O que mudou no estilo de Diniz no Corinthians? Compare os números
Início de trabalho indica equipe mais equilibrada e forte desempenho defensivo

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Fernando Diniz iniciou o trabalho no Corinthians sob um cenário que, além dos bons resultados, abre espaço para análise sobre possível ajuste em sua forma de jogar. Os números dos sete primeiros jogos mostram uma equipe sólida, competitiva e ainda invicta defensivamente, mas sem uma superioridade clara em posse de bola - marca tradicional do treinador.
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A partir desse recorte inicial, a pergunta que se impõe é se o Corinthians representa uma evolução, adaptação ou simples variação circunstancial do chamado "Dinizismo", modelo baseado na posse de bola, construção curta desde a defesa e aproximação intensa entre jogadores no mesmo setor.
No Corinthians, os números iniciais de Fernando Diniz apontam cinco vitórias e dois empates, com aproveitamento de 81%, oito gols marcados e nenhum sofrido, além de 52% de posse de bola. O recorte contrasta com o Cruzeiro e o Vasco, onde o desempenho foi mais irregular e o controle de jogo, embora levemente maior em posse, não se traduziu em solidez defensiva.
No Cruzeiro, em sete partidas, o treinador teve uma vitória, quatro empates e duas derrotas, com 33% de aproveitamento, cinco gols marcados e oito sofridos, além de 53% de posse. Já no Vasco, o cenário foi intermediário: três vitórias, um empate e três derrotas, 48% de aproveitamento, 11 gols marcados, sete sofridos e 55% de posse de bola.

A comparação evidencia que, embora o Corinthians apresente a menor média de posse entre os três recortes, é justamente o time mais eficiente em resultados e consistência defensiva. Cruzeiro e Vasco registraram índices de posse ligeiramente superiores, mas com maior vulnerabilidade defensiva e menor aproveitamento.
Já no Fluminense de 2022, um dos períodos mais marcantes do treinador, os números apontam um time mais consolidado dentro da sua ideia de jogo. Foram cinco vitórias e dois empates, 81% de aproveitamento, 18 gols marcados e apenas quatro sofridos. A posse de bola chegou a 55%, com 2,1 grandes chances criadas por jogo e 10,6 finalizações a favor.
A comparação sugere que o Corinthians atual se aproxima mais do modelo de eficiência defensiva visto no Fluminense do que das versões mais instáveis observadas no Cruzeiro e no Vasco. Ao mesmo tempo, a equipe não apresenta superioridade clara na posse de bola, característica frequentemente associada ao "Dinizismo", ficando em patamar semelhante ao dos trabalhos anteriores.
O recorte inicial indica, portanto, uma adaptação mais pragmática. O Corinthians de Diniz mantém controle competitivo dos jogos, mas com menor exposição e maior segurança defensiva, ainda que sem amplificar significativamente os índices de posse e volume ofensivo típicos de fases mais dominantes do treinador.

Posse de bola e "raça" como alternativa
Entre os recortes iniciais de Fernando Diniz nos últimos clubes, o Corinthians aparece como o trabalho com menor média de posse de bola. A equipe registra 52% de posse nos sete primeiros jogos, abaixo dos 53% do Cruzeiro e dos 55% alcançados tanto no Vasco quanto no Fluminense em fases anteriores.
A diferença não é ampla, mas indica um padrão interessante quando comparado ao histórico recente do treinador, conhecido por valorizar a circulação de bola e o controle territorial. No Corinthians, embora o time ainda mantenha leve predominância na posse, o índice sugere um modelo menos dominante nesse fundamento.
A queda no número de posse de bola do Corinthians nos primeiros jogos de Diniz também pode ser relativizada por contextos específicos de partida. Em alguns jogos, a equipe foi obrigada a atuar com desvantagem numérica, o que naturalmente reduz o controle territorial e a capacidade de manter a bola por mais tempo.
Contra o Palmeiras, por exemplo, o Corinthians chegou a ficar com dois jogadores a menos em parte do confronto. Situação semelhante ocorreu diante do Vasco, quando também teve um atleta expulso, o que impacta diretamente o volume de posse e ajuda a explicar a oscilação no índice em relação a outros trabalhos.

Diniz citou, em entrevista recente, que seu time pode ter defeitos, mas nunca vai exigir menos que raça e força de vontade. Esse discurso ajuda a entender o início positivo do Corinthians, que combina organização competitiva com intensidade alta mesmo em cenários adversos.
— Jogar com raça e vontade é quase que uma obrigação em um ato de humildade e inteligência. Temos um espelho no Corinthians que é a torcida, que joga o tempo todo com o time. O time e a torcida estão fazendo uma conexão cada vez mais forte, e é a maior arma, se conectar cada vez mais com o torcedor — disse Diniz.
— Não vai faltar vontade. Priorizo isso, não faltar vontade. Pode faltar tudo, menos vontade. Não dá para ajustar a falta de vontade. O meu trabalho morre quando tem falta de vontade. E a marcação é uma das armas que a gente tem. Ser solidário para marcar e ter alegria e coragem com a bola nos pés — completou.
Números de Fernando Diniz
- 7 jogos
- 5V | 2E
- 81% de aproveitamento
- 8 gols marcados (1.1 por jogo)
- 0 gols sofridos (0.0 por jogo)
- 7 jogos sem sofrer gol (100%)
- 11 grandes chances
- 55% de conversão em grandes chances
- 4 grandes chances cedidas
- 8.5 finalizações p/ marcar
- 52.3% de posse de bola
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