberson Medeiros, o Dunga, se absteve de aplicar a medida. Aliados de Augusto Melo protestam contra a decisão e usam esse episódio como argumento para tentar impugnar a votação do impeachment.
Opositores de Augusto Melo, por outro lado, questionam a decisão da Comissão de Ética e Disciplina. O principal argumento é que, no estatuto, o setor não pode afastar o presidente do Conselho do quadro de associados do Corinthians.

Como será a votação?
A votação será realizada de maneira secreta pelos 302 conselheiros do clube aptos para a sessão. A primeira chamada será às 18h (de Brasília). Caso a maioria simples aprove o impeachment de Augusto Melo, o dirigente será afastado de maneira imediata até a realização de uma assembleia-geral, onde os sócios terão direito a voto.
Em caso de aprovação do impeachment, o Conselho Deliberativo terá cinco dias para definir a data da assembleia-geral de sócios do Corinthians, que será a etapa final para destituir Augusto Melo. Essa votação deve ocorrer em até 60 dias após o pleito entre os conselheiros.
Nesse cenário, o clube seria presidido provisoriamente pelo 1º vice-presidente da gestão, atualmente Osmar Stábile. As eleições definitivas para um novo mandatário em caso de impeachment seriam resolvidas por voto indireto no realizada no Conselho Deliberativo do Corinthians (CD), em data definida pelo presidente do órgão, Romeu Tuma Jr.
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