Minuto de silêncio e zoeira com Raphinha: as provocações da Argentina contra o Brasil
Jogador virou alvo dos adversários e dos torcedores de Fórmula '

A Seleção Brasileira sofreu uma dura derrota por 4 a 1 para a Argentina na noite desta terça-feira (26). E um dos jogadores que mais chamou atenção foi Raphinha. Antes do confronto, o atacante demonstrava confiança ao dizer, em entrevista a Romário, que iria "dar porrada neles". No entanto, dentro de campo, sua atuação foi apagada.
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Ainda em Brasília, antes do confronto, Raphinha esquentou o clima ao participar do programa "De Cara com o Cara", no canal "Romário TV", no YouTube. Durante a entrevista, o meia-atacante do Barcelona repetiu uma frase icônica de Romário: "Porrada neles, sem dúvidas". A declaração contribuiu para aumentar a tensão antes do duelo pelas Eliminatórias da Copa do Mundo de 2026.
O camisa 11 não só teve um desempenho abaixo do esperado, como também foi alvo de provocações por parte dos argentinos. Otamendi chegou a dizer para ele "falar menos". Raphinha sofreu apenas duas faltas, conseguiu que Tagliafico e Almada recebessem cartões amarelos, mas acabou sendo advertido também, o que o tira da partida contra o Equador, fora de casa, em junho.
Contudo, dentro de campo, o jogador não conseguiu corresponder às expectativas. Assim como toda a Seleção, ele teve um desempenho ruim na goleada sofrida para os argentinos.
A Argentina, por sua vez, reafirmou sua superioridade recente contra o Brasil. A seleção albiceleste está há seis partidas sem perder para os brasileiros. A última vitória da seleção canarinho sobre os rivais foi em 2018, por 1 a 0, em um amistoso.
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Durante a conversa com Romário, a seguinte troca de falas aconteceu:
— Jogar contra a Argentina, nosso maior rival, e agora, graças a Deus, sem o Messi. Porrada neles? — perguntou Romário.
— Porrada neles. Sem dúvida. Porrada neles! No campo e fora de campo, se tiver que ser! — respondeu Raphinha.
— Gostei, é isso aí. Nos argentinos tem que bater doído, porque eles são f… — afirmou o ex-jogador.
— Porrada neles — reforçou Raphinha.
— Para finalizar: vai fazer a p… do gol contra a Argentina? — questionou Romário.
— Vou. Com tudo — garantiu o camisa 11 da seleção brasileira.
A postura de Romário e Raphinha gerou críticas de jornalistas, como André Rizek, que apontaram que declarações desse tipo poderiam ter consequências negativas na partida em Buenos Aires.
Em resposta, Romário rebateu as críticas em entrevista ao Lance!:
— O problema é que tem alguns jornalistas que são babacas, escrotos. Ficam reprovando o que o cara falou. Tem uns aí que ficam reprovando até o que perguntei, tomar no c* deles. Pergunto o que eu quero e o Raphinha tem todo o direito de responder o que quer. Vi no Raphinha um jogador de muita personalidade, parabéns para ele. Espero que ele possa fazer gol, gol que ajude o Brasil a ganhar dos argentinos. Ganhar da Argentina é tudo de bom — disparou o ex-jogador.
Desde os primeiros minutos de jogo, Raphinha sentiu a pressão da torcida argentina, que vaiava o jogador sempre que ele tocava na bola. Aos 38 minutos do primeiro tempo, sofreu um pontapé por trás de Tagliafico, o que gerou uma confusão generalizada entre os jogadores.
Otamendi, um dos líderes da seleção argentina, aproveitou para provocar Raphinha, gesticulando para indicar que o brasileiro havia falado demais antes da partida. Ainda no primeiro tempo, o atacante brasileiro se desentendeu com o goleiro Dibu Martínez, que saiu da meta para discutir com ele. Raphinha revidou com um encontrão, o que causou mais uma confusão entre os jogadores. Como resultado, o camisa 11 recebeu um cartão amarelo.
As provocações continuaram até o apito final. Paredes provocou Rodrygo ao exibir os números de títulos conquistados pela seleção argentina recentemente.
O técnico da Argentina, Lionel Scaloni, minimizou as declarações de Raphinha antes do jogo:
— Não cheguei a ver as declarações, mas me parece que isso faz parte do futebol. Entendo a situação, é um Brasil e Argentina, e um jogo assim não precisa de declarações para ter rivalidade. Não foi por isso que jogamos bem, pelo contrário. Entendo Raphinha, porque sei que ele quer defender sua equipe, mas isso não influenciou nosso desempenho. Com ou sem falas antes do jogo, cada equipe entrou em campo para dar o seu melhor. Não acho que houve intenção de machucar ninguém — analisou Scaloni.
Após o apito final, jogadores e torcedores argentinos provocaram ainda mais, cantando um "minuto de silêncio" para o Brasil, que "está morto".

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